Vivendo

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2658 📜 "Não aceitar o CAPITALISMO, vivendo sob o CAPITALISMO pode ser Patifaria? Ou alguém tem termo ainda pior? Hein?"

⁠algumas pessoas preferem continuar vivendo uma mentira do que ouvir a pura e dolorosa verdade, por quê? A resposta é conforto.

Eu estou vivendo o absoluto caos, e ele tem nome e sobrenome.

Parecia um sonho, até você acordar e perceber que estava vivendo um pesadelo.

Eu
Vivendo minha vida
Num mundo que não é meu
Uma lâmpada
Acendida anteontem
Esquecida
Quando amanheceu
Uma voz rouca e profunda
Fruto
De relação desarmônica
Vendo outros olhos
Que veem
Entendo
Que vendo o que veem
Não enxergam nada
Ou pouco dizem
Creio-lhes eu
Pode ser que sofrendo
Insuficiência verbal aguda
Mudas
Corações moldados
Em rocha intrusiva
Uma relação harmônica
Plutônica erosiva
Crônica, agudizada
Cínica em seu modo
Em desarmonia com o meu
Uma lâmpada acesa lá fora
Cá dentro, um lugar à mesa
Creio eu
Pode ser um dia.

Edson Ricardo Paiva.

Bonito é o ser humano que admite o seu erro, aquele que reconhece virtude no outro mesmo não vivendo os mesmos valores, bonito é respeitar o tempo de cada um, bonito é achar beleza onde a maioria julga ser feio, bonito é doar dos seus talentos para beneficiar o outro, bonito é ser simples dar boa tarde e agradecer sempre.

Eu não estou acreditando que eu estou vivendo o temido luto, luto pela minha própria mãe ⁠

Você pode estar vivendo uma versão vencida de si mesmo

Talvez um dos maiores conflitos humanos não aconteça entre aquilo que somos e aquilo que desejamos ser.

Talvez aconteça entre quem continuamos sendo e quem já não precisamos mais ser.

Passamos a vida tentando evoluir, mas raramente percebemos que algumas dificuldades não exigem evolução.

Exigem atualização.

Atualizamos máquinas, sistemas, conhecimentos, métodos e tecnologias. Reconhecemos naturalmente que aquilo que funcionava ontem pode já não responder às necessidades de hoje.

Curiosamente, temos muito mais dificuldade para aplicar essa compreensão a nós mesmos.

Atualizamos tudo aquilo que utilizamos, mas frequentemente continuamos utilizando uma versão desatualizada de nós.

Continuamos respondendo a situações novas com medos antigos.

Tomando decisões presentes a partir de feridas passadas.

Defendendo convicções construídas por alguém que já não possui as mesmas experiências que possuímos hoje.

Talvez exista dentro de nós uma espécie de atraso de identidade.

O corpo chegou.

O tempo passou.

As experiências aconteceram.

O conhecimento aumentou.

Mas alguma parte de nós continuou morando em uma interpretação antiga da própria existência.

Nem sempre estamos presos ao passado. Às vezes estamos presos à pessoa que o passado nos ensinou a ser.

Essa diferença é profunda.

Superar um acontecimento não significa necessariamente superar a identidade construída a partir dele.

Podemos deixar de sofrer por alguma coisa e continuar organizando nossa vida para impedir que aquilo aconteça novamente.

E, sem perceber, aquilo que aparentemente ficou para trás continua decidindo aquilo que fazemos pela frente.

Talvez algumas cicatrizes parem de doer, mas continuem escolhendo.

É por isso que autoconhecimento não deveria servir apenas para descobrir quem somos.

Deveria também permitir descobrir quem continuamos sendo sem necessidade.

Existe uma pergunta pouco feita:

“Qual parte de mim ainda existe apenas porque nunca foi novamente questionada?”

Talvez encontremos ali comportamentos que chamamos de personalidade, limites que chamamos de realidade e mecanismos de defesa que passamos a chamar de identidade.

Nem tudo aquilo que repetimos nos representa.

Repetição não transforma comportamento em essência.

Fazer algo durante trinta anos prova apenas que fizemos algo durante trinta anos.

Não prova que precisamos continuar fazendo.

Há um perigo silencioso em transformar permanência em identidade.

Quando dizemos “eu sou assim”, podemos estar descrevendo quem somos.

Mas também podemos estar decretando quem nos proibimos de deixar de ser.

Toda definição de nós mesmos pode se transformar em uma fronteira quando esquecemos que também somos possibilidade.

