Vida e Morte
Como descrever em palavras todas as confusões da minha cabeça e toda a agitação do meu coração?
Como ler meu próprio texto, escrito a uns seis anos e pouco e compreender que toda a loucura que eu achava que habitava em mim e machucava minha alma, não era nada comparado ao que estava por vir.
A vida é uma porrada diária.
Que porra é essa? Eu só tenho uns setenta e poucos anos pra descobrir o que eu gosto de fazer? Pra entender pra que eu vim parar nesse mundo? Pra me auto ensinar todos os dias a sentir alegria em cada coisa pequena do dia a dia, mas olhar pro lado e sempre achar que o outro é mais feliz que eu. E me comparar, me diminuir, medir a minha vida com a régua da vida do outro e achar que tá tudo errado, estou perdendo tempo!
E nisso se passou um dia, oi final de semana! Mas pisquei e já é segunda-feira de novo. Ops, acabou o mês? Mas já estamos no meio do ano! Feliz natal, próspero ano novo... E se foi 2, 3, 10 anos...
E quando foi o dia em que eu aproveitei genuinamente a minha própria companhia? Onde eu me admirei e cuidei da minha alma machucada? Onde eu apenas parei pra observar o dia e RESPIRAR de verdade? Quantas risadas verdadeiras eu dei? Eu fiquei realmente tranquila, apenas amando existir?
Esse texto não tem uma mensagem motivacional. Essa pelo menos não era a intenção.
Até quando vou normalizar uma rotina exaustiva e uma vida com paleta de cor tons pastéis? Até quando a interpretação de uma foto que aparece na minha tela por 15 segundos, ou menos, vai ditar a minha relação com a minha própria vida? Vida essa que é só uma, é literalmente a única carta que tenho na mesa.
É um absurdo que eu tenha somente uns oitenta anos de vida e seja tão difícil estar plenamente feliz sem deixar todas as coisas do mundo influenciarem na minha cabeça fraca e traumatizada.
Isso é a porra de um absurdo.
Estamos de passagem neste mundo, como viajantes em uma jornada de descoberta e aprendizado. Somos seres temporários, aqui apenas por um momento, e nosso papel é deixar uma marca positiva na história da humanidade.
Esta consciência de que estamos de passagem pode nos ajudar a encontrar um significado mais profundo para a nossa existência. Quando percebemos que o tempo é limitado, podemos focar em coisas que realmente importam, como cultivar relacionamentos saudáveis, buscar conhecimento e sabedoria, e contribuir para a construção de um mundo mais justo e sustentável.
Ao mesmo tempo, a consciência da nossa impermanência pode nos ajudar a viver de forma mais plena e autêntica nos incentiva a aproveitar cada momento como se fosse o último, a expressar nossa verdadeira essência, e a viver de acordo com nossos valores mais profundos.
Isso não significa que estamos sozinhos ou isolados. Pelo contrário, fazemos parte de uma grande comunidade de seres humanos, todos buscando um sentido para a vida e um propósito maior onde podemos encontrar apoio, inspiração e amor, e contribuir para a construção de um mundo mais solidário e inclusivo.
Enfim .... essa nossa estadia é uma lembrança constante de que somos parte de algo maior do que nós mesmos. Somos parte da natureza, do universo, de uma história milenar de evolução e transformação. E, como tal, temos a responsabilidade de deixar um legado positivo para as gerações futuras, e de contribuir para a construção de um mundo mais belo, justo e harmonioso.
Uma vez ouvi a frase "Sabe por quê os mortos recebem mais flores do que os vivos? Porque o remorso é maior que a gratidão". Não sei quem escreveu, mas com certeza é uma pessoa que já adquiriu outro entendimento da vida. Essa é uma verdade inegável. Gratidão e remorso...e então eu me pergunto: Por quê é tão difícil enxergar as coisas boas da vida e do outro que está ao nosso lado? Por quê as pessoas só veem o lado bom do outro após a sua morte. Outra coisa que eu li e concordo plenamente é: "As vezes a pessoa não ama você, ela ama o que você lhe proporciona" e talvez seja esse o grande problema das pessoas, enxergar o benefício ao invés do ser humano, e só ver o ser humano quando ele é um cadáver.
Então chegamos ao ponto: Se não queremos morrer nunca, se não queremos sofrer e fazemos tudo para adiar a morte com nossos planos de saúde, cuidados com a alimentação, com o corpo e com a mente, então temos que aproveitar ao máximo o tempo que temos.
Somos imediatistas e objetivos, não perdemos tempo com o que achamos que não agrega porque sabemos que a morte pode nos encontrar a qualquer momento, sem o menor aviso.
Uma vez um Mestre Budista disse algo como "As pessoas só percebem a vida quando estão na beira da morte, e pensão na morte quando estão vivas".
