Voce foi meu Pecado
Foi numa dessas manhãs sem sol que percebi o quanto já estava dentro do que não suspeitava. E a tal ponto que tive a certeza súbita que não conseguiria mais sair. Não sabia até que ponto isso seria bom ou mau — mas de qualquer forma não conseguia definir o que se fez quando comecei a perceber as lembranças espatifadas pelo quarto. Não que houvesse fotografias ou qualquer coisa de muito concreto — certamente havia o concreto em algumas roupas, uma escova de dentes, alguns discos, um livro: as miudezas se amontoavam pelos cantos. Mas o que marcava e pesava mais era o intangível.
Lembro que naquela manhã abri os olhos de repente para um teto claro e minha mão tocou um espaço vazio a meu lado sobre a cama, e não encontrando procurou um cigarro.
E foi então que eu descobri uma coisa fantástica, talvez a mais fantástica de todas: quando a gente para de procurar desesperadamente por um amor, a gente percebe que pode amar qualquer coisa. Eu posso amar meu computador, minha rua, minhas fotos, minha empregada, o nhoque da minha mãe. Ou até mesmo uma tarde qualquer e sem grandes emoções como tantas.
Quando mulher diz 'não houve nada', é pq houve alguma coisa;
Quando ela diz 'foi só uns beijinhos',
é pq foi mt mais que beijinhos
Quando ela diz 'foi só um caso', aí meu filho, é pq foi tudo
= e ela ainda não esqueceu
O erro? Eu dizia, pois é, o erro. Eu penso, se o erro não foi de dentro, mas de fora? Se o erro não foi seu, mas da coisa? Se foi ela quem não soube estar pronta? Que não captou, que não conseguiu captar essa hora exata, perfeita, de estar pronta. Porque assim como o movimento de apanhar deve ser perfeito, deve ser perfeita também a falta de movimento, a aparente falta de movimento do que se deixa apanhar. Você me entende? Eu penso também, e se houve alguma interferência no. No em-volta-dos-dois, no ar. No astral, eu penso também.
Manter-me concentrada no presente não foi tão difícil como eu pensara. O bosque era parecido com qualquer outra parte da península e Jacob criava um estado de espírito muito diferente.
Ele assobiava animado uma música desconhecida, balançando os braços e andando com facilidade pelo terreno irregular. As sombras não pareciam tão escuras. Não com meu sol particular me fazendo companhia.
Foi, pois, assim que o explorador descobriu, toda em pé e a seus pés, a coisa humana menor que existe. Seu coração bateu porque esmeralda nenhuma é tão rara. Nem os ensinamentos dos sábios da Índia são tão raros. Nem o homem mais rico do mundo já pôs olhos sobre tanta estranha graça. Ali estava uma mulher que a gulodice do mais fino sonho jamais pudera imaginar. Foi então que o explorador disse, timidamente e com uma delicadeza de sentimentos de que sua esposa jamais o julgaria capaz:
– Você é Pequena Flor.
- Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
Resistimos, aos trancos, já nem sei se foi escolha ou solavanco. Difícil arrancar uma certa lucidez disso tudo.
Queixas e lamentações provocam cegueira.
Abram os olhos: nosso prazo de validade foi
prorrogado. A desesperança ainda pode ser
substituída por projetos e realizações.
Quem tem 30 está dando os primeiros passos.
Quem tem 20, engatinha. E quem tem menos,
vai cruzar a reta dos 100 dando cambalhota.
Vive mais quem não perde tempo.
O que é esta matéria que compõe o mundo? O que foi que explodiu há bilhões de anos? De onde ela veio?
Somos uma centelha da grande fogueira acesa há bilhões de anos no Big-Bang. Fico pensando se não há alguém lá longe, na imensidão dos anos-luz... Afinal nós também somos poeira estrelar...
Olha: foi bom demais te conhecer. Me deu uma fé, uma energia. Sei lá. Ainda não consegui aterrizar bem da viagem e estou sofrendo um pouco, mas tudo bem. Te escrevo mais logo.