Talvez uma das maiores manifestações de inteligência seja conseguir revisar a própria identidade sem interpretar essa revisão como traição.

Mudar de opinião não significa necessariamente incoerência.

Abandonar uma convicção não significa fraqueza.

Reconhecer um erro não apaga a inteligência anterior.

Pode simplesmente revelar uma consciência posterior.

Coerência não é pensar a mesma coisa para sempre. É ter coragem de não continuar defendendo aquilo que já deixamos de compreender da mesma maneira.

O problema é que construímos reputações em torno das nossas certezas.

Depois, algumas pessoas passam a defender ideias não porque ainda acreditam nelas, mas porque acreditam que precisam continuar sendo reconhecidas por elas.

Nesse momento, a identidade deixa de expressar o indivíduo.

Passa a aprisioná-lo.

Quando precisamos continuar sendo quem fomos para preservar aquilo que pensam que somos, a imagem venceu a identidade.

Talvez liberdade também seja poder decepcionar a expectativa criada sobre uma versão antiga de nós.

Não por irresponsabilidade.

Mas porque ninguém deveria ser condenado à permanência apenas para facilitar o reconhecimento dos outros.

Somos continuidade, mas também ruptura.

Somos memória, mas também possibilidade.

Somos consequência, mas também construção.

E talvez exista uma dimensão ainda mais profunda da autoria:

Não apenas escolher o que fazer com a própria vida, mas escolher conscientemente quais versões de nós ainda terão permissão para continuar escrevendo-a.

Porque dentro de uma mesma pessoa podem coexistir diferentes autores.

A criança que teve medo.

O jovem que precisou provar alguma coisa.

O adulto que aprendeu a se defender.

A pessoa que sofreu.

A pessoa que venceu.

A pessoa que perdeu.

Todas podem continuar escrevendo decisões muito depois de o contexto que as criou ter desaparecido.

Por isso, algumas escolhas aparentemente presentes possuem autores antigos.

Nem toda decisão que tomamos hoje nasceu no presente.

Discernir também é descobrir quem, dentro de nós, está segurando a caneta.

Talvez essa seja uma das perguntas mais desconfortáveis que podemos fazer:

Quem está escrevendo minha vida hoje?

Minha consciência?

Meu medo?

Minha necessidade de aprovação?

Minha história?

Minha expectativa?

Ou uma versão antiga de mim que ainda acredita estar vivendo circunstâncias que já terminaram?

Não precisamos destruir quem fomos.

Precisamos reconhecer que cada versão de nós cumpriu determinada função na construção daquilo que somos.

Mas gratidão pelo passado não exige submissão a ele.

Podemos agradecer à pessoa que precisamos ser sem obrigá-la a continuar sendo a pessoa que precisamos nos tornar.

Talvez amadurecer seja justamente isso.

Não abandonar a própria história.

Mas impedir que a história reivindique propriedade sobre o futuro.

Porque existir é continuar no tempo.

Evoluir é aprender com ele.

Mas talvez haja algo além:

atualizar-se é permitir que a consciência presente tenha autoridade para revisar a identidade construída pela consciência passada.

Não somos arquivos terminados.

Somos versões em permanente revisão.

E talvez o maior risco não seja mudar tanto a ponto de deixarmos de ser quem somos.

Talvez seja exatamente o contrário:

permanecer tanto tempo sendo quem fomos que nunca descubramos quem ainda poderíamos ter sido.

Carlos Eduardo Balcarse
02 de setembro de 2026

“Quem terceiriza o pensamento acaba vivendo conclusões que nunca construiu.”

“Quem vive de distrações coleciona distorções; quem coleciona distorções acaba vivendo uma realidade que existe apenas na própria alienação.”

Abrir mão da paz que você tem vivendo sozinho, tem que ser por alguém que lhe faça ter algo surreal.


Viva aquilo que lhe trás leveza... 🤍

"Sobreviver é continuar vivendo mesmo depois de sapecada, e saber que vêm mais incêndios por aí...
- Afinal o inferno é aqui!"
Haredita Angel
29.07.25

Você foi a confluência do passado e do ontem.
Vi-me no tempo presente, vivendo dois passados que se colidiram simultaneamente, como diante de um espelho que confundia minha mente, a ponto de já não ter discernimento sobre o que, afinal, pertencia ao presente.


Diversas vezes entrei num portal dessas realidades já não mais existentes. Perdi-me e, quando percebi, já estava nesse labirinto, atravessando esses limiares que jurei nunca mais atravessar.


