Volta pra Mim estou Sofrendo
Quase ninguém tem interesse de conhecer o outro por dentro,eu nem sempre estou disposto a me revirar do avesso para me apresentar a alguém.
Se você sentir minha língua em outras línguas,se eu estiver de olhos fechados, estou evitando que meu olhar seja legendado.
Classicismo Poético
Nas mãos do Classicismo
Poético pouco a pouco estou
confiando o meu pensamento,
Para quando chegar
o momento estarei escrevendo
perpetuamente sonetos
quando conseguir ser
para você absoluto sentimento.
Barroco Revivido
Tenho a impressão que
estou sendo mais um
personagem do período Barroco
sendo revivido em plena
modernidade por este excesso
de dualismo, redundante
maniqueísmo e culto pelo trágico,
Só sei que resolvi criar
o meu mundinho a parte
para salvar o mínimo de sanidade.
Wadi al-Hawarith
O acampamento beduíno,
O apagamento que
você sabe muito bem
do que estou falando,
As paredes de pedra
da História ainda falam
sobre Wadi al-Hawarith,
A antiga oliveira que
a azeitona me lembra
o teu olhar poema
próximo sobre nós.
Esqueçam o que se foi; não vivam no passado.
Vejam, estou fazendo uma coisa nova! Ela já está surgindo! Vocês não o percebem? Até no deserto vou abrir um caminho e riachos no ermo.
Estou começando com o homem no espelho
Estou pedindo para que ele mude de atitude
E nenhuma mensagem poderia ser mais clara
Se você quer fazer do mundo um lugar melhor,
Olhe para você mesmo e depois faça essa mudança
Você tem que fazer do jeito certo, enquanto ainda tem tempo
Porque quando você fecha seu coração,
Então você fecha a sua mente
DEVANEIOS:
Sozinho, em meu quarto estou
A janela entre aberta seduz a brisa fria
A entrar
Sobre a platina está
O cálice já embriagado com o licor
Que faz acalmar
O orvalho da madrugada fria
Sucumbe em meu corpo nu
E me faz despertar
A aurora já adentra
As frestas da janela que não mais
Entre aberta está
Meu corpo ainda moribundo
De uma noite ébria
Me faz delirar
Procuro-te ao meu lado
Não tenho teu corpo febril
A me deleitar
Assim desperto
Para mais um dia em devaneios
Me embriagar.
PARADOXO DA EXISTÊNCIA:
É filosófico saber quem eu sou
De onde vim, onde estou
E para onde vou
Meu ego, como o teu
Mutila-se
Na busca de autoafirmação
A beleza anatômica
Reflete-se nas entranhas do teu eu
O pechoso
Infinitamente reluz em tua razão
Nesse afã
Nosso ímpeto nos remete
Ao orbe de que somos
O que não seremos jamais
Que viemos de onde jamais passamos
E iremos talvez
Para um universo
Paradoxal...
MEU FORMIDÁVEL LADRAR:
Este formidável silêncio noturno
Muito me apraz.
Quando estou dormindo para o nada...
Quando nada sinto que sou
Enquanto vivo...
O sossego da noite que orvalha Minh ‘alma,
Acentua-se no silêncio das coisas que se acalma
O que mais se acentua me atordoa,
O silêncio que murmura aos meus ouvidos,
Coisas que não há no escuro da madrugada.
Ah, não me é formidável ou apraz-me,
O esparso ladrar de cães de guarda noturno
Por fazer quebrar-se o noturno murmúrio do nada (...).
Como eu queria ladrar à noite!
Para não ser fiel aos que ladram sociedade a fio.
Contudo me é formidável o estrepe essencial,
De ser consciente.
CANSADO DE SER VIL!...
Eu estou trêmulo de agonia
Cheio de cansaço... Todo o cansaço
Que o mundo me pode ofegar,
Cansaço do labor,
Cansado de fragrâncias... E seus fregueses,
Cansaço da leitura que não se ler,
Dos mestres a mestrear a metafisica,
Cansado de pecar
Pelos crentes que não pecam à vida,
Por um deus de igualdade.
Que deus não sei...
Eu...
Pechoso? Incógnito? Divinal?
Eu...
Assim como a noite ofusca-me o brilho do olhar
Cansado sinto-me da vileza de todo eu...
Na incógnita do existir e ser.
Cansado de tudo que nada somos
Cansado de me ser vil, reles, imperfeito,
Ao que me parece, não há gente no universo!
Todos perfeitos, nobres, magníficos.
Eu sou eu,
Permaneço eu.
POEMA REVEL
Escrevo. E daí?
Estou cansado de regras
Dessa nota polidinha
Do teu jeito certinho de ser.
Escrevo porque sinto, pronto.
Se eu sair da faixa me deixe
Não sou eu quem vai perder
Escrevo porque preciso
Preciso por escrever.
Porque minha escrita
É underground e só
As fitas foram amarradas
no topo do mastro,
Eu estou presa em você
com o coração apaixonado,
É a poesia do Tramadinho
de quem te deseja soltinho,
e todos os dias enamorado.
Estou chegando, chegando,
só no sapatinho, sapatinho,
só no miudinho, miudinho,
jogando os ombros
e quadris para lá e para cá,
Te olhando nos olhos
neste samba de roda que você está,
Você não para de me olhar
e está doido para se entregar.
Estou ocupando
cada sentido seu
seja na água,
na terra e no ar,
Namorar comigo
com toda
a paz amorosa,
E em ritmo
de Bossa Nova
de mãos dadas
pelo mundo passear.
Você vai no Mamulengo,
e eu vou também,
Estou me preparando
o ano inteiro para
me tornar o seu bem,
Os fios do destino
vão ser firmes com
muito desejo e paixão,
Estou costurando
o presépio completo
e pedindo a intercessão
de São Francisco de Assis
para o amor encontrar
a gente para sempre. Amém.
Não consigo tirar você
da minha cabeça,
E tenho certeza que não
estou mais saindo da sua,
Você está na minha
e eu caidinha na sua,
Não consigo mais ir
contra o quê estava
escrito desde o primeiro
dia que te conheci,
E foi dançando Chupim
que pude ter certeza
que você nasceu para mim.
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