Viver e Nao se Preocupar com o Futuro
O sentido da vida que muitas vezes buscamos no nosso efêmero viver, não está onde pretendemos chegar, mas no caminho que percorremos até ele.
O que somos, se não apenas um viver que nem a certeza dela ser cíclica temos, pois se isso fosse verdade, a morte não seria sentida como um fim, mas um recomeço. E com certeza, poderíamos viver a real sensação de felicidades.
Ninguém à não ser Deus, vai me impedir de viver.... Fale de mim o que quiser; isso não estragar a minha fé.... Amigos, amigos, falsidade de lado; sou bem sincera e se continuar assim, sai do meu lado.
A vida é um espaço de tempo
Em que somos obrigados a viver
Não existe outro jeito
Se não vivermos esta vida
Outra, então, nos será outorgada
Eu tenho a chance de aceitar ou rejeitar
A intensidade da luz
a passagem do tempo
o diâmetro do mundo que eu crio
E iniciar a caminhada sobre um fio
Portanto, tudo que nos resta
É estabelecer pra nós mesmos
Os parâmetros
Daquilo que julgamos ser direito
O que muda
de pessoa pra pessoa
é o conceito
E é isto que fará parecerem diferentes
As suas durações
Pois o tempo
Apesar de parecer absoluto
Não varia um minuto
de vida pra vida
Mas algumas são mais bem aproveitadas
Outras, rejeitadas ou perdidas
Essas escolhas são aquilo que nos leva
A viver a impressão
De que ela é uma subida ou uma descida
Onde os olhos veem luz ou treva
Por mais que nos tentem influenciar
Não há quem decida em meu lugar
Se um dia vou deixar
saudade ou alívio
A vida é simplesmente
a procura pela verdade
Enquanto eu não a encontro
eu a vivo.
Eu não aceito
Viver em um mundo
Em que as coisas sejam
Todo dia do mesmo jeito
Não quero aceitar essa lógica
Tão trágica
Onde se admite
A inexistência da mágica
Um mundo
Onde tudo faz sentido
E pra tudo
Existe uma explicação
Enquanto
Eu olho ao meu redor
E enxergo uma infinidade
de absurdos
Que o mundo aceita, simplesmente
Como fatos consumados
Prefiro conversar com as nuvens
E viver em uma época
Em que todos os relógios
Andem também para trás
Um mundo mais suave
Sem vozes tão graves
Talvez até
Sem gravidade
Pra que a mente possa
realmente voar
Sem medo de altura ou de queda
Eu quero viver em um mundo
Onde o adulto se cala
Enquanto a criança fala
E ambos seriam a mesma pessoa
O mais triste é
Que essa outra dimensão existe
Bastaria pra nós
Aceitá-la
Pouco antes
de eu nascer
Enviei a Deus
uma prece
que dizia
"Me salva, não quero viver"
Porém
Nem tudo pode ser feito
do jeito que a gente queria
Então que se faça
o melhor que a gente possa
pois a maior graça
Que existe em tudo isso
é saber que existe um compromisso
um trato bilateral
e mesmo
Que eu conseguisse
Fazer meu melhor
e realmente melhorasse
tudo ao meu redor
Nada faria sentido
Quando a resposta que vem
lá do outro
Não fosse infinitamente
Maior
e melhor
Edson Ricardo Paiva
Não tente viver antes da hora
Não queira morrer antes do tempo
Pra cada momento há o dia certo
Acerte
Sendo honesto consigo mesmo
Antes de tentar ser correto com Deus
E desista de abraçar o mundo
Seus braços não são tão longos
Porém eles são suficientes
Para abraçar todos aqueles
Que fazem parte do seu dia
A cada instante
Reconcilia-te com teu irmão
Antes de fazer a tua oferta
Oferece um pouco de você mesmo
A quem precisar da tua ajuda
É isso que muda o mundo
E é esse o melhor presente
Imagine
Que depois de todos os abraços
todos os braços juntos
Poderão, sim
Um dia abraçar o mundo
Edson Ricardo Paiva
Eu gosto
de coisas que não se descreve
Prefiro viver diferente
daquele jeito sem graça
Que tanta gente vive
Enquanto pensa
Que comprar e vender fumaça
Me faça crer que elas vivem
Eu gosto
De não precisar limpar
tanta fuligem
A cada dia que amanhece
Eu gosto
do que não se vê no rosto
Posto isso
Eu realmente gosto
Que haja algum compromisso
Mesmo quando dizem
Que não presto
E aposto
Que quando gosto
Existe um motivo divino
Meus olhos cansados
E minha alma de menino
Com o tempo aprenderam
Que quando se gosta
E não se vê no rosto
Pode procurar e ver
Que muito provavelmente
Vou gostar de todo o resto.