Foram necessários para que caíssem as vendas daquilo que permanecia oculto diante dos meus olhos. E, no auge da minha lucidez, vi que, de ti, em mim, uma nova camada havia germinado, até então desconhecida.

O sol nasce,
a flor se abre,
o tempo passa,
e eu sigo
leve,
vivendo o agora.

"Todos os países com as suas estruturas em crise.
E muitos países vivendo de aparências,
parecendo que estão numa situação que não estão,
porque o abalo é mundial, a crise é mundial."


📖 "Universo em Desencanto"
(vol."225 do Histórico")
✍#ManoelJacinthoCoelho 🇧🇷




** "Universo em Desencanto" é uma vasta obra literária, composta por mais de mil volumes, escrita por Manoel Jacintho Coelho a partir de 1935, base da doutrina brasileira "Cultura Racional".
Ela propõe a "Imunização Racional", um conhecimento para o equilíbrio da mente humana, conectando o ser humano ao seu "Mundo de Origem" e promovendo o retorno ao estado de racional puro.

E assim
vou vivendo
com os meus pensamentos organizados
no caos desse mundo.

⁠Estamos vivendo hoje o separatismo por Religião, por Politica ou apenas por pensarmos diferente, amigos e parentes se separando por ter um pensamento diferente do seu, isso vai nos levar para o abismo da solidão!!!

⁠Novas Experiências

Estamos sempre vivendo novas experiências. Talvez queiramos entender a vida sobre vários aspectos, ou nos entendermos por diversas razões. Somos uma mistura de várias identidades dentro de uma só buscando melhorar a cada dia. As experiências nos dão possibilidades de encarar o mundo com mais facilidade. Por estarmos sempre buscando o novo, acabamos criando essas experiências.

⁠Passamos tanto tempo vivendo como se a vida fosse infinita, que morremos sem ter vivido quase nada.


Adiamo-nos.


Depois viajamos, depois amamos, depois perdoamos, depois dizemos o que sentimos, depois fazemos aquilo que realmente desejamos.


E, enquanto esperamos pelo momento certo, a vida vai acontecendo sem pedir licença — silenciosa, irreversível, indiferente aos nossos planos.


Talvez o maior engano não seja acreditar que nunca vamos morrer, mas agir como se ainda tivéssemos tempo para tudo.


Como se houvesse uma reserva infinita de amanhãs, abraços, conversas, encontros e recomeços esperando por nós.


Passamos anos acumulando coisas e adiando experiências; preocupados em garantir o futuro, esquecemos de habitar o presente.


Construímos agendas tão cheias que já não sabemos onde colocar a própria vida.


E o tempo, que parecia tão abundante, começa a revelar sua verdadeira face: ele não guarda nada.


Cada dia que passa não fica à nossa espera.


Vai embora.


Talvez viver seja, antes de tudo, compreender que não precisamos esperar algo de extraordinário para perceber o valor de um dia comum.


Há uma urgência muito discreta em estar vivo.


Urgência de olhar demoradamente para quem amamos, de dizer aquilo que sentimos, de rir sem culpa, de abandonar algumas prisões, de fazer as pazes com o que não podemos mudar.


Porque, no fim, ninguém lamenta ter vivido demais.


O que pesa é descobrir que poderia ter vivido mais — não necessariamente mais anos, mas mais presença nos anos tidos.


A morte não é apenas o fim da vida.


Às vezes, ela é também o resultado de uma vida que foi sendo adiada até que já não houvesse mais o que adiar.


Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quanto tempo ainda temos, mas o que estamos fazendo com o tempo que já nos foi dado.


A vida pode não ser infinita.


Mas pode ser inteira.


E talvez isso seja o suficiente.

⁠Se expor aos riscos vivendo é muito menos arriscado do que não se expor somente existindo.


Viver é aceitar os riscos como parte da caminhada.


É se expor ao erro, à queda, à dúvida e, ainda assim, seguir adiante.


Existir sem se arriscar pode até parecer seguro, mas cobra um preço silencioso: o da estagnação.


Quem apenas existe se protege das feridas, mas também se priva dos encontros, das descobertas e das transformações que só a vida em movimento oferece.


No fim, viver — com todos os seus riscos — é muito menos perigoso do que atravessar o tempo intacto, porém vazio, assistindo à própria vida passar sem nunca ter realmente vivido tudo que se tem para viver.