Você me perdeu
Amanhã talvez quando você pensar em me querer, eu já tenha desistido.
Se por ventura venha a precisar de mim, eu já tenha perdido a vontade de te ajudar.
Quando perceberes a minha existência, eu já não estarei mais ao seu alcance.
Um dia cairás na real, que me teve e não correspondeu, te amei, sofri e desisti!
Você me perdeu.
Imagine quando a vida acaba
Talvez você tenha imaginado a morte como definitiva quando a respiração cessa e o coração para
Mas a verdade é que muitos morrem mesmo respirando e com o coração ainda batendo
Morrem por desistência
E as causas são diversas
Dor, sofrimento, depressão, angústia
Para muitos, a morte vem antes de morrer
E quando morrem definitivamente
Quando cessam todas as funções
É como um alívio, uma cura...
Talvez um dia quando você pensar, cair em si e perceber que você também cometeu os mesmos erros, e vim me procurar, vai ser tarde.
Você, só irá conseguir conhecer o seu limite, quando precisar se superar, talvez hoje seja este dia.
Quando você ajuda esperando reconhecimento, já não está ajudando — está negociando. Talvez de forma silenciosa, talvez bem-intencionada, mas ainda assim é uma troca. O desejo de gratidão nasce da necessidade de confirmar a própria ação, de vê-la refletida no olhar do outro. E nesse instante, o gesto deixa de ser simples; ele passa a carregar peso, expectativa, tempo psicológico.
Cada ser humano está numa jornada que não é a sua. O modo como alguém recebe — ou não recebe — o que você oferece fala muito mais sobre o conflito interno dessa pessoa do que sobre o valor da sua ação. Há quem precise se sentir inteiro, autossuficiente, invulnerável, porque admitir ajuda seria tocar numa fragilidade ainda não compreendida. Negar o outro, nesses casos, é uma forma de sobrevivência psicológica.
Esperar retorno é colocar o outro na posição de nos completar. Isso cria dependência emocional disfarçada de generosidade. Quando você faz algo porque é correto, e não porque será visto, o ato nasce e morre em si mesmo. Ele não pede continuidade, não cobra memória, não exige balanço. Ele é inteiro no instante em que acontece.
A ideia de troca — eu faço, você devolve — é uma das raízes do esgotamento humano. Quando essa balança entra em cena, a ação começa a diminuir, a se retrair, a se tornar cálculo. E então deixamos de agir não porque não podemos, mas porque não fomos recompensados. A vida passa a ser conduzida pelo retorno, não pela clareza.
Talvez doar sem esperar seja um dos raros atos de liberdade que restam. Não porque o outro mereça, mas porque você não precisa mais ser confirmado. E quando não há necessidade de ser visto, algo silencioso se estabelece: você faz o que é certo, e o faz sozinho — não por orgulho, mas porque já não há um “eu” pedindo aplauso ao final do gesto.
Quando te disse que eras meu caso indefinido,você sorriu,talvez porque sabes que entre nós,nada se resolveu ou teve fim,é algo que ninguém explica,gosto de estar contigo,e você não fica distante.Apesar do seu jeito manso chegou como um furacão,e fez do meu coração seu lugar preferido,desconfio que não tem lugar melhor pro cê morar,o local é amplo,arejado e tranquilo,é só estender a rede na varanda e aproveitar a brisa fresca.
Como será bom ver sua alegria ocupando todos os espaços e ecoando pelo ar sua risada mais gostosa.
Quero ser seu refúgio e te abrigar depois das tempestades,porto seguro pra onde você sempre voltará
quando os dias forem de tristeza,solidão,ou dor.
Ser o abraço que acolhe e conforta em todos os momentos,ser luz para tirar as sombras do seu caminho,e principalmente ser a mão que apoia,acalma,e diz mesmo sem palavras,o quanto você é especial e importante na minha vida.Amar também é ser ausência,entender o outro nos seus momentos de silêncio,sem questionar,apenas compreender o que sua alma diz,deixando transparecer assim a grandeza do sentimento.O caso pode ser indefinido,mas o Amor esse é sem limites.
"Talvez quando você sentir minha Falta (..)
Eu tenha encontrado outro alguém
que me queira tanto quando eu te queria!
E me dará o valor que você não soube dar."
—By Coelhinha
