Viver em Sociedade
A sociedade funciona com dinheiro: doação, caridade, esperança, trabalho, presente, caridade, menos para imoralidade ou corrupção.
Cabeças militares tendem a combater a invasão à segurança mundial, quando a sociedade já mantém áridos pensamentos de autodestruição.
A intuição de ter uma sociedade única, ariana e perfeita, gerou na Alemanha uma cultura hostil com energia devastadora, comandada pela loucura de Hitler, que provocou seu próprio suicídio.
"O Brasileiro quanto sociedade, precisa discutir mais sobre a ideia de ser gente, gente que tenha seus direitos garantidos, e não permitir que lhes enfie de goela abaixo, o complexo de vira-lata, achar que moradia, vestimentas, planos de saúde, alimentação básica, transporte, segurança, emprego seja encarada como luxuria ou privilégios, isto é, o básico para um indivíduo sobreviver com o mínimo de dignidade. Quem invetou essa ideia de luxuria com o básico, quis tonar o vergonhoso histórico escravocrata, que esse país já experimentou por centenas de anos, como modelo para dominar os miseráveis, que se encontra vivendo na margem da sociedade a seculos. Alimentado por um sistema que visa sobressair as custas do dilaceramento dos marginalizados, onde esses desamparados vegetam na caridade daqueles que lhes perseguem e tramam o seu triste fim."
”O Brasil, enquanto sociedade, precisam discutir mais sobre a ideia de ser gente, de ter seus direitos garantidos e não permitir que lhes imponham o complexo de vira-lata. Moradia, vestimentas, planos de saúde, alimentação básica, transporte, segurança e emprego não devem ser encarados como luxo ou privilégios, mas sim como o básico para a sobrevivência com dignidade. Quem inventou essa associação entre luxo e necessidades básicas quis perpetuar o vergonhoso histórico escravocrata como modelo para dominar os miseráveis, que há séculos vivem à margem da sociedade. Esse sistema alimenta-se do dilaceramento dos marginalizados, onde estes sobrevivem à caridade daqueles que os exploram e conspiram pelo seu triste fim.”
"SE VOCÊ QUER ser uma pessoa ÚTIL a você e a sociedade; OBSERVE OS DETALHES, as pessoas fazem às coisas mas não observam; isto se aplica ao trabalho, vestimento, palavras que fala, cuidado com utensílios caseiros, tratamentos em relação as pessoas, aos negócios, estudos carros entre outros. Pense nisto, vai notar a diferença na sua vida"
Ódio
Eu aceito estar sozinha na multidão. A hipocrisia que me repugna, da sociedade individual que prefere destruir em vez de ajudar ... O desapontamento é pouco para tudo isso, parece-me um erro dizer com delírio o ódio que sinto.
Quando a sociedade exige a todo custo que alguém se enquadre em determinado padrão, e essa pessoa o rejeita por não ver sentido em sua própria existência sob tais regras, a mensagem implícita é clara: 'saia deste lugar'.
Uma criança do futuro me perguntou por que as pessoas ficam paradas vendo uma sociedade indo ao caos com gestores cada vez piores, destruindo desde a moral até a própria vida do brasileiro. Eu respondi que infelizmente a maioria preferiu se alienar com migalhas tecnológicas com seus conteúdos em maioria desprezíveis, ao invés de lutar pela possibilidade de um mundo novo. Toda a realidade é coletiva e o tamanho da força é proporcional ao número de pessoas que compreendem a realidade. Não viva um script.
Vivemos um uma sociedade que um continente sangra em guerra e o outro preocupado como comemorar seus folclores e rituais.
será que falhamos como humanos? Ou ser humano é mais uma fantasia que criaram pra nossa espécie se orgulhar?
Somos a espécie que destrói vidas, corre atrás do relógio, e é oprimido sonhando em oprimir.
Somos o verdadeiro lobo em pele de cordeiro.
Humano engolindo humano.
Nessa dança sem ritmo e sem graça.
Onde poucos tem dignidade e a maioria vive abaixo da linha da mediocridade.
Narcisismo e Neurodivergência em uma Sociedade Neoliberal
O que resta de uma mente que luta para encontrar seu lugar em uma sociedade que valoriza o desempenho, a competição e o sucesso a qualquer custo?
Acredito que o espectro narcisista é vasto, e sua manifestação pode assumir inúmeras formas dentro dos recortes psicosociais em que vivemos. Em uma sociedade neoliberal e capitalista, o perfil narcisista — seja ele crônico, patológico ou treinado — frequentemente se encontra no topo da pirâmide social.
Essas são as pessoas privilegiadas pelo sistema, favorecidas por sua natureza egoísta, exploradora e alienante. O sistema recompensa aqueles que não demonstram empatia, que conseguem explorar e invalidar os outros para alcançar seus próprios objetivos.
