Viver em Sociedade
Na minha visão, existem três éticas fundamentais que seriam úteis para harmonizar a sociedade:
1. Respeitar o espaço do outro;
2. Aceitar o outro do jeito que é;
3. Buscar a autonomia.
Enxergar a realidade da sociedade em que vive é a primeira coisa a se fazer, antes de você decidir o que fazer na vida.
O que a sociedade pede para eu fazer, muitas vezes, é o contrário do que eu devo fazer. Isso porque, ao seguir o que ela quer, eu não estarei fazendo o que realmente desejo, mas sim o que ela espera de mim. Mas o que eu realmente quero? Essa resposta só eu posso encontrar, ninguém mais. E só vou descobrir isso na prática, vivendo, vivendo por mim, sem seguir imposições externas, mas sim me ouvindo e buscando o meu próprio caminho.
A maior ilusão que você abraça nesta sociedade é a de acreditar que deve gastar toda a sua vida trabalhando como um escravo, até os 60 anos, fazendo o que não gosta, em troca de uma aposentadoria modesta e uma estabilidade financeira que, muitas vezes, mal atende às suas necessidades. Enquanto isso, aqueles que exploram o seu esforço, roubam seus direitos e controlam as regras do jogo se aposentam muito antes de você, por meio da sua própria escravidão diária. Eles conquistam sua liberdade financeira com a sua dedicação e sacrifício, enquanto você continua preso a um sistema que, muitas vezes, parece mais uma armadilha do que uma verdadeira oportunidade de crescimento.
FINJA!
Finja que não está vendo o que acontece na sua sociedade!
Acredite que ver as pessoas jogadas como lixo nas ruas é algo comum...
Ache normal você escravizar sua vida trabalhando até os 60 anos enquanto seus direitos básicos de sobrevivência são roubados!
Agrade sua família, seus amigos, a sociedade e o mundo, menos você! Vista uma capa, uma aparência, uma vaidade, mantenha sua máscara para o mundo, enquanto você mesmo é deixado de lado.
Se importe com o que os outros acham ou pensam de você, não faça nada, não se mova, fique parado, quieto, calado, não seja ninguém, seja normal, indiferente, não viva!
Tenha medo de ser taxado de "louco(a)", tenha medo de ser você mesmo, seja "louco(a)" apenas dentro da sua cabeça, enquanto você finge ser "normal" para as pessoas à sua volta.
Deixe o tempo passar, viva apenas finais de semana, férias, viva de esmolas do tempo, camufle as angústias, o tédio, a falta de sentido na porta do boteco, do bar, em baladas, bebendo para disfarçar aquele pensamento de mudar, não procure trabalhar no que você ama, seja escravo de qualquer coisa, viva atrás de dinheiro, de conforto, de riqueza material.
Seja orgulhoso(a), teimoso(a), não enxergue isso também, finja que também não entendeu, que não está vendo, mantenha-se dia após dia fingindo, até envelhecer, e a morte se aproximar, finja que vive!
Não confunda depressão com tristeza por não conseguir agradar aos pais, aos amigos e à sociedade.
Não confunda depressão com a vontade de não fazer nada.
Não confunda depressão com a falta de aceitação de si mesmo.
Não confunda depressão com a invenção de problemas.
Não confunda depressão com a criação de pensamentos negativos.
Não confunda depressão com o sentimento de culpa por algo que não tem razão para ser.
Não confunda depressão com preguiça.
Não confunda depressão com a insatisfação em trabalhar em algo que não se deseja.
Não confunda depressão com o medo do que os outros pensam ou acham.
Não confunda depressão com o abandono de si mesmo.
Não confunda depressão com angústias mal resolvidas.
Não confunda depressão com o sentimento de piedade.
Não confunda depressão com tristezas que vêm e vão naturalmente na vida.
Enquanto os bancos controlarem a sociedade, a escravidão, a pobreza e a miséria jamais chegarão ao fim.
