Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda

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Ainda é um pouco difícil falar sobre o que aconteceu. Os anos se passaram, mas eu lembro todos os dias de você. Quando eu soube que você partiu desse mundo, tentei mentir para mim mesma. Eu já estava em em um momento complicado e se eu me permitisse sentir mais essa dor, eu teria desabado. Tentei falar que tudo não passava de um pesadelo. Mas não adianta, a realidade é sempre mais forte. E eu demorei para tentar processar o que aconteceu. Eu mal conseguia olhar nossas fotos. Elas me trazem lembranças lindas, mas muito dolorosas para quem nunca soube lidar com essa partida. Eu demorei anos para voltar ao local que mais marcou nossa juventude. Pela primeira vez, me permiti viver a dor da sua partida. Chorei toda a mágoa que tinha acumulada ao longo desses anos. Eu tentei evitar o luto, pois tudo era muito forte para mim. As lembranças, suas fotos, a dor que eu sentia quando lembrada de você. Eu até cheguei a me afastar das pessoas que me faziam lembrar de você. Não foi fácil para ninguém. Você era tão jovem, tinha tanta coisa para viver, aprender. Mas com o tempo, eu tive que encarar minha dor. Tive que encarar a dor da sua partida. E hoje, depois de tanto tempo, eu tomei coragem para ver um vídeo nosso. Tantas lembranças incríveis surgiram. Pedi tanto a Deus para que você esteja em paz. Venha me visitar em um sonho, por favor, para me dizer que está bem e que eu já posso seguir em paz. Que você entende minhas razões.

“Quando a lei chega depois da crueldade, ela ainda pode punir; quando chega antes dela, começa a fazer justiça.”

A sociedade é como ainda é como a natureza, alguns são predadores e outros são presas; qual desses você é?

Se você parasse agora…
E ninguém pudesse te julgar,
o que, dentro de você,
ainda estaria esperando pra começar?

O passado ainda respira nos detalhes esquecidos.

O que mais impressiona é o imensurável cosmos que nos distancia, ainda que sejamos herdeiros do próprio infinito que nos governa...

“Quero aprender porque ainda tenho muito a conhecer e, enquanto aprendo, quero ajudar com aquilo que já posso oferecer.”

“Há sentenças juridicamente perfeitas que ainda assim são incapazes de fazer justiça ao sofrimento humano.”

"Ninguém ilumina caminhos quando a própria luz ainda está apagada."

"A dor que você venceu se torna estrada pra quem ainda tá andando no escuro."

"Quem se ama encontra força para amar e respeitar o mundo — e ainda inspira quem nem acredita mais em si."

Ainda assim, sobrevive o amor... como a gratidão, o perdão e a alegria... o tempo do amor é diferente do tempo de amar.

De vez em quando eu ainda ouço
No silêncio da madrugada
Um misto de passos na calçada
e um som de sinos distantes
Que soavam nas torres das Igrejas
que existiram na minha infância
Chego a sentir o perfume
daquelas madrugadas
Iluminadas pelos vagalumes
Isso sempre me traz
um sentimento confuso:
Tristeza e alegria entrelaçadas
Eu corro abrir minha janela
Não vejo e não ouço mais nada
Somente as Estrelas no firmamento
dão atestado
de que eu um dia
Realmente tenha estado lá
Naquele tempo e lugar
Que o próprio tempo arrastou
Pra um lugar
Chamado nunca mais
Fecho a janela ciente
de que a minha vida
assim como as madrugadas
Nunca mais serão aquelas
Novamente.

Homens modernos ainda focam suas discussões na sexualidade, porém suas dúvidas mudaram . Mulheres que conquistaram maior autonomia, não estão mais satisfeitas em se sentirem amadas e cobiçadas, uma situação que parecia ser mais direta. Os homens estão perdidos diante dessa figura feminina moderna que agora explicita suas vontades, o que os leva a duvidar de sua própria agilidade pra Paixões dentro desta nova dinâmica. Esta mudança natural, tão afirmada por Freud, provoca uma crise de identidade . Consequentemente, na solterice, todo mundo parece perdido.Homens com medo de mulher, kkkkk
Essa é a minha opinião.
Coisa de gente!
Alexandre Sefardi

“nada ainda foi degustado, mas tudo já foi bebido na experiência do beber”.