E foi tudo tão lindo. Os dias foram todos perfeitos. Eu, você, tudo. Fizemos promessas e mais promessas, só não sabíamos que nunca iriamos cumprir. E eu não sabia que era tudo de mentira, tudo uma farsa. Eu acreditei, digo, acreditei em tudo que você disse e em tudo que eu sentia. Fui tola durante tanto tempo. E você se foi, sem ao menos se importar com o que eu iria sentir. Você seguiu a sua vida, não deve nem se lembrar de mim, já se passaram tantos anos. E todos os dias eu sento na varanda do meu quarto e observo a lua, como nós dois fazíamos juntos. Depois de você, eu passei a sentir mais, e foi horrível. Ah, eu senti tanto quando você partiu, lembro-me como se fosse hoje, você dizendo que não dava mais e que estava sufocado por meu ciúme doentio e totalmente desnecessário. Mais pra mim não era ciúmes, era cuidado mesmo. Cuidei tanto pra você não ir, mas você se foi do mesmo jeito, de nada adiantou o meu cuidado, foi só perda de tempo. Desculpe-me se eu nunca fui o suficiente pra você, se nunca te fiz feliz como você me fazia.
Eu adorava tudo em você, e quando digo tudo, é tudo. Eu adorava tuas manias, ate mesmo aquela irritante de ficar soprando o cabelo quando ele ficava atrapalhando tua visão. Adorava o teu cheiro, que me fazia viajar e parar em outra galáxia. Adorava quando você cantava, com aquela tua voz, tão desafinado mais ao mesmo tempo tão meu. Eu te adorava por completo, te amava também. Amava não, amo.
Mais do que adianta agora, você seguiu o seu rumo. E eu continuo aqui, parada, chorando e lembrando tudo. Porque eu não consigo ser como você, que esquece tão rápido de tudo? Porque eu não fui o suficiente pra você? Porque você fingia me amar, quando na verdade, estava comigo só por estar? Ah, você me dizia cada coisa linda, porque você tinha que dizer tudo aquilo? Hoje, tudo aquilo me dói sabia? Dói por tua causa, por você ter sido exatamente perfeito em uma hora e do nada mudar e decidir em embora. Se tu conseguiste me esquecer, eu vou tentar fazer o mesmo. Eu sei que mesmo não querendo, quando tu vais à tua sacada e vê aquela lua cheia, tu se lembras de mim. Mais, foda-se, agora é cada um por cada um. Eu por mim e você por você. Eu em busca da felicidade, e você em busca de outro alguém.
MEU PASSADO FOI ERGUIDO POR BALURDOS
Todos nós somos como cemitérios antigos
Temos recordações em inúmeros jazigos;
Às vezes perdidos no subconsciente há mendigos
Que vem nos acordar para os nossos castigos.
As sepulturas das más recordações tem poeira
Algumas são feitas de maneira tão grosseira.
No cemitério de nossa alma há também pedregulho
Que esconde o jazigo por dor ou por orgulho.
No cemitério de nossas almas às vezes interfere Deus
A poeira de toda sepultura ele com bater de asas dá adeus.
Nos pedregulhos são colocados os balurdos
E ao levanta-los aparecem os maiores absurdos.
No canto mais sombrio de meu cemitério
Tem um pedregulho gigante sobre um mistério
Duas vezes foram colocados e pedregulho levantado
E o ser ao ver um lampejo da cova ficou chocado.
O balurdo está colocado no pedregulho gigante
Um dia com a graça de Deus destruo, pois vou adiante;
Mas enquanto o dia não chega pinto o pedregulho
Deixando de lado todo o meu orgulho
André Zanarella 06-08-2012
Balurdo = Espécie de grande parafuso que serve para
levantar a pedra nos lagares.
Pedregulho = Pedra muito grande; penedo.
Bras. Grande quantidade de pedras miúdas.
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4397097
E linda, foi mau se não foi oque esperava
Mas dessa vez foi minha essa mancada
Sei que nem tá preocupada
Não esquenta, essa dor e só em mim e passa
Passa mesmo igual a lua nas madrugadas
Então um adeus não pega nada....
Prazer foi meu.
(É melhor assim).
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