Voce foi o meu Momento Inesquecivel Amor
Se era realidade ou não, não sabia nem sentia. Hoje mesmo ele apareceu no meu sonho. Acordei com um sorriso sem tamanho. Lembrei vagamente das palavras juradas ao pé do ouvido. Sonho. Tudo sonho... Durante o dia inteiro fiz o que tinha que fazer. De quando em quando, ele me aparecia inesperadamente na memória. Coisa boba. Onde já se viu pensar tanto assim em alguém que vi poucas vezes na vida? Antes dele, eu era uma pessoa sensata. Ele simplesmente surgiu do nada e me roubou o sossego. Do mesmo modo repentino que me apareceu, sumiu. Antes dele, eu ponderava o amor. Dominava a ansiedade. Mantinha equilíbrio. Fazia tudo certo. Com Cautela e com calmaria cuidava para que nada fugisse do controle. De repente, um homem que só fez me olhar por três noites, sem nenhuma compaixão bagunça o meu sentimento assim, pouco e simples. Dou para ele minha paixão repentina. Tudo o que ganho em troca é ele me olhar a noite inteira. Só me olha. Sem insinuar nada. Sem pedir, nem dar. Sem ao menos saber meu nome, fica no mesmo bar a noite toda olhando quilômetros de mim. Que homem é esse cheio de tanto mistério e tatuagem? Quando o vejo perco o foco. Nada é compreensível. Tudo fica apertado demais. A vista embaça, as cores vão ficando desfiguradas, sem forma, sem efeito. Uma ingênua excitação toma conta de mim. Meu coração bate em desordem. Minha concentração fica justa. Pernas bambas. Saliva pesada que quase não se consegue engolir. Coisas fora do comum. Sentimentos contrito. O amargo é doce demais. O azedo é puro sal. Uma confusão que treme. Uma paciência que se perde.A presença dele me causa toda essa graça estranha. Ele me faz perder o controle de mim mesma.
Ele me faz ser louca... E do mesmo tanto que me faz ser louca, me faz ser burra. Pois nem lúcida consigo mais ordenar minha loucura.
"Nem todos sao o que pensamos, alguns vigiam os meus passos, torcendo pra que eu tropece no meu próprio cadarço."
Descobri em mim um medo novo. Um que diferente dos outros, não consome meu conforto. Ele simplesmente flutua por entre minhas vértebras causando-me um magro temor. Passei esse último mês revirando tripas, tentando encontrar a raiz desse medo. E encontrei.
Estendeu-se o colapso em meu sistema nervoso, tudo parecia tão claro que cegava-me os olhos da forma mais intensa e dolorosa possível. E com a organização das linhas de raciocínio vem o gosto amargo e forte da decepção.
Esse é meu ultimo apelo largue esses argumenteiros, eu não sou contra seus merendeiros, mas eles me destroem com morteiros.
Prefiro ser decepado em pé do que deitado.
Morrer pelo meu ideal seja ele qual for!
Quer me amar de verdade, ame do jeito que sou!
Testa
Não mexa no meu rosto menino... Vai riscar.
Cinza de testa com a mão é pra nunca se apagar.
Cega do olho na hora de acordar.
E de resto, se presta com o tempo tentar, olhar pro teto de instante em instante que de tonta cai e coloca outra cor naquele mesmo lugar
Que saudade eu estou de meu amigo que morreu; Foi sem perceber, O que será que aconteceu? Ele morreu.
Com saudade eu estou, Não posso negar. O que vou fazer? Sem ele a me guiar?
Quando estou sozinho; Começo a pensar, Quem serão meus amigos? Com quem devo andar?
Sem muitos esforços, meus sentimentos demostram o que deve ser realmente entendido: que é seu o meu coração.
Mesmo o pensamento tornando vivo a sua imagem em meu coração, nada supre o toque suave das suas mãos, deslizando em meu corpo, seu beijo completando a parte que falta em minha boca.
O contacto urgente da pele… As tuas mãos… a deambularem pelo meu corpo meticulosamente. As mãos que entorpecem e anestesiam o medo e a restrição. As mãos que despertam a vontade...que despertam o prazer...o querer-te em mim. O meu corpo flutua no muito que me és. E aí eu sinto a nossa existência demorada, forte, intensa…e real. Tão real. Puxas-me. Uma vez mais e outra. E eu deixo-me ir. Envolves-me no teu abraço, compreendes-me no silêncio espaçado do teu olhar fixo no meu. Abraças-me. Mais uma vez e mais outra. Deixa-me fechar os olhos. E a seguir abri-los para te ver.Ver-te em mim. Para que possas sentir também os meus olhos extasiados e sedentos de prazer. Do teu prazer. Do nosso prazer. Deixa-me fechar os olhos. E voltar a abri-los. Nada disto é real. Foi apenas um sonho… o de ti em mim. Deixa-me fechar os olhos e voltar… a adormecer.
Brasilidade
Pendurei um pomar nas várzeas do meu sertão
Não uxicuruá ou paxiúba
Minha caatinga, meu vau
Que de raiz à raiz molha a laranjeira
Aqui não há tucunaré ou guanumbi
Só semente da terra que seca em meus pés descalçados
Nem o moço tupi me perdoa
Que terra seca, que olhos pálidos
Oxalá! Dita o negro surrado
“Não te preocupe, fí de Deus, terra há de se tornar teu berço!Oxalá!”.
Pois sim
Lá está um fruto graúdo do meu pomar
Felicidade do meu Brasil!
Olho mas não vejo..
Porque o meu ver está cercado de passividade
E o meu olhar deve ser ativo
Tornando-se vivo a cada reflexão
De observar o mundo
Para viver o mundo.
XODÓ
Morena, meu chamego,
Tua ausência me tira o sossego.
Faz-me falta teu afago.
Se não voltares logo,
De saudades me afogo.
Como viver sem teu aconchego?