Antes do ato, já existe a memória do ato. Antes do primeiro gole, o corpo já atravessou outros cafés, outras tardes, outras versões de si. O tempo deixa de ser linha reta ou escada a ser vencida, e se torna uma rede cheia de nós, lembranças e retornos. Afinal, o relógio mede o instante, mas não mede o impacto silencioso daquilo que nos transforma por dentro.

Somos sacos de memórias, fotografias vivas em movimento. Ainda assim, diante da beleza, da dor, do amor ou do espanto, nosso primeiro impulso não é sentir, mas sacar o smartphone. Trocamos a experiência pelo registro, a presença pela prova, a vivência pela evidência.


Filmamos o pôr do sol sem perceber suas cores. Fotografamos os sorrisos sem participar deles. Gravamos shows que jamais assistiremos novamente e arquivamos momentos que nunca chegamos a viver de fato.


Talvez a maior ironia da nossa época seja esta: possuímos milhares de imagens da vida e cada vez menos lembranças capazes de nos atravessar a alma. Estamos construindo cemitérios digitais de instantes que sacrificamos no altar da documentação.


Porque há emoções que morrem quando são interrompidas por uma câmera. Há experiências que exigem entrega, não armazenamento. E existem momentos tão sagrados que, ao tentar capturá-los, acabamos expulsando-nos deles.


No fim, a pergunta não é quantas fotos você tirou da vida. A pergunta é: de quantos momentos você esteve realmente presente antes de transformá-los em arquivo?


Talvez a memória mais valiosa seja justamente aquela que não pode ser publicada, compartilhada ou reproduzida. Aquela que vive apenas dentro de você, indomável, imperfeita e intensamente humana.




Estamos registrando tudo para não esquecer, ou fotografando tanto porque já desaprendemos a viver o suficiente para lembrar?

Criar personagens para merecer amor é admitir que ainda desconhecemos nossa forma de amar e permanecemos alheios ao que há de belo em nós.


Quando a consciência adia essa verdade, o corpo se torna sua última testemunha: a ansiedade, a contração e a exaustão revelam a distância entre a vida que nos pertence e aquela que apenas suportamos.

RETROSPECTATIVA (Escrito na pandemia, ainda atual)


Intolerância, distorção, infância...
Lançamento, cancelamento, entretenimento...
Opinião, censura, ignorância...


Globalização, privilégio, poder...
Cassação, corrupção, vacina...
Copiar, colar, saber...
Neutralidade, menino, menina...


Pólvora, gatilho, pavio...
Bombardeio, transmissão, sem fio...


Homo, hétero, gênio...


Inocente, culpado, refutado...
Esquerda, direita, centrado...
Protestando, em silêncio, errado!
Pensado, falado, calado...
Errado, errado, cancelado!


Cristiane de Assis

E ainda nesta noite, sexta-feira, dia 2 de janeiro de 2026, às 23h57, questionar quem rege a minha vida não é sinal de fraqueza. Vejo isso como sinal de consciência. Acredito que, quando alguém começa a se perguntar sobre destino, controle e sentido, essa pessoa já não está dormindo dentro da própria história.
E o problema não é eu ser “o meu próprio mal”.
O meu problema foi ter caminhado longe demais sem testemunhas, sem apoio real, sem pausas para recalibrar o rumo.
Não enxergo o destino como um maestro invisível regendo tudo em silêncio. Para mim, ele se parece mais com um barco mal equipado em mar agitado e tempestuoso. Não é culpa do barco existir — o que falta é leme, mapa e porto.
E, ainda assim, eu sigo flutuando.
Para mim, isso não é pouco. Isso é resistência silenciosa diante de todo o caos da minha vida.

“Tem pessoa que é igual a pernilongo, além de tirar meu sonho, ainda quer sugar meu sangue.”