Vivo pra Mim
Insistentemente vivo
Como a brisa que passa,
E a chama que se apaga,
Sinto minha essência se esvaindo,
O tempo, cada vez mais curto,
Tudo que me resta é a vida.
Tentei nela,
Tentei resistir a ela,
Mas a vida, em mim, insiste.
Corre em meu peito,
Como um rio que não seca,
Mesmo quando a maré parece recuar.
Em cada suspiro, há um eco distante,
Uma promessa não dita,
De que, apesar do fim iminente,
A vida, teimosa e incessante,
Segue, como quem não quer partir.
Como se fosse imortal,
a morte não me alcança,
Mesmo olhando,
dia após dia, nos olhos dela.
Contemplo a beleza do fim,
sem nunca a encontrar.
Sou como aquele cuja alma clama por descanso,
Mas Deus, em Sua ironia divina, me nega essa paz,
E, em vez disso, vida, e mais vida.
Vivo agora sabendo que poderia ir,
Mas permaneço, sem medo, sem censura.
Respeito apenas aquilo que, de fato, me faz sorrir.
Tudo o que antes era sombra agora é como correr no escuro,
E a vida que outrora não desejava, transborda em mim.
Uma promessa que o tempo sussurra baixinho,
E assim, danço à beira do abismo,
Sem mais temer a queda,
Mas celebrando a leveza do voo.
Se a morte não me acolhe,
Que seja então a vida,
Com tudo o que ela tem a oferecer,
Até que eu me perca no riso,
E, por fim, o destino me abrace.
Ruisdael Maia
Marabá
Eu vivo sozinha; ninguém me procura!
Acaso feitura
Não sou de Tupá?
Se algum dentre os homens de mim não se esconde,
— Tu és, me responde,
— Tu és Marabá!
— Meus olhos são garços, são cor das safiras,
— Têm luz das estrelas, têm meigo brilhar;
— Imitam as nuvens de um céu anilado,
— As cores imitam das vagas do mar!
Se algum dos guerreiros não foge a meus passos:
"Teus olhos são garços,
Responde anojado; "mas és Marabá:
"Quero antes uns olhos bem pretos, luzentes,
"Uns olhos fulgentes,
"Bem pretos, retintos, não cor d'anajá!"
— É alvo meu rosto da alvura dos lírios,
— Da cor das areias batidas do mar;
— As aves mais brancas, as conchas mais puras
— Não têm mais alvura, não têm mais brilhar. —
Se ainda me escuta meus agros delírios:
"És alva de lírios",
Sorrindo responde; "mas és Marabá:
"Quero antes um rosto de jambo corado,
"Um rosto crestado
"Do sol do deserto, não flor de cajá."
— Meu colo de leve se encurva engraçado,
— Como hástea pendente do cáctus em flor;
— Mimosa, indolente, resvalo no prado,
— Como um soluçado suspiro de amor! —
"Eu amo a estatura flexível, ligeira,
"Qual duma palmeira,
Então me responde; "tu és Marabá:
"Quero antes o colo da ema orgulhosa,
"Que pisa vaidosa,
"Que as flóreas campinas governa, onde está."
— Meus loiros cabelos em ondas se anelam,
— O oiro mais puro não tem seu fulgor;
— As brisas nos bosques de os ver se enamoram,
— De os ver tão formosos como um beija-flor!
Mas eles respondem: "Teus longos cabelos,
"São loiros, são belos,
"Mas são anelados; tu és Marabá:
"Quero antes cabelos, bem lisos, corridos,
"Cabelos compridos,
"Não cor d'oiro fino, nem cor d'anajá."
E as doces palavras que eu tinha cá dentro
A quem nas direi?
O ramo d'acácia na fronte de um homem
Jamais cingirei:
Jamais um guerreiro da minha arazóia
Me desprenderá:
Eu vivo sozinha, chorando mesquinha,
Que sou Marabá!
Meu amor queima como uma pequena chama reluzente: permeando a eternidade e afora, vivo e resistente.
Eu o seguro aqui, protegido e intocável. Afinal, não são muitas as quebras que um coração pode suportar.
