Você não me deve nada, então...
O mundo nada nos prometeu e nada nos deve; ainda assim, é em meio às suas turbulações que nos revelamos a nós mesmos. Viva.
Deve ser bom ser uma dessas pessoas que não se apegam a nada. Nem a pessoas, nem a coisas, nem aos próprios sentimentos. Parece mais leve, mais simples.
Eu não sou assim. Eu me apego a tudo.
A pessoas que já deveriam ter saído da minha vida há muito tempo. Ainda me pego querendo saber se estão bem e quando vejo que estão, por algum motivo, algo em mim se contrai.
Me apego também a coisas que já não fazem sentido. Guardo objetos, lembranças, pequenos pedaços de um passado que já deveria ter ficado para trás. E cada coisa guardada acaba trazendo de volta algo que eu já deveria ter esquecido.
E me apego até a sentimentos vazios. Coisas que já não significam tanto, mas que continuam ocupando espaço dentro de mim.
Sinto que estou vivendo num tipo de limbo.
Sem sono, sem muito amor próprio, como se a vida tivesse perdido um pouco da força.
Às vezes penso que, se pudesse construir uma máquina do tempo, não seria para voltar.
O mundo não te deve nada, e a vida não vai ter pena de você só porque você decidiu ser um "besta" conformado.
Mesmo quando está sozinho, você não deve dizer ou fazer nada de mal. Aprenda a ter mais vergonha de si do que os outros.
"Transparência é o selo de quem não deve nada à própria consciência. Tem gente que confunde ser transparente com ser bobo, mas mal sabem eles que é preciso ter muita coragem para andar desarmado em um mundo de traições. Minha vida é um livro aberto para quem sabe ler; para quem só sabe julgar pela capa, a minha história sempre será um mistério. 📖🕊️"
@SerLuciareflexoes
O mundo não te deve nada.
Quem deve é você mesma, por todas as vezes que se prometeu e não cumpriu.
Seja leal à você.
Ninguém me deve nada, fiz o que podia fazer e se fosse hoje, faria mais um pouco. Me arrependo pelo que não fiz nunca pelo que fiz, por que faria um pouco mais, de novo. Vim a está vida para servir e nunca ser servido. Vim para amar os diferentes, carentes de amor. Só rogo que me respeitem, no meu jeito desprendido de ser, afinal cheguei aqui despido, fruto de um ventre materno morno e amoroso e de certo, uma hora irei embora, ao ventre da mãe terra, ao feliz lugar de reencontro de meus amados e queridos ancestrais.
Para enriquecer Deus, o homem deve tornar-se pobre. Para que Deus seja tudo, o homem deve ser nada.
Dilema do nada
P1. Nada vem do nada.
P2. Se deus criou o universo, deve ter usado alguma coisa que já existia, ainda que fosse o próprio corpo divino.
P3. Portanto, deus não pode criar algo a partir do nada.
P4. Um deus que não pode criar a partir do nada é limitado e não possui onipotência absoluta.
C. Portanto, o deus clássico, concebido como um criador onipotente capaz de criar o universo do nada, não existe. Só resta um deus redefinido, limitado e submetido à lógica, que já não corresponde ao conceito clássico de deus onipotente.
A consciência deve permanecer tranquila a respeito de um acontecimento indesejado, se não há nada que possa ser feito, se o possível erro não está claro, já que não compensa ficar se culpando, buscando encontrar respostas, trazendo um desânimo para mente, uma angústia veemente ao coração, logo, é melhor seguir em frente
Certamente, houve uma razão alheia, que fez dispensar a necessidade de uma conversa, simplesmente, por falta de consideração ou por ser uma decisão difícil e assim evitar um clima chato, de qualquer forma, foi uma atitude imediata, desagradável, incompatível até com a menor satisfação, então, passa a ser um desgaste em vão ficar pensando nisso
O vitimismo não se faz presente nesse caso, o fato é que não faz sentido ficar de mal consigo por causa de uma responsabilidade inexistente, pelo menos, até que se prove o contrário pela pessoa que não quis chamar para conversar e assim, por suas razões, decidiu partir e ficar afastada, portanto, não vale a pena insistir com uma culpa infundada.
Num mundo tão polarizado, nada deve inflar tanto o Ego dos Manipuladores quanto os Aplausos dos Manipuláveis.
Vivemos tempos em que a opinião deixou de ser ponte e se tornou trincheira.
As pessoas já não dialogam para compreender, mas para vencer.
E, nesse campo de batalha invisível, surgem aqueles que aprenderam a jogar com maestria: os manipuladores.
Eles não precisam da verdade, apenas da narrativa mais convincente — aquela que ecoa certezas pré-existentes e alimenta emoções já inflamadas.
O aplauso, nesse contexto, deixa de ser reconhecimento e passa a ser combustível.
Cada concordância cega, cada compartilhamento impensado, cada defesa apaixonada de ideias não examinadas reforça o poder de quem conduz o discurso.
O manipulador não cria seguidores por acaso; ele molda percepções, simplifica complexidades e transforma dúvidas em inimigos.
Mas talvez o aspecto mais inquietante não esteja na habilidade de quem manipula, e sim na disposição de quem se deixa manipular.
Há um conforto perigoso em não questionar, em terceirizar o pensamento, em pertencer a um grupo que oferece respostas prontas para um mundo tão caótico.
Questionar exige esforço; repetir exige apenas lealdade.
A polarização, então, não é apenas um cenário — é uma engrenagem lubrificada pela manipulação.
De um lado, líderes que inflam; do outro, vozes que amplificam.
No meio, a verdade se fragmenta, perdendo espaço para versões convenientes.
E quanto mais barulhento o aplauso, menos espaço sobra para o silêncio reflexivo, aquele onde o pensamento crítico poderia nascer.
Talvez o verdadeiro ato de resistência, hoje, seja tão simples quanto radical: duvidar.
Não duvidar por ceticismo apaixonado, mas por compromisso com a lucidez.
Ouvir antes de reagir.
Pensar antes de (com)partilhar.
E, sobretudo, reconhecer que nem toda certeza é sinal de verdade — às vezes, é apenas o eco de uma manipulação bem-sucedida.
