Viver de Verdade
Parem de me dizer como eu devo me sentir...
Quem sente o frio e o calor de viver aqui dentro sou eu!
Só muito tarde te convencerás de que viver não é obedecer às paixões, mas aborrecê-las ou sufocá-las.
Quero viver de amor e não morrer lentamente por causa dele.
O amor machuca, dói no fundo da alma. Só quem já amou de verdade sabe do que estou falando.
O pior é quando você ama e sabe que não há possibilidade de dar certo, de ser feliz.
Porque há tantas inverdades no outro, que nem mesmo ele sabe decifrar seus sentimentos. Não consegue e não quer sobrepor o maior dos sentimentos aos desejos vãos dos instintos.
A escolha de nascer definitivamente não foi minha, mas a de viver, é a que eu escolho todos os dias.
Deus me ama!
não há consequências se eu continuar a viver em pecado!
pois vivo a graça de Deus...
É este o pensamento que muitos HOJE dentro da igreja
carregam e praticam no dia a dia!
Você pode ser o que quiser nessa vida, só precisa acreditar e trabalhar duro para para ser e viver seus sonhos.
Do que adianta eu viver como eu quero se você é o que eu mais quero nessa vida e você não quer estar aqui pra viver a minha vida comigo?
Sou feita de energias e essência única
Viver por conveniência jamais será minha postura
então me leia na dúvida reeleia!
Deixe de viver através do convencionalismo criado pela mídia. Ele determina o que você deve: fazer, comer, vestir, assistir e ser. Seja você mesmo rompa as algemas, e viva a sua liberdade.
Quando você aprende a viver
no inverno
O verão torna-se insuportável
Quando você é tempestade
A fina garota te rasga a pele
Não sei ser leve
Meu furacão interno
diariamente me consome
É mais fácil fazer dar certo com o amor escolhido do que viver escolhendo amores pra saber qual dá certo
Emanoel..
Quem és tu homem, quem és
Me diz pois quero saber
Como é que consegues viver
Com estes teus pensamentos
Que tu não sabes descrever
Quem és tu homem, quem és
A angústia te persegue
Enquanto a dúvida te cerca
Mais sei que tu és forte
É vai superar mais essa
Quem és tu homem, quem és..
VISITA (soneto)
Nos paralelepípedos das calçadas
Leio os versos do viver de outrora
Meu, rimas sinuosas e poeiradas
Numa memória tão fugaz e sonora
Vou sozinho, outras as madrugadas
A trama diferente, e outra a hora
Outros destinos, e outras estradas
Desassossegado, o que sinto agora...
Choco na linha da vida, nas esquinas
Fico calado. Desfaço o laço de fita
Do fado. Tem cheiro de naftalinas
Corri ao encontro da velha escrita
Sorri, falamos, ofegantes narinas
Segui andando, na revinda visita...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/05/2020, Triângulo Mineiro
