Vontade de te ver nem que Seja de longe
Faça-se em mim o teu amor
Eis-me aqui, Senhor!
Tua serva eu sou!
Faz em mim Tua vontade,
Transforma o meu coração!
Eis-me aqui, Senhor!
Tua voz me chamou!
Como Maria eu quero dizer:
“Faça-se em mim o Teu amor!”
“Faça-se em mim o Teu amor…”
Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.
“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”
Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!
Ser obediente à vontade de Deus é matar, todos os dias, a parte de nós que insiste em viver sem Ele.
- Não desista do caminho! Porque à vontade é tudo o que tem.
Se abandonar este ímpeto, será mais uma vida lançada ao rio e guiada pela correnteza
POESIA:
QUEM ME DERA… SER RAPTADO POR TI.
BY: Harley Kernner
Às vezes, sinto uma vontade suave de fugir e ir morar junto às estrelas durante o dia; à noite, caminhar sob a luz do sol e aquecer-me no calor desse amor — um sentimento que me envolve devagar, com um desejo tão profundo que nem sei explicar. Ele rompe o silêncio do universo só para revelar o som dos nossos corações: mudos para o mundo, mas que se amam na verdade do ser, na nudez da alma e com toda a pureza de quem se entrega sem reservas.
Quem dera fosse eu raptado por esse amor que desenha em meu peito um carinho que não tem fim…
Já que não queres levar-me contigo e prender-me para sempre em teus beijos, permite-me ao menos sonhar nos teus braços, tocar com o beijo a essência da tua alma e respirar o teu perfume até adormecer no aconchego do teu colo.
— Por favor, vem logo raptar-me, levar-me contigo e guardar-me no cárcere do teu coração… Quem dera que fosse hoje!
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular
Quando a nossa própria vontade é um mar revolto, a Palavra de Deus é a única âncora que não cede à maré.
Se a salvação é apenas pela graça, então posso pecar à vontade e fazer tudo o que sempre quis. Obrigado, Lutero! Finalmente posso ser um psicopata sem me preocupar com o inferno!
A tecnologia não é uma "fabricação de cadáveres", mas a ferramenta suprema da vontade humana. Através da computação, da engenharia genética e da inteligência artificial, o homem deixa de ser um escravo do acaso biológico para se tornar o arquiteto da própria realidade.
Gosto de pessoas decididas. De pessoas com atitudes, que levam adiante seus planos e as suas vontades. Esse negócio de meio termo, já não me satisfaz mais.
O propósito da vida humana
“Não viemos a este mundo para sofrer e nos submeter à vontade do mundo da escuridão, mas sim, para viver e usufruir de um mundo de luz. Isto não é mais misticismo ou questão experimental. É a conclusão lógica inexorável após milênios de erros, tentativas e evolução humana.”
"O maior no Reino de Deus é o que serve a todos, porque esse sim faz a vontade de Deus, e Deus habita nele."
