Viva o Presente
A medida que a vida passa mais certeza temos que o homem contemporâneo caminha por estradas obscuras, pois a luz que ele utiliza não aponta para o seu futuro, mas apenas para o seu presente.
Embora que eu saiba que a nossa separação é momentânea, pois logo nos veremos novamente, a cada partida a tristeza se faz presente.
Você foi o derradeiro amor da minha vida. Se bem que, não amamos sempre da mesma forma, nenhum amor é igual.
É verdade que tive muitos amores após o seu: eu me casei, tive um filho, namorei da virgem santinha da igreja à namorada sapequinha de um “amigo” (tudo bem... pode me chamar de talarico). O que quero dizer é que, por mais que eu tenha amado outras mulheres e me apaixonado intensamente, todas elas tinham o mesmo defeito... pois nenhuma delas era você.
Ainda que o nosso relacionamento tenha tido momentos de tristeza e decepção no final, por tudo que vivemos e o quanto nos amamos durante os 4 anos, eu o encaro como um presente. O meu amor por você foi único, excepcional... talvez, esse seja o problema de se viver um grande amor na juventude... diante dele, os amores comuns não têm chances.
O amor se vive, às vezes se perde, mas nunca se esquece: Parabéns pelos seus 32 anos! Não importa como, onde ou com quem você esteja, mesmo não te conhecendo mais, eu sempre vou te amar! Espero que esteja bem e feliz! Deus te abençoe!
O que você tem... que ainda me atrai? Essa pergunta ressoa na minha mente, ecoando entre os momentos que compartilhamos e as lembranças que construímos. Não é apenas o brilho dos seus olhos ou o calor do seu sorriso, embora ambos tenham o poder de iluminar meus dias. É algo mais profundo, uma conexão que transcende o tempo e as circunstâncias.
Cada conversa que temos revela uma camada da sua alma, cheia de sabedoria e gentileza. Seu jeito de ouvir, com atenção sincera, faz com que eu me sinta compreendido e valorizado. É a sua capacidade de encontrar beleza nas pequenas coisas, de enxergar o extraordinário no comum, que me cativa a cada instante.
Seu riso, tão genuíno e contagiante, é uma melodia que acalma o meu coração. E, em seus braços, encontro um refúgio onde posso ser eu mesmo, sem máscaras ou reservas. Sua força silenciosa me inspira a ser melhor, a enfrentar os desafios com coragem e determinação.
Mas, talvez, o que mais me atrai é a sua essência, essa mistura de doçura e resiliência, de ternura e paixão. É a maneira como você enxerga o mundo, com olhos que brilham de esperança e um coração que pulsa com amor. Você me lembra que, apesar das adversidades, há sempre algo pelo qual vale a pena lutar, algo que nos mantém unidos e nos faz seguir em frente.
O que você tem... que ainda me atrai? É tudo isso e muito mais. É a promessa de um futuro juntos, o conforto de um presente compartilhado e as lembranças de um passado que nos moldou. É você, simplesmente você, que continua a ser a minha escolha, dia após dia.
Alfredo e Juca eram irmãos.
Alfredo não era de expressar seus afetos, os sentimentos pareciam estar guardados a sete chaves... (coração de manteiga, com capa de ferro).
Lembranças da infância, do lugarejo onde nasceram e cresceram, dos joelhos ralados com as corridas ladeira acima, tombos ladeira abaixo, no patinete de madeira e rodinhas de rolimã que fôra feito por seu pai.
A bola de couro e o caminhão de madeira presentes dos avós
Alfredo era apaixonado por futebol.
Juca gostava de carros e, os puxava fazendo som de motor com a boca...vrum..vrum...
Sua mãe os vestia iguaizinhos, parecerndo gêmeos. Estudavam na mesma escola, seguiam juntos todos os dias.
Juca era mais conversador... tinha mais amigos e fazia sucesso entre as meninas.
Em idade hábil não prestaram serviço militar.
Juca fez o curso técnico, conseguiu trabalho, e logo foi pai.
Alfredo fez faculdade, formou-se engenheiro e mais tarde casou.
Juca teve mais filhos que Alfredo.
Assim seguiram suas vidas, já não saiam mais juntos e os encontros...eram apenas nas festas familiares ou por motivo de doença.
Hoje, Juca se foi...as gavetas onde são guardados os álbuns de fotografias, passaram a ser puxadas com mais frequência...Alfredo se procura ao lado de Juca...saudades da infância, dos dias presentes,dos sentimentos, do amor sem ser dito, da boa lembrança!
Sei que vai parecer clichê, mas o futuro é incerto. Digo isso em meu caso particularmente, com 33, cheio de dores, físicas e mentais. Lá na frente, só consigo enxergar o que vivo no presente.
Eu cresci. Eu evoluí. A rejeição dela me salvou. A rejeição dela me fez evoluir. A rejeição dela foi como um presente pois sem ela eu jamais sairia de casa e não teria respirado novos ares, conhecido tantas pessoas incríveis e não teria tido novas experiências e quem sabe não teria nem me apaixonado...sem essa rejeição eu ainda seria Cora e não Perséfone. Porque a gente expande, cresce, evolui e passa a estudar novos temas, conhecer pessoas, tomar consciência de novas realidades e se torna alguém extraordinário neste processo.
Você chegou de mansinho, com seu sorriso bangelo roubou o meu coração... Cresceu um pouco e sem nenhum esforço me encantou e se tornou minha paixão. Você chega de mansinho, me beija, me abraça e tudo de ruim passa, alegra o meu coração.. Você é um pedaço do céu, um sonho, uma inspiração.. Um presente divino na forma de um menino.
Pensamos sempre que antes era bem melhor mas esquecemos de pensar que éramos bem mais crédulos e menos exigentes.
O mercado de arte universal tem o péssimo habito de super valorizar, divagar sobre a grande importância e valor das criações geniais do artista morto.
Aprendi com o amigo e mestre Manoel Santiago o quanto é importante retornar a boas idéias e percepções do passado, e reconstruí las com o novo ponto de vista, do agora. Na criatividade, o passado e o presente sempre dialogam, ou se completam ou se esvaem em síntese. A simplicidade só é alcançada com a maturidade da visão e do pensamento.
Nunca conheci um ser humano especial generoso por bondade e caridade, que não tivesse em sua alma profundas reconstrutivas passadas cicatrizes.
A permanência da existência por vida e por voz nesta dimensão é efêmera. Logo é imperativo que antigas palavras e questões existenciais, amorosas, familiares e amistosas estejam sempre bem resolvidas. Uma das maiores frustrações, é ter que posteriormente falar no vazio e viver na cruel incerteza da duvida do perdão.
A sustentabilidade cultural é importante para que o modo de fazer evolua e torne se registro para as próximas gerações. A inovação ocorre com base no passado, passado presente e futuro é uma coisa só, perante a cultura. O tempo, ele é insólito, as referencias sempre dialogam com os movimentos.
Qualquer instituição por mais secular que ela seja, sem a devida representatividade social e cultural contemporânea, se finda dentro dela mesma, pela saudade do que um dia foi e pelas indevidas soberbas, títulos e pequenas vaidades.
A dimensão terra sempre foi e será habitada por espíritos. Por ilusão tradicional, acredita se que eles tenham temporalidade a partir do pressuposto que na memoria histórica tenham sido categorizada como pessoas e tempo. A parte física e material são compostas por veículos espaciais diversos que dão personalidade ativa e passiva ao espirito. O nascimento, a plenitude e a morte são apenas diferentes momentos interdimensionais do percurso existencial da verdade, que se originou para o eterno e para liberdade.
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