Se aqueles que detêm o maior acúmulo de dinheiro e poder no mundo – os bancos – não têm interesse em acabar com esse ciclo, como isso poderia acontecer?
Há décadas, essa estrutura se mantém intacta, e está na hora de enxergar o verdadeiro poder que os bancos exercem sobre a sociedade. Esse é o primeiro passo. Sem essa compreensão, qualquer tentativa de mudança será apenas superficial.
Mas enquanto o povo continuar sendo conduzido pela narrativa imposta pela mídia – que foca sua atenção nos fantoches políticos, desviando o olhar dos verdadeiros controladores do sistema – a realidade não mudará. A sociedade seguirá nesse estado degradante que você vê todos os dias.
Os bancos detêm o poder. A cegueira implantada precisa ser removida. Abra os olhos para o que está à sua frente e perceba o óbvio:
Poder = Dinheiro
Dinheiro = Bancos
Bancos no poder!
Enquanto o povo não enxergar que quem está no poder da sociedade e do mundo são os bancos mundiais, e não os fantoches políticos, nada vai mudar. O povo continuará sendo escravo até os 60 anos, continuará perdendo direitos, continuará sendo roubado, explorado, enganado, sabotado e controlado.
Quando você sabe de uma desgraça que acontece na sua sociedade e não alerta as pessoas sobre esse acontecimento, está colaborando indiretamente para que essa desgraça continue acontecendo com os outros.
Estudantes são a base de toda a sociedade. As melhores invenções foram projetos pensados por "reles" alunos. O aluno de excelência jamais esquecerá dos bons mestres. Logo, os melhores alunos poderão se tornar no futuro, professores renomados de excelência.
A cultura popular pode revelar contradições profundas da sociedade e influenciar a compreensão do Direito.
Quando chega os 60 anos....
A nossa sociedade tenta colocar as pessoas em caixinhas por causa da idade. Quando a gente faz 60 anos, parece que o mundo espera que a gente mude de ritmo, fique estática ou apenas olhe para o passado. Mas a verdade é que o nosso espírito, a nossa criatividade e a nossa essência não envelhecem.
Uma qualidade tão rara e importante que se perdeu na sociedade. Igualdade parece simples, até que a biologia, a cultura e a religião colidam. Algumas diferenças não podem ser discutidas, outras são moldadas pela mídia pró-feminista. Somos iguais em essência, mas não em papéis.
Vamos chocar a maioria da sociedade comigo?
É só uma mulher falar que quer se casar, ter mais de um filho e que filhos são uma bênção, e que o lugar que ela gosta de ficar é em casa e quer apenas dividir sua vida com uma pessoa, que muitas vão te dizer: “Nossa, isso não é liberdade”. Mas afinal, a liberdade não é exatamente o que você quer fazer, e não o que o outro acha que você deve fazer.
Uma sociedade justa precisa distribuir não apenas recursos, mas também credibilidade e reconhecimento.
É deveras surreal, a sociedade insistir em condenar as mulheres que não querem ter filhos, mas tolerar descaradamente os homens que mesmo tendo, escolhem não serem pais.
Sem a ajuda do braço mais forte — parte da sociedade e do próprio Estado —, o crime jamais se sustentaria.
Ele não sobrevive apenas da astúcia dos que o praticam, mas da conveniência dos que fingem não vê-lo e da conivência dos que o retroalimentam.
Grande parte da própria sociedade que o demoniza também é criminosa, só comete crimes diferentes.
É no silêncio das instituições, na corrupção disfarçada de burocracia e na indiferença coletiva que o crime encontra solo fértil para florescer.
Enquanto a força que deveria combatê-lo continuar a servi-lo — por medo, interesse ou omissão —, a injustiça deixará de ser exceção para se tornar estrutura.
E nesse cenário, o verdadeiro perigo não está apenas nos que transgridem a lei, mas nos que a manipulam em nome dela.
As Algemas não seriam só um Detalhe para acariciar o Ego de uma Sociedade quase sempre Algemada?