Entre términos e renovações ele permanece como um farol em meio a escuridão, a pequena e singular luz entre as trevas.
Não o guardo a sete chaves, porém, ele é livre e independente. Agora eu busco ensiná-lo a ser mais prudente.
É hora de assumir a responsabilidade e cuidar daquele que sempre será meu companheiro e amigo mais próximo, a parte de mim que me faz única e resiliente: o meu coração apaixonado.
“Na incessante inquietação de perceber-me um passo além do que é estar unicamente vivo, há um prelúdio de temor que me faz razoar que estar vivo é como uma brisa que ao se extinguir, apenas se vai"
Vivo pacientemente, me preparando, à espera de Shazan!!! (conselho da minha mãe, morta). Enquanto não estamos preparados, nada acontece. Quando chega a hora certa, a Serendipidade do Destino faz Shazan! com a Vida, e ninguém tira o que nos é de direito.
Acima das nuvens, não pareço existir.
Entendo o karma, aceito Dharma. Vivo plenamente.
Eu trago comigo um novo
sentir, um novo pensar.
Ancoro e irradio a luz da verdade.
Sou mais um "sol de pernas" andando por aí!
Como um rio que nasce, percorrendo as profundezas da terra, encontrei as estrelas do céu.
Somos o nosso próprio universo!
Sonhos não é sobre dormir, é sobre estar vivo. Quem não sonha, mesmo sem ter sido sepultado, já morreu.
Diante do absurdo da existência,
vivo, luto, sobrevivo,
me desfaço, me refaço,
sorrio, celebro — me calo, respiro.
Escrever livros me transforma. Eles são como pessoas, eu vivo com eles.
Quanto mais vivo, mais percebo que a Magia realmente existe e funciona. Embora às vezes eu tenha dificuldade em controlar minhas emoções, entendi que não preciso mais intervir diretamente nas vidas de outras pessoas, muito menos sabotá-las. A Magia, assim como todos os seres com os quais já tive contato, cuida perfeitamente desses incautos por si só.
Todos estão vivendo o hoje, enquanto eu ainda vivo no passado.
Esquecida fui.
Não faz mal.
Só vão lembrar de mim quando eu não estiver mais aqui.
Conversar com você é como respirar, me preenche e me faz sentir vivo. Adoro ouvir sua voz, suas ideias, suas histórias.
"Sobre a loirice de pele roseada, o fruto vivo das antilhas, faz a vida alegre, no seu vermelho"( José Adriano de Medeiros)
"Envelhecer por si só não é um privilégio é a consequência de se estar vivo. O verdadeiro privilégio está em envelhecer com saúde, independência, autonomia."
"Saudade é a possibilidade de revisitar o passado, sentindo mais uma vez o que ficou vivo dentro de nós."
"O mar está tão distante da vista e mesmo assim vivo sonhando com garota dos meus sonhos, e pra mim viver sonhando já não basta. Quero me apaixonar pelo primeiro sorriso, quero me perde e tropeçar na saudade quero mergulhar os olhos em lágrimas, e me afogar nos talvez que o tempo pode trazer., Quero sentir tudo aquilo que descongela o coração e faz bater mais forte. Sobreviver já não basta quero o amor e cometer todos os pecados possível para que no fim quando voltar a ver o mar e sentir toda imensidão, eu possa partir sorrindo com aquela certeza que vivi."
PauloRockCesar
SOU POETA (SIDNEY)
Sou poeta.
Sou alegre sou triste.
Vivo das contingências,
Que transformo em fatos.
Não tenho momentos.
Sou do acontece.
Se triste, lamento,
E me encasulo.
Alegre?
Rejubilo!
Igual natureza.
Transpiro beleza,
Procuro flores, papel lápis.
Mas sou poeta.
E como tal não sei meu momento.
Chorarei quando precisar.
Sorrirei quando apetecer.
Extasiarei com lástimas.
Ou exultações.
Acima de tudo sou poeta.
Poeta da dor
Do encantamento
Das ilusões
Poeta do amor
Poeta da vida.
