Viver de Verdade
Se eu não tivesse seu amor
Meu Pai
Eu não seria capaz de viver
Sem seu amor
Por favor, Pai, me dê
Um pouco de amor
Porque eu sei que
Você tem muito amor para dar
Você é quem fez o amor
Com suas mãos sagradas
Também é o amor que cura
Meu coração partido
Que está em dor
Eu já tomei muitos analgésicos
E nada funcionou
Sim, eu overdosei em analgésicos
Isso é algo muito
Perigoso de se fazer
Mas eu também estava ficando desesperado
Sim, Pai, muitas pessoas quebraram
Meu coração novamente
Também eu não sei mais o que
Fazer
Porque eu odeio ficar sozinho
Sem amigos
Você transformou meus dias no lugar mais bonito para viver. Ser o motivo do seu sorriso é o meu presente favorito, porque em cada olhar seu encontro a certeza de que o amor mais lindo é o que construímos juntos.
A realidade é tudo aquilo que você cria para viver no momento presente. Você pode escolher viver uma vida de plena leveza e amor ou uma vida cheia de paranoia e ódio. Agora vou te falar o que ninguém diz... Isso não é fácil, requer desde consciência do que você come até a decisão de escolher que tipo de mente te cerca. A diferença entre evoluir e estar parado são os saltos mentais que você decide dar ou não em relação ao tempo que te resta.
Ninguém vivo pode viver através dos teus olhos.
Valide-se ou logo serás validado.
Sirva-se ou logo irás servir.
A BÊNÇÃO E O CASTIGO DA LUCIDEZ
Viver sem fantasia é ver o mundo sem vaidades e sentimentalismo.
É existir sem o consolo das imagens mentais,sem os espelhos do passado,
sem o teatro das lembranças e seus ideais inalcançáveis de futuro.
Caminho entre silêncio e fatos, presente e gratidão.
Não sonho.
Não recordo.
Reconheço.
A realidade me atravessa crua.
Sem filtros.
Sem refúgio.
Chamam de deficiência o que é clareza.
Chamam de vazio o que é consciência.
O mundo vive do que inventa para suportar o império restrito da hiperfantasia de poucos egoístas.
Eu sobrevivo do que é real.
Ser lúcido é morar entre abismos.
É saber demais e sentir o necessário.
É compreender o todo e ainda carregar o silêncio ao observar o absurdo.
A solidão é real, mas também é o preço da verdade.Quem vê sem ilusão sustenta o peso do céu com as próprias mãos.
A lucidez é um exílio.
Mas é também o lugar da liberdade.
Abençoado quem suporta ver o mundo como ele é e ainda escolhe não se corromper.
Que se entrega ao dever do bem não sofre nas mãos do egoísta vaidoso.
Não se tem um filho antes de entender o amor
Não se escreve um livro antes de viver algo real.
Não se vive de provação querendo sentir o essencial
Todo dia,
faço poesia,
para fazer o povo,
viver de novo...
Porém, é difícil o povo agradar,
pois DEUS fez tudo pela humanidade,
mas nem assim eles querem adorar,
a esse DEUS com exclusividade!
Por vezes, temos de nos contentar com a tristeza, talvez seja esse o destino da vida: viver constantemente amargurados. (Furucuto, 2025)
"Se for difícil viver acompanhado, é preciso encontrar o ponto fulcral da nossa vida, aquele que é capaz de nos manter em equilíbrio." (FURUCUTO, P. D., 2026)
"Estou disposto a perdoar uma mentira, mas não estou preparado para viver dentro dela."
(FURUCUTO, P. D., 2026)
Como escolher a mulher certa para amar? Nunca saberemos antes de escolher alguém para viver ao nosso lado. O amor é como um experimento aleatório simples: conhecemos o espaço de resultados apenas depois de realizar a experiência.
Daniel Perato Furucuto, 2026
Aquele que tem um porquê para viver pode suportar quase qualquer como.
Nota: Adaptação da máxima de Nietzsche presente na obra "Crepúsculo dos Ídolos".
...MaisViver tentando agradar aos outros é um caminho seguro para se perder de si mesmo.
Seja fiel à sua verdade, pois no final das contas, cada um colhe o que semeia. Cuide das suas finanças e dos seus sonhos, mas cuide ainda mais dos seus sentimentos e de quem você ama com carinho .Não queira ter o bolso cheio e o coração vazio.
O tempo não cobra impostos ele te cobra dedicação e verdades.
Que a nossa busca pela prosperidade nunca nos custe, a nossa paz de espírito e a nossa capacidade de amar as pessoas à nossa volta pelo que elas nos representam de verdade
Para de esperar um companheiro de novela que é só uma perfeição ensaiada e gravada,
comece a viver a real do companheiro que tens ao seu lado , que é uma imperfeição verdadeira.
🧩✨
NA QUITANDA DA VIDA
Na quitanda da vida,
eu aprendi que viver
não vem pronto.
A vida se oferece em porções:
tem dias que adoçam a boca,
outros que amargam a alma.
Tem dias de fartura
e dias em que a gente precisa
dividir o pouco
para ninguém ficar sem comer.
Foi no meu quilombo que aprendi
que a vida não se mede pelo que se possui,
mas pelo que se partilha.
Minha primeira escola foi o território.
Foi olhando a terra,
ouvindo os mais velhos,
sentindo o cheiro da chuva,
vendo o dendê nas mãos,
escutando as histórias que não estavam nos livros,
que comecei a compreender
que memória também é conhecimento.
Eu sou feita dessas coisas.
Do chão que meus ancestrais pisaram.
Das palavras que sobreviveram ao silêncio.
Das mulheres que sustentaram suas famílias
quando quase ninguém olhava para elas.
Das mãos que plantaram, colheram, cozinharam,
criaram filhos e mantiveram a comunidade de pé.
Por isso, quando digo quilombola,
não estou apenas dizendo quem sou.
Estou dizendo de onde venho.
Estou dizendo o que carrego.
Estou dizendo aquilo que não aceito perder.
Minha identidade não é fantasia.
Não é adereço.
Não é tema para novembro.
É existência.
É estar no mundo
sabendo que antes de mim
muita gente precisou resistir
para que eu pudesse estar aqui.
E estar aqui também é resistência.
Eu não quero que contem minha história
como quem observa de longe.
Quero falar.
Quero contar.
Quero produzir conhecimento
a partir do lugar onde meus pés estão.
Porque também fazemos ciência
quando guardamos a memória.
Também fazemos educação
quando ensinamos uma criança a conhecer sua história.
Também fazemos cultura
quando transformamos nossas vivências em arte.
O quilombo não é passado.
O quilombo é presente.
Está na criança que pergunta.
Na mulher que enfrenta.
No jovem que permanece.
No mais velho que aconselha.
Na comunidade que se reúne.
Na terra que alimenta.
Na memória que insiste em permanecer viva.
E eu sigo nessa quitanda da vida
escolhendo o que quero carregar.
Não levo tudo.
Algumas dores eu deixo na banca.
Alguns silêncios eu devolvo.
Algumas histórias eu reescrevo.
Mas a ancestralidade,
essa eu levo comigo.
Porque aprendi que não basta sobreviver.
É preciso existir com dignidade.
É preciso ocupar.
É preciso falar.
É preciso criar.
É preciso deixar marcas.
E quando perguntarem
o que é ser quilombola,
talvez eu não precise explicar tanto.
Basta olhar para mim.
Eu sou mulher.
Sou território.
Sou memória.
Sou continuidade.
Sou uma voz que veio de longe
e ainda está chegando.
E enquanto eu tiver voz,
o quilombo continuará falando.