Edson Ricardo Paiva.
Como se não bastasse viver
Eu fui escolher amar
É como se não
Houvesse nenhuma escolha
As coisas do coração
Sempre rumam
Em direção àquilo
Que é belo e bonito
E estava escrito
Que ao cair da última folha
Todos os castelos de areia
Não prosperariam
A gente apenas não sabia
Que aquelas pequenas coisas
Que a gente tristemente vivia
Anos à fio
dia a dia
Coisas que pairavam no ar
Um jeito triste de viver
Aquele amar
Onde inexistia
Qualquer espécie de amor
Se transforma
Num cálice transbordante
Promessas esquecidas
Triste vida
E tudo se acaba
Em menos de instante
Como se não bastasse o amor
Eu fui escolher você
Eu escolhi um viver
Que não nos basta
E o vasto mundo a trilhar
Tendo ao lado
Um pote de alegria
Me falta escolher
Uma flor pra te dar
e depois te confessar
A falta que me faz
Ter talento pra escrever
Algo bonito
Estar de joelhos
Os olhos e o rosto vermelhos
A lhe dizer
Que não tema nunca mais a solidão
Então
Eu fiz somente um sigelo poema
Não é perfeito, mas agora está escrito
E tudo que nele foi dito
Eu fui buscar
No fundo do meu coração,
Edson Ricardo Paiva.
Viver
Pode não ser
Algo que faça bem
Morrer
Pode ser que não seja
Algo que nos ameace
Nem tudo
Está sempre ao nosso alcance
Além da simples ilusão
Contudo
Simplesmente não me iludo
Com vida
esperança guardada
ou nada assim
Eu trago sempre escondido em mim
Um triste sorriso
de despedida
Pode ser
Que seja usado
ou não
Pode ser
que nem não chegue a dar
Aquele aperto de mão
que ninguém usa
Quando chega o fim da vida
Assim como chorei
No dia em que
de certa forma
desembarquei neste mundo
Adentrei a essa história
Inglória
e sem regras a ser seguidas
Ou a gente se entrega à ela
Senão não se entrega a nada
E pede a Deus
Perdão pelos grandes rasgos
e imensos estragos
Causados ao coração e à alma
Não existe nenhuma norma
Nem foi escrita
A forma mais bonita
de fazer ou desfazer
A aquilo que não fizemos
de fato
Talvez
O perfeito formato
Seja o ato
de somente sobreviver
e depois deixar escrito
Um simples relato
Mentiroso e bonito
a ser lembrado
Edson Ricardo Paiva.
Viver a vida
E enquanto vivê-la
Não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme o peito da gente
Num solo infértil
Igual a esse enorme deserto infecundo
Existente num local incerto
Que por não saber
Chamamos Mundo
Insistente qualidade obsoleta
Em querer a qualquer preço
dar à essa existência qualquer meta
E depois, mesmo assim
Vivê-la
Pelo mero fato de viver
Botando prazo de validade pra tudo
E estudando a melhor maneira
de piorá-la
A vida pode ser uma pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do mastro
Não permita que essa vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Edson Ricardo Paiva
Viver a vida
E enquanto vivê-la
Tentar não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme a vida da gente
Num solo infértil e infecundo
Parecido com o lugar
Que por não saber seu nome ao certo
Chamamos o lugar de Mundo
Insistente invalidade
Inverdade obsoleta
Tenta a qualquer preço
Exigir-lhe alguma meta
Sem que seja necessário dar a ela
Norma ou forma
Pra depois, infeliz, vivê-la
Pelo mero fato de viver
Pensamento
Abstratamente concreto
Piorando a essa pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do vento
a soprar-lhe o mastro
Maestro da sinfonia
Não permita
Que a vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Portanto, enquanto houver
Estrelas pra ver no Céu
Aproveita a chance de olhar pra elas
Um dia há de restar
Somente a lembrança
do quanto um dia foram belas.
