Viver em Sociedade
O verdadeiro fundador da sociedade civil foi o primeiro que, tendo cercado um terreno, lembrou-se de dizer 'isto é meu' e encontrou pessoas suficientemente simples para acreditá-lo. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não pouparia ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou enchendo o fosso, tivesse gritado a seus semelhantes: 'Defendei-vos de ouvir esse impostor; estareis perdidos se esquecerdes que os frutos são de todos e que a terra não pertence a ninguém'
Escrevo muitas das vezes o que se passa em nossa sociedade, correndo o risco de ser censurado, pelo Estado e pelo sistema que vivemos - querem calar a minha voz, e não vão conseguirem!
O homem nasce bom (?), mas a sociedade o corrompe. Tal corrupção dá-se primariamente dentro da própria família.
A Justiça baseia-se no conjunto de valores de uma sociedade num determinada época.
Se não temos uma sociedade suficientemente evoluída, então a Justiça é falha, simples assim.
Vivemos em uma sociedade hipócrita na qual ter valores morais e opinião própria é sinônimo de medievalismo.
Vivemos em uma sociedade superficial onde, o valor de uma pessoa na sociedade não se dá pelo o que ela é, e sim pelos bens materiais ela acumula.
O problema da sociedade é que ela continua hipócrita.
Antes de criticar a vida alheia, tenha certeza de que sempre foi um exemplo de virtude.
É difícil ver como o cristianismo pode ter um efeito positivo na sociedade, se não pode transformar a sua própria casa.
Penso que a sociedade é feita para preservar e melhorar os bens civis dos seus participantes. Chamo de bens civis a vida, a liberdade, a saúde física e a libertação da dor, e a posse de coisas como terras, dinheiro, móveis etc.
O mundo já teve Gandhi, a sociedade viu Martin Luther King, ouviu de Nelson Mandela e aprendeu de Jesus Cristo. Hoje, o mundo precisa de você não para ser melhor que os passados, mas para fazer diferença no presente.
No mundo realmente invertido, o verdadeiro é um momento do falso (DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997. p. 16)
