Voce Acendeu a Luz da minha Vida
O Ipê-do-morro nesta tarde
cinza abriga a luz que não
tenho mais visto no olhar
das pessoas diante da vida
que apesar de confusa é boa,
embora sempre tenha quem
insiste em conspirar contra.
O Sol sobre nós e o Hoatzin
brinda com luz e suavidade,
A mata canta uma mensagem
e assim celebramos de verdade.
Tudo da vívida e gentil liberdade
sem a gente olhar para trás
e sem se ocupar daquilo que não
faz de nós fortes em amabilidade.
Como filhos do vento orientados
pela bússola do nosso amor
pactuamos ser por onde formos.
De um jeito ou de outro no fundo sabíamos que já estava escrito
este tesouro e obra sutil do destino.
Manter o coração
devotado seguindo
lado a lado da Iuaô
como gentil Ajibonã
sob a luz da Lua,
Esquecer tudo aquilo
o quê de passa na rua.
Uma linda francesa sedutora,
Confundida com a Alamoa
talvez tenha sido esquecida,
Luz do Pico em corpo de Sereia,
não sei se é espírito ou lenda,
Oferecendo tesouro causa assombro,
Se por acaso a ver de perto,
não penso duas vezes, dela eu corro.
Se não servir
para ser luz
para o olhar,
pão para a tua
fome saciar
e verdade
para chamar
a consciência
da Paixão
a Ressurreição,
creio que
não consegui
passar a lição,
e todo o esforço
terá sido em vão.
Ao tomar ciência
das garras
da tua censura,
A inspiração
se encontra
em prévia busca
e apreensão,
A crueldade que
nos rende e que
alguns apesar
de tarde abriram
os olhos,
Vem mostrando
que outros perderam
o ritmo e os sonhos.
Bem neste século
foi comprovado,
que estamos
com a inteligência
comprometida:
convivemos
com a notícia
de gente vivendo
em campos
de concentração
lá no Oriente,
e no continente
sul-americano
o General e a tropa
estão presos sob
falsa acusação.
É Páscoa,
e os governantes
do mundo
capturaram
o meu espírito
de comemoração,
Porque quando
olho na mesa,
e sem esforço nenhum:
tenho feito a conta
que a toda hora
está sempre nos
faltando mais um.
A necessidade pede
para a luz racionar,
Notícias do General
e da tropa eu quero escutar
e saber da harmonia voltando a reinar.
🍃🍃🍃
🍃🍃🍃🍃 Dois generais
foram degradados,
E sobre o General
e a tropa
Todos seguem
super silenciados.
🍃🍃🍃
🍃🍃🍃 Em exílio,
presos, tristes
ou fugindo estão
quase todos os Generais,
e não ter notícias
do General e tropa
vem me consumindo.
🍃🍃🍃
🍃🍃🍃
Quero paz
e não a guerra,
Estou a espera
do General e da tropa.
Pergunto: quando
a vida recomeça? 🍃🍃🍃
🍃🍃🍃
Um General e uma
tropa em detenção
é fortuna para qualquer
poeta lamentar,
e orfandade plena
para uma Nação chorar.
Saber que
falta luz e água,
tem me deixado
aterrorizada,
porque se tudo
falta ao povo,
a mim também
me faz falta.
Do General
injustiçado
e da tropa
perseguida
não estou
sabendo
mais de nada.
Como eu ainda
gostaria de crer
que o mundo
possível existe;
Não é fácil buscar
motivos para um
sonetário onde
sobra o silêncio,
e rende o tormento.
Como faltou
água e luz
me transformei
em poesia
para não deixar
ao povo faltar,
Da mesma forma
assim sou quando
ao povo falta
pão e liberdade,
Sou aquela que
traz de volta
a Humanidade.
A vida do povo
tem sido triste
e sabotada
todo o santo dia,
ainda trabalham
pela volta da água
e da energia,
contando com
o apoio pela
estabilização
do fornecimento,
e eu sigo sem exagero
pela poesia porque
a recompensa
do poeta é a liberdade,
porque a minh'alma
indignada se encontra
presa com o General
que todos sabem
que é inocente
e com a tropa injustiçada.
Não escrevo como
o oficial que leu
o texto diante do
féretro do Comandante
porque ele e eu
sabemos o quanto
tem doído há muito
tempo essa despedida,
Dialogo diretamente
com a vida porque
o conjunto da obra
violou a lógica,
Não vou aceitar
que haja nenhuma
despedida porque
sou a reação quando
falta justiça,
e assim me recuso
a parar de falar.
A luz voltou,
e a água está
a caminho,
que prendam
bem presos
os saboteadores
da paz do povo
e que se inaugure
um melhor capítulo.
Falta saber quando
é que virá o fim da
injustiça contra
o General que
segue vítima
da intriga alheia.
Sigo em prosa
e poesia até
o findar dessa
história,
que o Império
pare daqui adiante
de minar
a glória
da Pátria Grande,
e que desfaça
toda essa
trama gigante.
Dizem que a luz
está voltando,
só não dizem
quando é que
a liberdade vai
voltar para o
seu devido lugar.
Não sei como
é que podem ter
acreditado em um
'chisme' de quartel,
e se rendido ao
papel de prender
quem nada fez
contra a Pátria,
não me permito
ficar conformada.
