Vocabulário
O Sentimento Sem Nome
É curioso como o nosso vocabulário é vasto para a dor e para a falta. Temos nomes precisos para a inveja, para o ciúme e até para a Schadenfreude — aquele prazer secreto que alguns sentem diante do tropeço alheio. Mas, por algum motivo, o dicionário parece ter ficado mudo diante da alegria pura de ver o outro vencer.
Talvez não tenham conseguido dar um nome a esse sentimento porque ele não cabe em letras. É uma experiência que desafia a lógica do ego. Em um mundo que nos ensina a competir, a olhar para o lado para medir o nosso próprio sucesso, sentir o coração vibrar pelo troféu que está nas mãos de outra pessoa é um ato de rebeldia silenciosa.
É quando a pele arrepia ao ver um amigo realizar um sonho que não é o seu. É quando o sucesso de alguém que amamos não nos faz sentir "atrás", mas sim impulsionados. É a consciência de que a luz do próximo não apaga a nossa; pelo contrário, ela ilumina o ambiente onde todos estamos.
Pode chamar de Mudita, de Confelicidade ou de Compersão. Mas, na falta de uma palavra que todos conheçam, a gente chama de amor em estado de gratuidade.
Porque, no fim das contas, quem consegue se alegrar com a vitória do outro já venceu a maior de todas as batalhas: a contra o próprio ego. É um sentimento que não precisa de batismo, pois quem o sente já conhece a sua tradução mais fiel: paz.
Os pregadores de hoje não têm vocabulário algum. Ninguém menciona adultério, fornicação ou apostasia. Mudamos nosso vocabulário. Adultério é ter um caso, fornicar é apenas ser sexualmente ativo e ninguém mais se desvia apenas por causa da comunhão.
Pastor e Avivalista Metodista
Pela sua intuição imediata, não reconhece as palavras que compõem as frases. Então o vocabulário é fraco, então tem que ler mais.
DOGMA E DOGMATIZAR SOB O PRISMA ESPÍRITA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No vocabulário espírita, é necessário distinguir dogma de dogmatizar. O primeiro pode designar um princípio doutrinário estabelecido; o segundo implica transformar uma afirmação em verdade incontestável, protegida contra o exame da razão e da experiência.
Sob o prisma de Allan Kardec, essa diferença é essencial. Kardec não propõe uma fé fundada na obediência intelectual. O Espiritismo, em seu método, procura observar os fatos, confrontar os ensinamentos, raciocinar sobre suas consequências e submeter as conclusões ao crivo da razão. Por isso, aceitar um princípio espírita não deveria significar abandonar a faculdade crítica.
Dogmatizar, portanto, seria contrariar o próprio espírito do método kardeciano quando se transforma uma interpretação pessoal em verdade absoluta, quando se impede a discussão ou quando se utiliza a autoridade de Kardec para encerrar uma questão que ainda requer estudo.
A lucidez espírita está justamente nessa atitude: ter convicção sem transformar convicção em imposição; respeitar a Doutrina sem convertê-la em instrumento de dogmatismo; crer, mas saber por que se crê.
Kardec resume essa postura ao afirmar que o Espiritismo “não reclama uma fé cega”, mas deseja que o homem saiba por que acredita (O Livro dos Espíritos, Conclusão, VII).
Assim, o problema não está simplesmente na palavra dogma, mas na postura intelectual que pode acompanhá-la. Um princípio pode ser estudado; dogmatizar é impedir que seja examinado. E, para Kardec, a verdade não precisa temer a investigação racional.
DOGMA E ESPIRITISMO: ENTRE A CRENÇA E A RAZÃO.
A palavra dogma procede do grego dógma (δόγμα), ligado a dokeîn, “julgar”, “considerar”, “opinar”. Em sua origem, portanto, não significava necessariamente uma imposição religiosa, mas uma opinião ou princípio estabelecido. Com o tempo, adquiriu o sentido de uma verdade apresentada como definitiva e que não admite contestação.
É justamente nesse ponto que a posição de Allan Kardec exige precisão. Seria incorreto afirmar simplesmente que Kardec jamais empregou a palavra “dogma” em relação ao Espiritismo. Ele a emprega, inclusive, ao tratar da reencarnação, que aparece em O Livro dos Espíritos como “dogma da reencarnação” e “dogma da pluralidade das existências corporais”. O termo, porém, não deve ser interpretado automaticamente no sentido moderno de uma crença imposta sem exame.
O método de Kardec é outro: observar, comparar, raciocinar e submeter as conclusões à experiência. Na Conclusão de O Livro dos Espíritos, ele afirma que a força do Espiritismo está em sua filosofia e no apelo à razão e ao bom-senso, acrescentando que a Doutrina não reclama fé cega, mas quer que o homem saiba por que crê.
Essa afirmação é fundamental. O Espiritismo, na concepção kardeciana, não pretende substituir um dogmatismo religioso por outro dogmatismo de natureza espírita. Ao contrário, apresenta princípios decorrentes do estudo dos fenômenos e de suas consequências filosóficas e morais. Kardec reconhece, inclusive, que no começo de uma ciência podem surgir opiniões contraditórias e que a experiência é necessária para distinguir o erro da verdade.
