Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda
Quem ama cuida e não desiste tão fácil! Por mais que passemos por vários obstáculos, não desistimos. Esse é o verdadeiro sentido da vida, esse é uma das alternativas que temos para que o verdadeiro amor flua naturalmente!
MINHA DEMÊNCIA
Não é fácil definir minha personalidade. Não a tenho. Um dia sou uma coisa (coisa literalmente); no outro dia sou outra. Vivo em constante metamorfose reversível, não como o personagem kafkiano que foi se transformando de gente em barata e nunca mais voltou a ser gente. Meu caso é diferente. Um dia me sinto muito gente, grande até. No outro me percebo como uma bosta fedorenta e desprezível. Tudo depende de como consigo aceitar ou não a loucura de um mundo formado por hipócritas, cretinos, violentos e, o que é pior, imbecis, já que, isso tudo somado, dá no que deu essa humanidade que integro, mas que abomino, desde que raríssimos são os que conseguem enxergar o óbvio. Quase todos são como vacas: seguem uns atrás dos outros, sem o cuidado de verem se quem lidera o rebanho tem capacidade para tanto. Mas o pior de tudo é que o mundo se divide em muitas boiadas, quase sempre comandadas por “touros” que se fazem senhores de todos, havendo mesmo aqueles que interferem nos destinos de quase todos os outros rebanhos. E os idiotas que vão atrás, por safadeza (os touros menores); preguiça mental, ou idiotia progressiva (os touros sem berros), sabem que não está bom, mas não se unem para tomar o comando para formar um sistema social onde todos comandem e ninguém mande, ou seja, onde cada um seja dono de si, respeitadas as individualidades para o bem-estar próprio de cada um ou do coletivo.
Isto posto, e como muitos males já me vêm de longa data, desde quando eu mal sabia como escrever uma carta anônima, mas identificável, para a desejável mulher do vizinho, comecei agora, já não muito longe dos finalmente da meia-idade, a perceber que uma certa demência pode aniquilar-me, se eu continuar dando apalpadelas nas bundas flácidas, fedorentas e horríveis dos meios políticos e sociais do mundo e do meu próprio país.
Informar-me já não me atrai com nenhum prazer; me deplora, deprime, convulsiona. A mesmice é um óbice repelente às forças progressistas, e o conservadorismo travestido de liberalismo falseia desavergonhadamente as idéias de um futuro solidário, de uma justiça independente, nunca refém da libertinagem ideológica da ditadura capitalista, do elitismo oligárquico ou individualista que estraçalha os seres de menor força e destrói o planeta a uma velocidade vertiginosa.
Ler as desgraças do mundo é algo que vem de encontrar-me apático, abatido, sem mais vontade de lutar, desde que o mal do ter sempre venceu a dignidade do ser e, à medida que o homem evolui em ciências exatas, ou mais se enfronha nos terrenos das humanidades, mais carrasco ele se torna, porque, paradoxalmente, a sabedoria o torna mais senhor de si e de outrem, prevalecendo mais e mais a falta de escrúpulos, de sentimentos de justiça e de “vergonha na cara”.
Ver e ouvir um político de cargo de comando ou de Leis, ou qualquer outro cargo de alto, médio ou baixo escalão, ocupar postos ilegitimamente (pelo voto da ignorância, por enxertos de recursos corporativistas, pelo dom maldito da palavra, rica de retórica e paupérrima em sentimentos), tanto em meu país quanto em qualquer parte do mundo, chega a causar-me uma sensação de ódio mortal e a tirar-me muitos momentos de sono e de serenidade.
Passo horas a fio analisando injustiças, indiferenças com o terrível sofrimento de bilhões de pessoas subjugadas pelo neoliberalismo nefasto e dadivoso com a cruel macro-economia que destrói o bom senso, que afasta homens sem caráter e nenhum escrúpulo dos problemas que impingem dores inenarráveis aos pouco bafejados pela sorte, ou que não tiveram como alcançar o reino do roubo, da corrupção e da insensibilidade.
Passei muitos anos da minha vida sonhando que um dia eu não veria mais famintos, nem seres como eu vivendo pelas ruas, sem-educação, sem-teto, sem-terras, sem-respeito, sendo violentados em seus legítimos direitos, desde que nascidos seres vivos pensantes.
As classes mas abastadas dão as costas a esses humanos que povoam o mundo em condições piores do que vermes, pois vermes estão sempre em seus devidos lugares. Não lhes interessa, ou por imbecilidade ou por medo de que desiguais se tornem mais iguais, repartir conhecimentos, bens morais e materiais. Então se arvoram de donos do mundo e, embora vão servir de comida para os mesmos vermes que devorarão os miseráveis, ou virarem cinzas num forno crematório, sempre julgam que isso é algo que o dinheiro pode até minorar.
Tudo isto (poderia escrever mil páginas) embalado e, caprichosamente instalado em minha mente, me assusta e me dá sinais inequívocos de que não posso mais pensar. Minha impotência e minha insignificância ante os direitistas mal informados, sempre deu em nada, e agora, embora ainda precocemente, sinto que posso caminhar para uma demência incurável e ficar louco de vez.
Não posso mais tolerar o que vejo nem assimilar o que leio e ouço, sem que estremecimentos me abalem de maneira assustadora. Tenho medo de perder de vez a razão e sucumbir definitivamente.
