Voce Precisa Confiar em Mim

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Há páginas em mim que não escrevi,
Há sementes que não plantei,
Há sorrisos que não dei,
Há dores que não senti,
Há presentes que não ganhei,
Mas tenho certeza que as dores que sobrevivi me forjaram em aço que ecoa entre as entranhas da vida.

Procurei o amor, mas não o encontrei;
Percebi que ele ja estava dentro de mim, e não nas pessoas, por isso resolvi me amar, antes que seja tarde demais.

Eu tenho saudades de mim em uma história que não vivi, mas que sonhei uma vida toda.

Não barganho com a mentira! A Verdade é, para mim, inegociável!

⁠⁠Chegará o momento em que muitas pessoas irão se arrepender de ter me tratado mal. Acredite em mim, essa hora vai chegar.

⁠Só posto sobre mim mesmo. Quer frase de amor, siga o Paulo Coelho.

⁠A vitória que me interessa é vencer em mim o que eu reprovo nos outros.

⁠A cada experiência, uma nova versão de mim.

O nome Kamorra pra mim é um nome agridoce. Ao mesmo tempo que significa confusão, briga, batalha em espanhol, já em hebraico ele reflete a esperança dos israelitas atravessando o mar vermelho e cantando: Mi Kamocha baelim, Adonai?" (Êxodo 15:11).

A CANÇÃO QUE NÃO É MINHA


Existe uma canção em mim,
Uma canção que não é minha.
Ela vaga imortal no meu inconsciente
E arrasta sensações de tempestade e calmaria.
Nas poucas vezes que estou lúcido,
Sou arrebatado de forma cálida.


Eu, que não sou um entusiasta do meu pessimismo provocado por ela, devo esclarecer: entenda, meu pessimismo é meu bom vivant; não é tristeza, desesperança ou solidão, é apenas solitude.


Entenda: meu pessimismo foi construído com bases fortes na canção entoada na alma.
O pessimismo é meu, e ele se agarra a mim como se eu fosse a última fronteira entre a esperança e o desânimo.


A canção continua tocando, cadenciada e ressoando no caminho da alma, um caminho tortuoso e sem fim!

Os Deuses Riram de Mim: A Ironia do Olimpo


Não foi o Trovão que me atingiu,
nem a seta cega do Destino.
Foi algo mais sutil, mais devastador:
a gargalhada cósmica, fina e alta,
que ecoou no vazio após minha súplica.
Eu havia erguido altares ao Propósito,
pavimentado caminhos com a Fé.
Eu pedi grandeza, ou talvez apenas justiça,
e em troca, recebi a mais cruel das respostas:
o escárnio daquelas forças que me teceram.
Os Deuses não me puniram por maldade,
mas por pura indiferença lúdica.
Riram não do meu fracasso,
mas da minha ilusão de agência.
Riram da minha pequena e ardente vontade,
tentando dobrar a vastidão inerte do Acaso.
Riram do meu plano de cinco anos,
quando a eternidade opera em ciclos de poeira e estrelas.
O riso deles foi a revelação mais nua:
A vida não é uma tragédia com regras morais,
nem uma epopeia onde o mérito vence.
É uma comédia de erros, escrita por um Panteão
que se diverte com a seriedade de nossas crenças.
E a filosofia do riso divino é esta:
Você é livre para tentar, mas jamais para determinar.
No momento em que o som da sua hilaridade cessou,
eu não me senti humilhado, mas subitamente,
e perigosamente, liberto.
Pois se o meu sofrimento é a piada deles,
se a minha queda é o entretenimento celestial,
então a minha dignidade não está no sucesso que busco,
mas na teimosia de continuar jogando o jogo,
mesmo conhecendo o final,
e ignorando a plateia que gargalha.
O riso deles foi o fim da minha inocência,
e o início da minha coragem e da minha indiferença, os guardando num quartinho qualquer do meu universo...

Não me incomoda ficar sozinho... gosto de mim!... o suficiente para me compreender e me aceitar na pequenez desta evolução
que não consigo empreender ritmo acelerado
para a tão necessária reforma íntima
que careço para chegar na eternidade!

Sentir.
Sem ti.
Sentindo.
Horas que não passam e
passando em mim o vento da sofreguidão.

Sinais.
Portas abertas.
Ciscos voando.
Eu?
Voltando para mim.

" Pensar em quem aqui não está mais é tão vivo dentro de mim que esse amor todo dia bordo cada vez mais no meu coração. "

Eu sou a luz. Quem está em mim nunca estará em escuridão.

⁠Perder é recomeçar...
Antes que desperte em mim algum grito...
Antes que se perca o sentido...
Diante o desconhecido...

Não me disseram para o que vim ainda...
Em um excesso de desejar sonhar, sonho...
Mas não sei trocar a minha sorte...
Antes da morte me beijar...

Hei de gritar...
Hei de cair e de chorar...
Também levantar...
Hei de amar, querer , desejar...
Não quero ter outra lei...
Além de sonhar...

Terrível solidão do mundo...
Onde pensam serem felizes por estarem acompanhados...
Onde colocam suas esperanças...
Em outro tão mais ou menos coitado...

Transcende a vida...
Entre as feridas...
Entre sopros...
Enganando-nos ...
Entre sorrisos e arrotos...
Enquanto nos abandonamos...

Enquanto no peito pulsa e canta a chama...
No silêncio mais fundo de nossa alma...
Sobre tudo por nós criado...
De si mesmo...
Contemplador e contemplado...
Enquanto escoa o tempo e o vento...
Até se completar o fado...

Perder e recomeçar...
Sempre...
Voltando, novamente...
A sonhar...

Sandro Paschoal Nogueira

Espere por mim... Porque isso não pode simplesmente acontecer, não desse jeito, não com esse vazio. É impossível dividir assim as nossas vidas, como se fosse simples separar o que nasceu entrelaçado. A solidão que se instalou entre a gente pesa, o silêncio dentro de mim grita, e essa inquietação de ver a vida passar sem o teu amor me consome pouco a pouco. Por isso, te peço… não vá tão longe. Espere por mim. Ainda há algo em nós que o tempo não conseguiu apagar.

A falta dela não foi só ausência... foi erosão. Um pouco de mim ficou em cada lembrança, em cada silêncio que se alongou demais. E hoje, quando tento me reconhecer, encontro espaços vazios onde antes havia sentido. Talvez o que mais doa não seja o que ela levou… mas o quanto eu precisei mudar para continuar existindo sem ela.

Há um desejo em mim
que não faz barulho,
mas pronuncia seu nome
o tempo inteiro.