Voce diz eu te Amo eu Digo Idem
Eu já tive que conviver com o narcisismo de gente que me culpava por coisas que eu não havia feito, só para esconder os seus próprios defeitos.
Já me culpei por ter sido escrava do egoísmo e de problemas que não eram meus.
Hoje sei e admito minha culpa: não dei um basta e a mim mesma peço desculpas!
Nildinha Freitas
A meses estavamos a 3. Eu, ela e a tristeza. Era um caso antigo, as vezes saíamos apenas por uma noite, outras fazia morada. Ela atrapalhava viver, dominava a alma, ela não calava. Era amante constante, quando está não fica distante.
No fim acabei por ser só dela.
Eu tentei apagar tudo que tornava ela única, tentei acabar com aquilo que fazia eu ama-la. Tive medo dos outros perceberem sua beleza.
A gente nem teve a última conversa, foi o simples ir. Tem tanta palavra desamparar de fala que eu escreveria um livro, mas tudo bem eu não conseguiria dizer nada.
Com ela eu queria estar, mas ela estava com outro, em pleno amor envolto e eu só fico a dissertar, imaginar e dirigir essa cena. Que problema!
Eu estava sadio, ela cuidou de mim.
Eu estava preparado, ela cuidou de mim.
Eu fiz planos, ela cuidou de mim.
Eu subi alto, ela cuidou de mim.
Eu caí, ela cuidou de mim.
Ela simplesmente cuidava de mim, mas eu cuidava dela?
Eu não vou fazer nada que o outro não queira, mas eu preciso saber com clareza o que o outro quer, porque eu odeio a sensação de invasão e eu não quero parecer que estou invadindo o espaço de alguém.
Terei um amor, quando todos estiverem certos que ele existe. A certeza eu tenho, mas o tempo é quem trabalha pra isso. Mas, juro, não cobro, não faço exigências, não negocio, vai que o tempo cobre pelo tempo que levou.
Eu sinto meu coração acelerar
Parece que está prestes a parar
O clima ficou estranho
Não sinto mais aquela conexão
Meu peito dói, algo está prestes a acontecer...
Será que o que aconteceu foi apenas uma alucinação?
Não consigo me abrir, não sei me controlar
Eu sou intensa, você só precisa ter paciência.
Como nos superarmos entendendo o outro, que também sou eu?!.
Simples! Jamais ou se quer, entender que "sou melhor".
Os erros são de uma raça, nomeclaturada de "humana".
Percebem que; oque aprisiona ou vicia o outro são debilidades particulares as quais devemos superar.
Odiar o outro é ter, sem saber asco de si mesmo.
Sabe, em algum lugar eu deixei cair a felicidade... Saudade em minha alma... Que ronda pelas vielas e ruas
E quando vou para casa sinto como se ela me esperasse em algum lugar.
Aguardando que eu vá a resgatar e a encontrar em casa como deveria ser todos os dias... E eu a escuto me chamar , ouço até cantos de pressa me implorando que a chame para ajudar a me alcançar E durante a noite a sinto chegar ao meu lado sorridente, pedindo que a espere e não dispor outro amor em meu vazio...
Eu simplesmente lhe respondo: aqui estou e te espero o tempo que for, meu Amor!
Luciulla Tzoulas
Direitos Reservados Lei.
9.610/ 98
Queria eu bater as asas,
neste imenso céu azul
Como a andorinha que corta o infinito
Em vôos rasantes
Com o vento que canta uma canção ensaiada,
gritando a procura de um amor
Eu queria num destes vôos
Descer
descer ...
E seus olhos eu ver
E neles me aprofundar,
e dos céus solitário,
eu esquecer!
Tente fazê-los entender que, enquanto os artistas podem reciclar seu sofrimento em arte, eu não sabia o que fazer com o meu.
Eu tinha entendido que a dor é uma boneca russa: nunca termina, apenas se esconde dentro de uma nova dor, e cada nova instância de dor contém todas as anteriores. Então minha dor era invisível, mas estava lá, dentro de cada estúpida decepção diária.
Eu queria ficar com raiva, mas até as pedras da minha raiva, em vez de se manifestarem em gritos e acessos de raiva, permaneceram dentro de mim como pedras nos rins.
Derrota
Eu que nunca tive um ofício
que ante todo competidor me senti débil
que perdi os melhores títulos para a vida
que apenas chego a um lugar já quero ir embora (acreditando que mudar-me é uma solução)
que tenho sido negado antecipadamente e ridicularizado pelos mais aptos
que me encosto à parede para não cair totalmente
que sou objeto de riso para mim mesmo que acreditei
que meu pai era eterno
que tenho sido humilhado por professores de literatura
que um dia perguntei em que podia ajudar e a resposta foi uma gargalhada
que não poderei nunca formar um lar, nem ser brilhante, nem triunfar na vida
que tenho sido abandonado por muitas pessoas porque quase não falo
que tenho vergonha por atos que não cometi
que pouco tem me faltado para começar a correr pela rua
que perdi um centro que nunca tive
que me tornei um faz-me rir de muita gente por viver no limbo
que não encontrarei nunca quem me suporte
que fui preterido por causa de pessoas mais miseráveis que eu
que seguirei toda a vida assim e que no ano entrante serei muitas vezes mais burlado em minha ridícula ambição
que estou cansado de receber conselhos de outros mais letárgicos que eu (“Você é muito aquietado, desassossegue-se, desperte”)
que nunca poderei viajar à Índia
que tenho recebido favores sem dar nada em troca
que ando pela cidade de um lado a outro como uma pena
que me deixo levar pelos outros
que não tenho personalidade nem quero tê-la
que todo dia tapo minha rebelião
que não fui às guerrilhas
que não fiz nada pelo meu povo
que não sou das FALN e me desespero por todas estas coisas e por outras cuja enumeração seria interminável
que não posso sair de minha prisão
que tenho sofrido baixas em todas as partes por inútil
que na realidade não pude me casar nem ir a Paris nem ter um dia sereno
que me nego a reconhecer os fatos
que sempre babo sobre a minha história
que sou imbecil e mais que imbecil de nascimento
que perdi o fio do discurso que se executava em mim e ainda não pude encontrá-lo
que não choro quando sinto desejos de fazê-lo
que chego tarde a tudo
que tenho sido arruinado por tantas marchas e contramarchas
que anseio a imobilidade perfeita e a pressa impecável
que não sou o que sou nem o que não sou
que apesar de tudo tenho um orgulho satânico embora certas horas tenha sido humilde até me igualar às pedras
que tenho vivido quinze anos no mesmo círculo
que me acreditei predestinado para algo fora do comum e nada tenho alcançado
que nunca usarei gravata
que não encontro meu corpo
que percebi por relâmpagos minha falsidade e não tenho podido derrubar-me, varrer tudo e criar de minha indolência, minha
flutuação, meu extravio uma frescura nova, e obstinadamente me suicido ao alcance da mão
me levantarei do solo mais ridículo para seguir burlando-me dos outros e de mim até o dia do juízo final.
eu nao tive muito tempo pra chorar, a vida sempre me obrigou a seguir enfrente, caso ao contrário eu seria apresentado a morte.
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