E onde ficam as pessoas que, por sua própria natureza, não se encaixam nesse molde? Como os autistas, aqueles com afantasia ou Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) sobrevivem em um sistema que parece desenhado para vê-los fracassar? Essas pessoas, que muitas vezes possuem uma empatia profunda e uma visão única do mundo, são constantemente marginalizadas por não seguirem as regras sociais "normativas" — regras essas que são, em sua essência, adoecedoras.
Vivemos em um mundo onde a busca por sucesso e poder, sem consideração pelo impacto sobre os outros, é celebrada. E, nesse contexto, aqueles que não compartilham dessa mentalidade são colocados à margem. Para as pessoas neurodivergentes, a realidade é ainda mais dura: elas vivem em um constante estado de vulnerabilidade, não porque lhes falta valor, mas porque o sistema em que estão inseridas não foi feito para acomodar sua maneira de ser.
O Verdadeiro Perigo Invisível: Narcisismo, Empatia e a Sociedade que Marginaliza os Sensíveis
Em uma sociedade que celebra a grandiosidade e o sucesso individual, os narcisistas caminham livremente, muitas vezes ocupando lugares de privilégio e poder. O narcisismo patológico, caracterizado por uma constante necessidade de validação e uma preocupante ausência de empatia, é raramente reconhecido como o perigo que pode ser. O que é frequentemente negligenciado é que essa condição não apenas prejudica os indivíduos ao redor, mas também ameaça a liberdade e o bem-estar de quem convive com ela.
Enquanto o narcisismo permanece invisível aos olhos de muitos, a sociedade frequentemente esquece que o narcisista não enxerga além de si mesmo. Para ele, os outros são apenas reflexos distorcidos, peças a serem manipuladas para alimentar seu senso de superioridade. Pesquisas mostram que essa falta de empatia, somada ao desejo de controle, pode levar a comportamentos abusivos e destrutivos. No entanto, apesar dos danos causados, os narcisistas raramente são acompanhados por especialistas, não recebem o tratamento adequado que poderia prevenir suas ações danosas.
Em contraste, temos aqueles que, por suas condições neurodivergentes, como autismo, transtorno de processamento sensorial, esquizofrenia paranoide, afantasia e transtornos de personalidade borderline, vivem em constante estado de hipersensibilidade. O que a sociedade muitas vezes não percebe é que, ao contrário do estereótipo de falta de empatia, esses indivíduos frequentemente experienciam uma forma profunda de empatia, uma conexão intensa com o sofrimento alheio. Sua sensibilidade, no entanto, os coloca em posição de vulnerabilidade, tornando-os presas fáceis para aqueles que se enquadram no perfil narcisista, especialmente em um mundo que marginaliza os que não seguem os padrões normativos.
Essas pessoas, que sentem de forma intensa e se importam profundamente com o bem-estar dos outros, são muitas vezes estigmatizadas. A sociedade tende a vê-las como "difíceis", "frágeis" ou "problemáticas", enquanto, na verdade, elas são vítimas de uma cultura que valoriza a frieza e o controle. Indivíduos com transtornos como o borderline, por exemplo, podem ser incrivelmente empáticos, mas sua dificuldade em regular as próprias emoções faz com que sejam frequentemente incompreendidos e até demonizados.
Vivemos em um mundo que, de muitas maneiras, valida o narcisismo, premiando aqueles que conseguem se destacar à custa dos outros. O sucesso e o poder, frequentemente associados a traços narcisistas, são glorificados, enquanto aqueles que sentem demais, que questionam, que buscam conexões genuínas, são relegados à margem. Esse padrão cultural, dominado pela busca de validação externa, não apenas alimenta os narcisistas, mas também aliena aqueles que se recusam a jogar o jogo.
É uma ironia cruel: enquanto os narcisistas caminham livremente, sem serem responsabilizados por seus comportamentos prejudiciais, os sensíveis e empáticos são vistos como desajustados. Pessoas que têm uma conexão mais profunda com os outros, que sofrem por não se encaixar no molde de frieza que a sociedade parece exigir, são muitas vezes marginalizadas e patologizadas.
Devemos, então, nos perguntar: quem são realmente os que mais precisam de atenção e acompanhamento especializado? É hora de olharmos para essa dinâmica de poder com mais clareza e justiça. Se os narcisistas andam soltos, quem realmente está fora de lugar? Quem, de fato, precisa de cuidado e tratamento?
A sociedade precisa rever seu julgamento, reconsiderar o que é patologizado e o que é aceito. Porque, no fim das contas, os que são marginalizados por sentirem demais podem ser aqueles que mais têm a oferecer em termos de empatia, conexão, liderança e humanidade.
Todos sobrevivemos a uma sociedade narcisista e mantemos o status quo dela sem parar de dançar a valsa da sua fantasia.
Somos recortes psicosociais muito diversos e vivemos em uma sociedade egoísta, alienante e exploratória que potencializa a indiferença e deixa de lado o afeto e a empatia.
