Vivendo em Sociedade
Vivemos fechados em duas grandes muralhas. A do egoísmo, onde as minhas necessidades são mais importantes que a dos outros. A da hipocrisia, fingimos amar a Deus, para agradar os outros e aceito na sociedade.
A fome delespor livros poderia ensiná-los uma vida melhor, sem fome, mas sem comida eles nunca viveriam o suficiente ou teriam forças para encontrá-la.
Vivemos em uma terra onde tudo acontece, graças à providência, mas tudo acontece com acidez. Estamos condenados a isso.
Feliz é uma palavra ruim para alguém que está tentando viver uma vida com as cores do arco-íris em um mundo em preto e branco.
Estava lendo que há uma tendência cada vez maior de se viver só, principalmente as mulheres. O termo cunhado nos Estados Unidos “sad, mad or bad” é associado às mulheres que vivem sozinhas, como se tivessem sido abandonadas e ninguém as quisessem por elas serem tristes, loucas ou más. Simplesmente por viverem só. Pensei em algo para empoderar, para dizer “não preciso me enquadrar em tudo isso, posso fazer o que quiser da minha vida, não dependo do outro para ser”.
Representatividade para mim é disputar sentido, criar referência, narrativa. O mundo em que vivemos é muito plural e cada vez mais a gente vai ter que lidar (ainda bem) com essa questão. Não vai dar para impor padrões goela abaixo sem alarde, sem luta!
Já vivemos por muito tempo doutrinados ao conformismo e totalmente omissos quanto a busca pelo real conhecimento das forças que conduzem nossas mentes e determinam a direção que nossa sociedade deve seguir. Já é mais do que tempo de haver um despertar no ser humano pela busca da verdade e assim nos libertarmos dos grilhões e do carcere de nossa ignorância.
Minha vida literária nunca esteve separada da minha vida ideológica. Minhas vivências são, precisamente, ideológicas, políticas e de luta social.
Se um homem tem ouro, ele vive com o terror de que alguém o tire, e então constrói muros ao seu redor. Então todo mundo sabe onde está o ouro, aí eles o pegam. É assim que acontece sempre, irmão. Tolos e ouro, juntos.
A falta da busca de uma visão mais clara da realidade nos condiciona e condena a vivermos numa sociedade desordenada, inoperante e equivocada.
Vivemos numa época de muita farsa, pseudointelectualização, direitos acima dos deveres, aparências, individualismo, descrédito das instituições políticas, religiosas, acadêmicas, jurídicas, familiares e afins, além de afastamento da própria arte de fato, a qual só retornará quando for para anunciar o início de uma nova era, como sempre fez através de seu clássico estilo vanguardista.
Hoje é muito raro praticar a honestidade. Vivemos em uma época, onde é normal as pessoas serem mentirosas, desonestas e corruptas, nesta atual sociedade.
REALIDADE CRUEL
A calma covarde aniquila a minha mente, vivemos num país de indigentes.
Todos os dias vítimas são jogadas na nossa frente, fazemos parte de uma sociedade indecente.
O covarde há muito virou herói, o Super Homem virou a mulher maravilha, manchetes de hoje... de ontem... de amanhã... são todas iguais... A mesma rotina, mesmas mentiras... quanta ironia...
O dólar caiu , a bolsa subiu, os aumentos do dia olhai por nós.
Atenção Senhor Presidente ! Atenção Senhor Governador ! Mas, onde está o Presidente, Senhor Governador ? Diga-nos a verdade, olhem-se nos espelhos da vida, saiam desta falida realidade virtual e assumam de vez a nossa realidade real.
O Brasil vive um momento crítico de sua história. Sinais da corrupção arraigada em vários setores da sociedade estão vindo à tona com uma intensidade tal que envergonha a muitos.
Quem paga pela corrupção? "Certamente não quem paga o suborno. Na realidade, os pobres pagam pela corrupção, são os mártires da corrupção" (Papa Francisco).
Seja logo quem se é, até porque o tempo voa e quando ver, puff… viveu-se a vida na pele de um alguém desconhecido simplesmente para sentir-se notado e bem visto por uma sociedade que faz igual, ou seja, onde nenhuma pessoa é ela mesma.
