Vontade de te ver nem que Seja de longe
Quando somos felizes um dia e não percebemos, queremos que tudo volte novamente, e essa vontade de voltar nos cega o bastante para não vermos o quanto somos felizes.
Querer é bom
Mas nada é
Pois no querer só há vontade
Como uma faísca da ação
Porém o querer
Acompanhado com a ação
De fato é
Pois te tira dos bastidores
Te empurra dos mundos dos sonhos
E te leva aos métodos
Para a sua concretização.
“A mente com TDAH muitas vezes sabe o que precisa fazer, mas sofre para transformar vontade em execução.”
Do livro TDAH: Déficit de Atenção, Distúrbio ou Apenas Distração?, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O TDAH não é falta de vontade; é a distância dolorosa entre querer fazer e conseguir organizar-se para fazer.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
A Sua força de vontade para continuar
fará toda a diferença no seu caminho.
A ansiedade vem em determinados momentos e
zombamos incrivelmente da nossa capacidade.
Assim deixamos corpo e mente ao caos.
Receba o melhor da vida adquirindo bons hábitos.
Vontade não é suficiente.
Atitudes verdadeiras
Levará, a grande vitória.
O seu desejo é ordem, para o UNIVERSO
Recebemos o que mais DAMOS.
Faça-se em mim o teu amor
Eis-me aqui, Senhor!
Tua serva eu sou!
Faz em mim Tua vontade,
Transforma o meu coração!
Eis-me aqui, Senhor!
Tua voz me chamou!
Como Maria eu quero dizer:
“Faça-se em mim o Teu amor!”
“Faça-se em mim o Teu amor…”
Há uma cena em Encontros no Fim do Mundo que não dá vontade de explicar. Dá vontade de ficar quieto. Um pinguim simplesmente se afasta dos outros, vira as costas para o mar, que é onde está a vida, e começa a caminhar sozinho, em direção às montanhas geladas da Antártida. Um caminho sem volta. Um caminho que, no fundo, aponta para a morte.
Herzog não tenta romantizar isso. Ele só mostra. E, curiosamente, aquilo deixa de ser só sobre um pinguim. Vira sobre a gente.
“Aquele pinguim é o sujeito que rompe.
É o momento em que algo sai do roteiro.”
Enquanto o grupo representa o seguro, o instinto, o “é assim que sempre foi”, o pinguim solitário faz o oposto. Ele não está perdido. Ele escolhe sair. E isso é o que mais incomoda. Porque ir contra o próprio instinto não é coisa de animal, é coisa de humano.
Quem nunca sentiu vontade de ir embora de tudo? De se afastar do que mantém a gente em pé, mesmo sabendo que pode dar errado? Sair de um lugar, de uma relação, de uma fé, de uma vida inteira… não por ignorância, mas porque ficar dói mais do que o risco de partir.
O pinguim não parece confuso. Ele parece cansado.
Cansado de repetir o mesmo ciclo, o mesmo caminho, o mesmo destino compartilhado. Talvez caminhar para as montanhas seja o último gesto de controle que ele tem. Um jeito silencioso de dizer: “até aqui, chega”.
Herzog fala em loucura, mas talvez seja pior que isso. Talvez seja lucidez demais. Talvez, por um instante, aquele pinguim tenha sentido algo que não deveria sentir: o desejo de ser único, mesmo que por pouco tempo.
Ele não caminha atrás da morte. Ele caminha atrás de algo que ele mesmo não sabe nomear. “A morte é só o preço.” No fim das contas, essa cena incomoda tanto porque ela quebra uma ilusão confortável: a de que todo ser vivo quer sobreviver a qualquer custo. Às vezes, viver do mesmo jeito deixa de fazer sentido.
E o mais estranho não é o pinguim indo embora sozinho. O mais estranho, e mais honesto, é perceber que, lá no fundo, a gente entende exatamente por quê. Só não encontramos as palavras para expressar o que é! Apenas esse aperto é essa agonia ao perceber que aquele pequeno ser nos ensinou tanto enquanto caminhava, cada passo era um passo de sua escolha, um passo de sua decisão, decisão essa que culminaria em sua liberdade!
Ser obediente à vontade de Deus é matar, todos os dias, a parte de nós que insiste em viver sem Ele.
- Não desista do caminho! Porque à vontade é tudo o que tem.
Se abandonar este ímpeto, será mais uma vida lançada ao rio e guiada pela correnteza
POESIA:
QUEM ME DERA… SER RAPTADO POR TI.
BY: Harley Kernner
Às vezes, sinto uma vontade suave de fugir e ir morar junto às estrelas durante o dia; à noite, caminhar sob a luz do sol e aquecer-me no calor desse amor — um sentimento que me envolve devagar, com um desejo tão profundo que nem sei explicar. Ele rompe o silêncio do universo só para revelar o som dos nossos corações: mudos para o mundo, mas que se amam na verdade do ser, na nudez da alma e com toda a pureza de quem se entrega sem reservas.
Quem dera fosse eu raptado por esse amor que desenha em meu peito um carinho que não tem fim…
Já que não queres levar-me contigo e prender-me para sempre em teus beijos, permite-me ao menos sonhar nos teus braços, tocar com o beijo a essência da tua alma e respirar o teu perfume até adormecer no aconchego do teu colo.
— Por favor, vem logo raptar-me, levar-me contigo e guardar-me no cárcere do teu coração… Quem dera que fosse hoje!
Harley Kernner
Arquitetura de Poesias e Crônicas
Escritor Particular
Quando a nossa própria vontade é um mar revolto, a Palavra de Deus é a única âncora que não cede à maré.
