Viver em Sociedade
"A sociedade aceita a mentira silenciosa, mas condena a verdade dita com dor. Quem sofre não quer ser vilão, quer apenas que a realidade pare de sufocar."
"As drogas não destroem apenas o usuário, elas fragmentam a estrutura da sociedade e corroem o potencial criativo de toda uma geração."
MONÓLOGOS DE UM MISERÁVEL
Capítulo III: Perguntem à Sociedade
A sociedade grita; os facínoras respondem.
Por mais que o homem finja lutar pela paz, pela justiça, por uma ordem mundial: o caos persiste. Não é intermitente. É contínuo. Não se trata de um acidente: é o alimento da espécie.
O ser humano fortalece-se na destruição do outro.
Nutre-se do sofrimento alheio, expande-se na dor do semelhante e só se percebe vivo quando rebaixa outro ser humano.
As guerras são inevitáveis: civis, mundiais, familiares, mentais. Sempre haverá guerra.
A desigualdade não é uma falha do sistema: é o seu motor.
Não há projeto de sociedade justa, porque não há desejo genuíno de justiça, apenas ambição disfarçada.
O humanismo é uma bela mentira.
Uma ideia que pressupõe que o ser humano é capaz de humanidade. Não é.
Ele deseja poder. Fala de amor, mas anseia dominar. Prega igualdade, mas, em silêncio, aspira à superioridade. Reclama liberdade, mas apenas a sua. E a dos outros? O humanismo fracassou porque jamais teve fundamento real. Hoje, não passa de um ornamento filosófico destinado a encobrir o egoísmo coletivo.
Um governo busca subjugar outro.
Um “amigo” tenta controlar o outro.
Um marido trai. Uma esposa engana.
Uma criança assiste à morte de alguém amado e, desde cedo, aprende que o mundo é um matadouro de afetos.
Um motorista provoca um acidente. A polícia ignora.
Onde está o humanismo aqui? Onde reside o amor ao próximo?
A misantropia não é escolha. É consequência.
É a única resposta lúcida diante da decomposição social. É o reconhecimento de que a crueldade humana é natural, inevitável — funcional à própria engrenagem da civilização. E os deuses do nosso tempo — potências econômicas, impérios tecnológicos, elites globais já delineiam o futuro com frieza clínica: selecionarão os “tipos humanos” que lhes são úteis e eliminarão, sem hesitação, os excedentes, os descartáveis.
A matança será limpa. Administrativa. Legal.
A hipocrisia, outrora vício, tornou-se virtude social. Confunde-se, inclusive, com inteligência. O mundo não se importa com o que você é: apenas com o que possui, com o que produz, com o que pode oferecer.
O ser humano é, por natureza, invejoso, ciumento, malicioso.
Se necessário, sacrificará o vizinho, o colega, o irmão ou o amigo para preservar os seus. Mas “os seus” são sempre os mais fortes: os filhos dos chefes, os aliados dos líderes, os protegidos dos impérios.
E os outros?
Camponeses, serventes, pedreiros, pescadores; mártires anônimos.
Esquecidos. Sepultados com honras simbólicas e desprezo real. Seus filhos perpetuarão a condição de servidão no mesmo sistema que os consumiu.
Eis a sociedade. Eis a civilização.
Um vasto teatro imundo, onde o “social” não passa de máscara e o “humano”, de pretexto.
O verdadeiro homem nobre é aquele que renuncia.
Que se afasta dos vícios do convívio.
Que prefere a solidão à farsa da amizade.
A amizade, como toda relação humana, funda-se no interesse. É uma barganha travestida de afeto. Quem oferece amizade, em alguma medida, pretende adquirir algo.
E a confiança?
Nicolau Maquiavel já disse o suficiente:
“A confiança é a ponte mais curta para a traição.”
Ser social é ser predador;
Ser social é ser oportunista;
Ser social é ser imoral;
Por isso, sou misantropo.
Por isso, adoto o anti-humanismo. Eis a minha identidade. O meu estado natural.
A convivência humana é uma farsa sustentada por egos famintos: uma comédia grotesca de vaidades e disputas vazias.
A sociedade cultiva a mediocridade, pune o pensamento profundo e sufoca qualquer impulso de interioridade.