Edson Ricardo Paiva
Viver a vida
E enquanto vivê-la
Tentar não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme a vida da gente
Num solo infértil e infecundo
Parecido com o lugar
Que por não ter
um nome a lhe dar
Chamamos de Mundo
Nosso inválido lar
Sem saber de verdade
O que fazer dele ou da vida.
Viver é a parte complicada
Sofrida e difícil da existência
Tudo mais vai se tornando fácil
Conforme a experiência adquirida
Desde que a gente não queira
a qualquer preço
Exigir-lhe alguma meta
Nem que seja necessário dar a ela
Norma ou forma
Pra depois, infeliz, vivê-la
Pelo mero fato de viver
Pensamento
Abstratamente concreto
Piorando a essa pálida passagem
Bólide sem rastro
Nave que flutua suave
Com o vento a soprar-lhe o mastro
Se eu puder pedir
Eu imploro
Que o Maestro da sinfonia
Não permita
Que a vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
E mais nada
Um compromisso com Deus
Se houver razão pra estar em paz
Agradeço ao Poeta que escreveu a vida
Sem meta, direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Portanto, enquanto houver
Estrelas pra ver no Céu
Aproveito a chance de olhar pra elas
Um dia há de restar
Somente a lembrança
do quanto um dia foram belas.
Edson Ricardo Paiva
Vivendo a vida
É assim que se vive a vida
Viver é coisa tão simples
Que a gente não vê
Em qual altura da vida
O viver se tornou complicado
A vida nada explica
Apenas fica
Viver a vida
É dar tudo que tem
Pra quem
Faz festa e nem te convida
Vivendo a vida a gente vê
Que nesta vida
A gente chega sem nada
E fica
Aos poucos
Tudo complica
E
Ao que tudo indica
Um dia a vista enfraquece
A cabeça passa a esquecer
O quanto a vida esqueceu a gente
Então
Simplesmente se vive
E se erra tudo novamente
E vai vivendo na marra esta vida
Tempo perdido
Dedicado a fazer
E vai fazendo por ser lembrado
Tendo ao lado
A vida
Esquecida e complicada
da qual
Um dia a gente sai
E quando vai
Não leva nada.
Edson Ricardo Paiva
A gente vive
Mas não é preciso viver
A gente nem nasceu porque quis
E se acaso quis nascer
Esqueceu-se do porquê
Ninguém precisa ser feliz
Desnecessário ser triste, ou coisa assim
E há de ser até o fim
Essa coisa sem sentido e torta
Muita coisa sem começo
E todas elas tem fim
Tudo fica no pretérido
Vegetação sem raiz
Sem ar e sem luz
Mas a gente vive
E mesmo se a gente voasse
A vida é sempre só aqui
Por mais lugares você fosse
A conclusão sempre fatal
As coisas são diferentes de longe
Mas de perto é tudo igual
Fatalmente
A gente não tem pra onde ir
Tudo isso quando se vive
Olhando pra fora da gente
Pode acontecer
De um dia finalmente olhar no espelho
E chegar à conclusão
Que o mundo que se procura
Nunca esteve ao lado da gente
Muito menos lá na frente
No espaço ou no passado
Eu sou a melhor pessoa
Eu sou o melhor lugar para estar
Todo o resto
É tempo perdido à toa
Pois eu sei quem sou e me conheço
Nesse momento eu começo
A gostar de mim
De um jeito que eu sei que mereço
Ainda não me lembro porque nasci
Também não sei se foi porque quis
Mas, já que estou aqui
Finalmente estou decidido
A viver
ser feliz.
Edson Ricardo Paiva.
Não tenho medo da morte
Nunca tive
Meu medo era viver
Esta vida
Na qual não se vive
Nunca tive medo de tempestade
Tenho medo deste Sol que arde
Não Existe apenas a chuva
O problema é a palavra
Que me vem e tanto machuca
São lembranças
Piores que a morte
Que fizeram estes cortes
Sem cura
Não tenho medo do escuro
Meu receio é a claridade
Ela invade a vida
E me impede de esconder
Ou de esquecer
A dor
de ver tanta vida
assim
Perdida