Não se prende
alguém só porque
meia dúzia usou
de acusação na fala,
Todo mundo sabe
que o General
está há poucas
horas de completar
um ano preso
sem ter feito nada.
Há alguma notícia
sobre os presos
nas duas siglas,
e assim segue
o silêncio brutal.
A Venezuela
parou por
causa da
sabotagem,
A luz aos poucos
vem sendo
restabelecida,
O Presidente
ordenou a
captura dos
responsáveis,
O 'Império do Mal'
joga sujo:
fumaça
e distorções,
cabe a você
buscar as reais
informações.
Use o
necessário
para a
energia
voltar a
funcionar,
Fique
tranquilo
para a vida
voltar ao seu
devido lugar.
Até agora
não sei como
os presos nas
duas siglas
se encontram,
e sinto a dor
no corpo do
General preso,
pois falta
um dia para
completar
um ano desta
prisão injusta
nascida da pior
espécie de loucura
que sistemática
pratica tortura
contra a moral
de quem nunca
a Pátria traiu,
essa história
tem mexido
comigo porque
sei o quanto ele
é fiel e nunca
na vida mentiu.
Ainda a luz
não voltou,
e a liberdade
também não;
do cansaço
dos olhos
do General
não consigo
fingir que não
me atingiu,
pois a justiça
ainda não
o libertou.
Ah, Venezuela!
Se inteira eu
pudesse te
pôr no meu
colo como
se fosse uma
criança para
fortalecer
a esperança
que o tempo
ruim irá terminar.
Pediria para
fechar os olhos
não desistir
dos teus sonhos
e passava as mãos
nos teus cabelos
e diria baixinho
que a tempestade
irá em breve passar
Luz
centaura
do raiar
do dia,
Só quero
o quê
pacífica,
Por ti
nenhum
de nós
descansa,
A galope
intrépido
a vitória.
Creio
na verdade
miguelina,
Gosto
da melodia
falconiana,
Lembrei
da poesia
da guitarra
incendiada.
Por mais
que desejem
nos cansar,
Não nascemos
para desistir,
E tampouco
desanimar.
Os mais altos
índices de preços
da luz alcançarão
o Brasil e o Panamá,
e isso é só o começo:
do escuro nunca tive
e jamais terei medo;
o autoritarismo roubou
há muito tempo
o meu santo sossego.
O meu ombro dói igual
ao ombro do general,
o meu tornozelo dói como
o braço do Arcebispo,
quero chegar ao ponto
de me esquecer o quê
é sentir como doí isso.
O quê tenho para fazer
ou deixar de fazer,
não te interessa!
Só sei que sempre
que houver um fato novo,
prosseguirei a escrever,
porque não sou importante,
e não tenho o porquê
de dar entrevista:
por ser liberdade e poesia
inconformada contra a tirania.
Sem ver a luz solar
por nove meses,
Sem saber quando tudo
isso irá terminar
E não há jeito de saber
aonde está o Baduel,
E da mesma forma
quando sairá o Miguel,
mesmo não tendo a grandeza
do livro vinho tinto,
Eis poemas soltos
que como livros
São registros de mil
histórias para contar,
Po(ética) feita para
O ostracismo se incomodar.
Aila provedora da luz
nas nossas noites escuras
no deserto da existência,
Rosa nômade fragrante
feita para uma vida inteira.
Com fascinação própria,
- arte e luz
Fui agraciada ao ver,
A Lua cor-de-rosa,
- maravilhosa
Beijando o mar.
Aos passos, tateando,
- experimentando -
E exortando a delícia
De contemplar a cena,
Que talvez não se repita,
O mar se deixando beijar.
A Lua ao beijar o mar,
- acabou beijando-me
E seduzindo-me,
Acabou enfeitiçando-me,
E completamente doce:
acabei entregando-me.
Su'a doçura em minh’alma
Traz o mais santo e acalma
U’a luz que brota calma
Gravada está a su'a aura
De êxtase e súplica
Certeza prima
Razão última
Eloquente ternura
Provocada em mim
Somente por ti
Com aroma de sapoti
E saborosos beijos de pequi
Traze os dois hemisférios
E todos os mistérios
Das palavras e séculos
Embaladores dos cordões etéreos
A liberdade guia no escuro
Porque crês no augúrio
Que o nosso amor é puro
E que ele terá um lindo futuro.
Festa e luz interior,
Iluminando o exterior,
Assim é o Rio de Janeiro,
Soberano como um poema de amor,
Belo e sempre em pleno esplendor.
Em busca do teu olhar penetrante,
Olho para o céu só para te encontrar,
- grande é o amor que tenho para dar
Da ternura boa para plantar,
- todas as veras faces reveladas pelo amor
Ipês floridos a coreografar,
Balançando e soltando flores pelo ar,
Para o nosso caminho de amor enfeitar.
Festa do Sol, verão estrelar,
Assim é o Rio de Janeiro,
Brilhando sem parar,
Sambando no salto da cabrocha,
Explosão sensual que te fez apaixonar.
Em busca de desvendar ousadamente,
Olho para a tua constelação solar,
Para melhor nos entrosar,
Escrevo para fazer a fazer engrenar,
Para você não esquecer, e sempre lembrar,
Que não existe limite para o amor amar,
E nada que seja impossível que o amor
in natura não possa contagiar...
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