Se existe alguma forma de redenção — e disso duvido — ela reside no afastamento da massa, na solidão deliberada, na renúncia ao convívio.
Entre os muitos homens que atravessam silenciosamente as estruturas da sociedade, há aqueles que observam mais do que falam. Aerton Luiz Lopes Lima é um desses indivíduos.
Enquanto alguns se perdem na superficialidade do cotidiano, ele se volta à reflexão — escrevendo sobre os conflitos da alma humana, questionando a moralidade e investigando os labirintos da consciência.
Mas não se trata apenas de pensamento abstrato. Há também o homem da disciplina, formado no ambiente rigoroso da segurança e da ordem, onde a responsabilidade e a vigilância são virtudes indispensáveis.
E assim surge uma curiosa síntese: o guardião prático das estruturas do mundo real e, ao mesmo tempo, o observador silencioso das estruturas invisíveis da mente humana.
Homens assim raramente são percebidos de imediato. Contudo, são eles que, no silêncio das ideias e na firmeza da ação, revelam que a verdadeira força não está no ruído das multidões, mas na lucidez do pensamento.
Estoicismo não é fazer cara de bunda pra tudo como a sociedade te ensinou, estoicismo foi feito pra ensinar a ser uma boa pessoa, mas se manter firme contra o mundo cruel.
“Os políticos são amigos que trabalham no ramo da Política, esse é o cargo deles na sociedade, não existe nenhuma inimizade como humanos, mas sim partidos políticos diferentes que lutam por um poder Político"
O desespero de um, não afeta a sociedade, mas o grito desesperado de uma multidão, abala as estruturas do universo inteiro!
A sociedade contemporânea enfrenta uma evidente crise no campo dos relacionamentos. Cada vez mais, observa-se que vínculos afetivos são estabelecidos sob a influência de interesses econômicos ou conveniências circunstanciais, enquanto valores essenciais, como respeito, compromisso e construção mútua, acabam relegados a segundo plano.
Há também uma crescente ruptura com etapas tradicionalmente associadas ao amadurecimento das relações, como o namoro, o noivado e, por fim, o casamento. Independentemente de visões mais modernas ou conservadoras, é inegável que a ausência de processos de construção gradual pode resultar em frustrações profundas, uma vez que expectativas não são devidamente alinhadas nem emocionalmente elaboradas.
Outro ponto que merece reflexão é a confusão entre o desejo de casar e a real preparação para essa decisão. Querer formalizar uma união não equivale, necessariamente, a estar pronto para as responsabilidades que ela impõe. Muitos ingressam nesse compromisso acreditando que suas rotinas e posturas permanecerão inalteradas, quando, na verdade, o casamento exige transformações pessoais, concessões e amadurecimento contínuo.
Diante desse cenário, torna-se urgente resgatar a consciência de que relacionamentos sólidos não se sustentam apenas em intenções ou interesses momentâneos, mas em um processo consciente de evolução individual e construção conjunta.
O que a sociedade pede para eu fazer, muitas vezes, é o contrário do que eu devo fazer. Isso porque, ao seguir o que ela quer, eu não estarei fazendo o que realmente desejo, mas sim o que ela espera de mim. Mas o que eu realmente quero? Essa resposta só eu posso encontrar, ninguém mais. E só vou descobrir isso na prática, vivendo, vivendo por mim, sem seguir imposições externas, mas sim me ouvindo e buscando o meu próprio caminho.
Uma qualidade tão rara e importante que se perdeu na sociedade. Igualdade parece simples, até que a biologia, a cultura e a religião colidam. Algumas diferenças não podem ser discutidas, outras são moldadas pela mídia pró-feminista. Somos iguais em essência, mas não em papéis.
Através disso, os partidos e a sociedade tem probabilidade de produzir mais qualidade e oportunidade aos jovens aptos para ocuparem espaços importantes acima de tudo com compromisso democratico para contribuir no desenvolvimento e comprometidos com causas sociais e responsabilidade no uso de bens públicos.
A sociedade atual está tão distante de seu propósito que o coaching diz: venham, venham! Sei ensinar a vocês a serem egoístas, porque sou egoísta. E ser egoísta é uma riqueza. Ué, não há ninguém que levante a mão e pergunte: mas em que momento o ser humano foi criado para ser egoísta?