Assim, é uma questão de lucidez para a sobrevivência o meu afastamento total e irrestrito dos problemas que minha incompetência não me permitem nem permitirão jamais resolver. As forças do mal já contaminaram, combaliram e aparvalharam os cérebros formados sob a égide da moderna barbárie do neoliberalismo.
Está aqui decretado o fim de um contestador, Nada impedindo que novos fatos positivos venham alterar esta minha decisão.
Há dias muito difíceis, quando tudo parece cooperar para a desistência. Não é fácil seguir nesses tempos em que o amor se esfria e a maioria dos "cristãos" são tão (ou mais) egoístas quanto os perdidos. Mas, mesmo que não se possa ver, tudo coopera para o bem dos que amam a Deus.
Ninguém disse que seria fácil. Amar não é coisa de filme, apesar de ter cenas lindas. Amor é real, dia a dia. No amor, a gente tem que conviver com cada imperfeição – e fazer isso com vontade. Tem que querer de verdade. Não, não é fácil, tem altos e baixos, frases e fases. Mas se você parar pra pensar, tudo na vida é assim. O importante, na minha opinião, é enxergar o outro como ele é – sem ilusões ou floreios. Se você quer a pessoa que você vê, certamente tudo será mais fácil. A gente precisa aceitar os próprios defeitos e limitações – e respeitar os do outro. Ninguém disse que é fácil. Mas amar é tão bom que se torna maior do que o resto.
As pessoas dizem para você pensar positivo. Mas pensar positivo não é nada fácil quando a vida não está sendo positiva com você.
É fácil dizer. O difícil é convencer o coração de que não se quer mais lutar por um amor platônico. Ele nos dá sempre esperanças de um belo dia tudo se tornar realidade, e no final o agradecemos por sua infalível perseverança.
O desejo da glória literária é de todas as ambições a mais inocente, sem ser todavia a menos laboriosa.
O amor é impotente, ainda que seja recíproco, porque ele ignora que é apenas o desejo de ser Um, o que nos conduz ao impossível de estabelecer a relação dos... A relação dos quem? – dos sexos.
Não perca a oportunidade de viver um grande momento por causa da insegurança. Nem sempre ela esta certa.
E o resto será fácil
Ana criticava os outros no passado por precisarem estar presos nas religiões, ele dizia que era preciso aprender adentrar águas profundas e desconhecidas e que os indivíduos morriam pelo grupo.
Joaquim dizia que a “bagagem” da vida é a sabedoria, que precisamos encostar o dedo no machucado do outro com firmeza.
Antônio falou que precisava preencher o vazio da alma, que não queria mais me satisfazer com coisas temporárias, que não é possível viver desconsiderando o outro, andava sentindo tudo triplicado, com intensidade e tristeza.
Caio está namorando a Miss Universo, enfrenta qualquer situação para ela e por ela, ambos se comportam de maneira tão nobre.
Amigas se desentendem ás vésperas do Natal, é apenas o fio da meada, estão decididos a romper para sempre sem a menor boa vontade do mundo uniremos uma amizade que se desvalorizou.
Raquel deseja algo que pertence aos outros, uma tarefa nada fácil.
Toda atenção foi desviada para o TER e não o SER, quando um casal se separa os amigos do casal escolhem com quem querem ficar.
Quando eu te vi e você me viu, sabíamos instantaneamente que estávamos destinados a ficar juntos, mesmo que ele não tivesse um lar ou uma família “normal”.
Nem sempre agimos de maneira nobre, mas pode haver outros lados, podemos descobrir pedras preciosas mesmo nas pessoas desonestas, desleais, rudes e egoístas.
Não sou mais tão jovem, já nem sempre faço o social, já percebi que a maioria de nós prefere colocar a culpa nos outros, mas eu garanto, não dê ouvidos aos que te põe para baixo, vá em frente e seja um terror de bondade para o mundo.
Com o tempo a gente sente menos com o que os outros acham, não se incomoda de ter um gênio difícil. A gente se resgata da própria existência, percebe que até mesmo os melhores cometem erros, aceita as transformações.
Vai nem ligo, diz ao Moisés, mente sem a menor cerimônia, fala em dinheiro o tempo todo, um perfeccionista e um bocadinho pedante, sente inveja, raiva, cobiça, luxúria e é manipulador.
É difícil ser gente grande, é difícil ficar indiferente, refazer as aparências ou ainda viver com sérios problemas pra resolver, é difícil casal pós separado se quererem por perto, por amor aos filhos, é difícil ser chamada de burra ou retardada, ou ainda ofender algo que é sagrado pro outro, vamos aprender a viver bem.
Não há vício que se não esconda atrás de boas razões; a princípio, todos são aparentemente modestos e aceitáveis, só que pouco a pouco vão-se expandindo. Não conseguirás pôr fim a um vício se deixares que ele se instale. Toda a paixão é ligeira de início; depois vai-se intensificando, e à medida que progride vai ganhando forças. É mais difícil libertarmo-nos de uma paixão do que impedir-lhe o acesso. Ninguém ignora que todas as paixões decorrem de uma tendência, por assim dizer, natural. A natureza confiou-nos a tarefa de cuidar de nós próprios, mas, se formos demasiado complacentes, o que era tendência torna-se vício.
A tarefa a que somos chamados não requer riquezas, posição social nem grandes capacidades. O que se requer é um espírito bondoso e desprendido, e firmeza de propósito.
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