Há, portanto, uma distinção importante: um princípio doutrinário não se torna dogmático simplesmente porque é fundamental. Dogmatismo seria transformar uma conclusão em autoridade absoluta, impedindo sua análise racional. A atitude kardeciana é substancialmente diferente: investigar, confrontar, observar e raciocinar.
Por isso, a fidelidade a Kardec exige cautela tanto para quem afirma “o Espiritismo possui dogmas” quanto para quem declara, sem qualquer nuance, “Kardec nunca utilizou a palavra dogma”. Ele utilizou o vocábulo; o que precisa ser compreendido é o sentido em que o empregou e, sobretudo, o método pelo qual os princípios espíritas são examinados.
O ponto central permanece extraordinariamente atual: no Espiritismo de Kardec, crer não significa abdicar da razão. A convicção deve ser acompanhada pela compreensão, e a compreensão permanece aberta ao aprofundamento proporcionado pelo estudo e pela experiência.
Fontes:
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Introdução e Conclusão, especialmente itens VI, VII e IX.
Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, questão 222, sobre a pluralidade das existências.
Allan Kardec, Revista Espírita, para o exame do emprego do termo “dogma” no contexto doutrinário.
❝ *O vocabulário do crente não inclui "amiga".*
*Inclui esposa.*
*Inclui irmã.*
*Inclui mãe, filha, tia, avó.*
*Fora disso, é laço.* ❞
Vc tem um vasto vocabulário de palavras bonitas e benditas; e um abraço pra sempre. Eu tenho um vasto arsenal de pontuações e sinônimos; e um abraço pra hoje.
Estou escrevendo um romance agora e vc faz parte dele... Um romance em que os personagens principais não se conhecem e em algum lugar se encontrarão.
A única palavra que encontrei em meu mero vocabulário para definir o amor de Deus foi " indefinível ".
E de tudo que me arrependo, e eu me arrependo, me lembro de estarem presentes palavras e vocabulários. Dificilmente a gente se arrepende de ter ficado em silêncio
Boas pessoas são marcadas por boas ações, todavia o vocabulário expresso por elas tambem influencia na sua imagem!
Mundo, muro, mundo.
É escasso o vocabulário que possa traduzir a pessoa que sou, porque vivo me transformando em outras, me camuflando, me inventando, para que de alguma forma possa me encontrar. O sorriso não consegue mostrar e a lágrima não deixa transparecer, pois ora ou outra se confundem ou se fundem numa harmonia assimétrica. Os sentimentos tornam-se fieis protetores dessa alma que busca cura. O mundo é pequeno, por isso tudo acontece nas fronteiras do meu eu, passo noites em claro, corro por entre espinhos, olhos entreabertos com o receio de ser apanhada antes de chegar ao lugar mais longe já imaginado: fora de mim. Sei que por trás dos grandes muros existem jardins com rosas selvagens, um verde esperançoso e um azul libertador. O que me dá essa certeza é a pessoa extemporânea que, pretensiosamente, me denomino.
Dois mundos,
Um que vivo e não conheço bem, o outro que se esconde atrás do meu negro olhar.
Marta CP Silva.
20/04/11
Vida Real!!
Palavreado fútil, vocabulário inútil, mídia desgovernada, comando desastroso, caos urbano;
Irresponsabilidade arrojada, atividade improdutiva, conhecimento mascarado, educação de fantoches;
Princípios marotos, sensibilidade forjada, comportamento insalubre, desequilíbrio emocional;
Povo aculturado, trabalho escravo, sonho sem objetivo, mente alienada, homens robotizados;
Infância sem brinquedos, jovens desencorajados, mulheres afugentadas, humanidade incrédula;
Vontade sem ação, virtude sem coração, amor sem ilusão, desejo sem idealização, vida sem razão;
Argumento sem certeza, voz sem ouvidos, luta sem causa, justiça sem dono, vida real.
Não sei mais um vocabulário adequado pra dizer o que sinto, porque o que eu sinto não tem mais forma. Fica amarrado aqui pois não quer se materializar e enquanto sentimento só sabe doer. Mas quando penso mesmo, não dói, só confunde. Confunde porque minha mente que se jura adulta e sábia é só mais uma criança que se esconde atrás da cortina e deixa os pés para fora.
Muitos dizem que o céu é o limite...
fracos, no meu vocabulário essa frase não existe.
Minha capacidade de fazer e criar vai muito mais além,
colocando Deus sempre na frente pode crer que sem dúvidas nenhuma sempre irei mais além!!!
Tão poucas são as palavras que tenho em meu pobre vocabulário para expressar tamanha beleza que encontrei em você.
Emudece-me a voz na sua presença, frio esse que treme meu coração e amolece meu corpo.
Resistência tamanha ao não me entregar, não querer e resistir.
Tenho lutado, fingido e disfarçado, um não querer querendo,um jure falso, um olhar disfarço mas um coração atento.
Juro que foi muito além de mim, que não quis me entregar, mas sem-menos esperar já és parte de mim.