Talvez o fascínio pelas algemas não esteja no aço frio que restringe os pulsos, mas no calor simbólico que conforta consciências inquietas.
Há algo de profundamente revelador na forma como celebramos o ato de prender — como se, ao assistir alguém ser contido, experimentássemos uma ilusória sensação de ordem, de justiça cumprida, de mundo corrigido.
Mas, e se essas Algemas, tão aplaudidas quando estão nos outros, forem apenas o reflexo de correntes mais sutis que carregamos sem perceber?
Vivemos cercados por Prisões que não fazem barulho: crenças que não ousamos questionar, narrativas que adotamos como verdades absolutas, paixões políticas que sequestram a razão.
Algemas invisíveis, porém muito mais eficazes — porque não nos provocam incômodo suficiente para desejar liberdade.
Nesse cenário, o Espetáculo da Punição cumpre um papel curioso: ele distrai.
Ao focarmos no “culpado” da vez, deixamos de encarar os mecanismos que nos aprisionam coletivamente.
A indignação seletiva vira entretenimento.
E o rigor, quando conveniente, vira virtude.
Talvez por isso as algemas — no outro — seduzam tanto.
Elas oferecem a confortável ilusão de que a liberdade é uma condição natural — e que só alguns poucos, os “outros”, precisam ser contidos.
Mas uma sociedade que se acostuma a aplaudir correntes deveria, antes de tudo, desconfiar da leveza com que movimenta as próprias mãos.
Porque o verdadeiro cárcere não é aquele que limita o corpo, mas o que Anestesia o Pensamento — e esse, quase sempre, dispensa Algemas Visíveis para cumprir seu papel.
O crime, de forma geral, jamais subsistiria sem a ajuda de parte da sociedade e de parte do Estado e seu braço armado.
É uma ferida aberta, dolorosa, incômoda — daquelas que muitos preferem cobrir com discursos prontos a encará-las com honestidade.
Mas ela está ali, latejando, lembrando que nenhuma estrutura criminosa se sustenta sozinha.
Há sempre uma teia invisível de conveniências, silêncios e conivências que a mantém de pé.
Isso não é muito diferente de outras lutas sociais que, à primeira vista, parecem ter um inimigo bem definido.
O combate ao machismo, por exemplo, torna-se ainda muito mais árduo quando se percebe que ele também é reproduzido por mulheres.
Não por essência, mas por condicionamento, por cultura, por sobrevivência em um sistema que ensina, desde cedo, a normalizar o absurdo.
Da mesma forma, enfrentar o corporativismo e a leniência entre pares dentro do Estado é uma tarefa extremamente espinhosa.
Durante décadas, construiu-se — e vendeu-se — uma imagem quase intocável de idoneidade, especialmente no que diz respeito às forças de segurança.
Questionar isso, para muitos, soa como heresia.
E é exatamente aí que mora o problema.
Porque, além das defesas técnicas e estratégicas entre os próprios agentes, existe ainda uma camada mais difícil de atravessar: a defesa cega, emocional, quase devocional de uma parcela da sociedade que se recusa a pensar por conta própria.
Que transforma crítica em ataque, e cobrança em traição.
Nesse cenário, abusos deixam de ser exceção para se tornarem relativizações.
Agressões viram “excessos compreensíveis”.
Autoridade se confunde com autoritarismo — e tudo isso vai sendo absorvido, digerido e, pior, justificado.
A indignação seletiva, nesse contexto, não é apenas um detalhe — é parte do problema.
Ela é tão medonha quanto a própria barbárie que diz combater.
Porque não se trata apenas de condenar o erro, mas de escolher quando e contra quem ele importa.
E talvez o retrato mais cruel disso seja imaginar: se a vítima em questão não fosse também uma policial, quantos dos juízes de plantão — esses togados da verdade das redes sociais — estariam, neste exato momento, invertendo papéis, buscando justificativas, insinuando culpas?
Quando a justiça depende de quem sofre, ela já deixou de ser justiça há muito tempo.