Isso traz algumas reflexões, como:
- Porquê somos tão aficionados pela morte que deixamos que essa preocupação seja mais importante que a vida?
- Somos mesmo tão fúteis a ponto de só nos interessarmos o que vai nos afetar?
- Nós realmente vivemos nossa vida ou apenas sobrevivemos a esse mundo caótico?
- O que nos motiva, realmente lá do fundo do nosso peito, a sorrir, abraçar, cantar e dançar com alegria nos nossos dias mais difíceis?
Bem, só podemos viver o hoje e o agora, pois isso é tudo o que temos, é ao que pertencemos e é pelo que vivemos. Não deixe que os fantasmas do passado te prendam em sua mente e nem se desespere pelo que pode vir, a final, você já chegou até aqui, dê apenas mais um passo, apenas mais um sorriso e apenas mais um abraço e veja só! Você acaba de viver mais um dia! Siga em frente com amor a vida entendimento da morte. O mundo é cíclico, o karma é real e o amor é divino.
Seu sonho só será vivido por você e mais ninguém. Não há ninguém que possa copiar o sonho original que está em seu coração. Viva-o e não o deixe morrer com você!
NÃO ME DEIXE MORRER
O segredo de escrever bem é escrever com o coração, meus poemas são reais, nada disto é uma história de ficção.
Por favor, Deus não me deixe morrer, meu coração se enfraquece todas as vezes que decido viver. A dor me pega de surpresa, o choro vem em meio a avareza.
Meu travesseiro conhece meus pensamentos, minha família é cheia de sentimentos, mas nada tenho a oferecer se não for pra tentar vencer.
Um dia o meu coração sentiu, um dia os meus olhos foram luz, um dia minha alma sorriu, um dia, um certo dia, eu me encantei pela cruz.
Jesus, você era a minha esperança, o motivo do meu viver, diante de tanta tristeza e avarença, mas eu decidi começar a temer.
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Minha alma chega a ponto de falecer, meus olhos estão perdendo o brilho da inocencia, tanta maldade chego a tentar esquecer, meu corpo não tem mais essencia.
CONDENAÇÃO
Tenho agora a certeza
Dos meus passos:
Estou condenado ao tédio
E de pés atados à solidão.
@poetamarcosfernandes
A sua vida é como um filme: há enredo, personagens, drama, romance, aventura, ação, suspense, comédia, terror. Um pouco de tudo. E, nesse filme, você é sempre o protagonista. Pena que, nesse filme, o protagonista sempre morre no fim.
"Ganha-se uma guerra com inteligência, estratégia e cooperação. E dependendo do conflito e seus autores, a guerra, logo, é dissolvida com rubricas e simples apertos de mãos, selando, assim, a paz para o bem da humanidade."
Eu me arrependo de muitas coisas que não fiz, não aprendi a nadar, não saltei de paraquedas, não desci uma montanha congelada sobre esquis, não beijei a sua boca, não alisei os seus cabelos, não te possui, não fui teus sonhos, não fui a sua vida, não fui a sua morte e nem vou viver na sua eternidade.
ÍNDIA
Como nós:
Índia,
incrivelmente apaixonante
Inexplicável
Na superfície, barulhenta, confusa e incoerente
Nas profundezas, quando atravessamos a superfície, às vezes sólida, encontramos o silêncio fluido, esclarecedor e coerente.
Alguns dias em silêncio, percebemos a vastidão de palavras desnecessárias e a imensidão de afetos clamando por uma voz que não verbaliza, mas que pulsa
Como a vida:
Índia,
indescritível, não vale ser só contada, é preciso ser vivida
Não dá pra deixar pra depois, ela te chama a todo momento para o agora
O medo de visitá-la retrata também o medo de visitarmos-nos
Com medo, não encaramos o mal, mas também abrimos mão do bem.
Como a morte:
Índia,
não importa o tempo que convivemos, sempre foi pouco tempo
Um susto, um salto, uma surpresa
Nunca se sabe quando e o que está por vir
Como o amor:
Índia,
inspiradora
Dá asas à nossa imaginação
O belo gruda nos nossos ossos
Só ficar olhando, já expande o coração
Tem o dom de nos fazer sorrir e nos fazer chorar numa fração de segundos
É única a cada olhar do mesmo
Como a saudade:
Índia,
vai doer ficar longe
Se houver reencontro, nos abraçamos na alegria
Mas se não houver, abraçamos as lembranças que vão dando lugar ao carinho e à referência
Gratidão infinita pelo aprendizado eterno já banhada de muita saudade
Perdemos tanto tempo ocupados e trabalhando que nem percebemos o que realmente é viver e ser presentes na vida das pessoas. Depois perdemos alguém e fica aquele sentimento de culpa por não termos sido tão presentes enquanto podíamos e no final aprendemos que dinheiro não é tudo!
Nessa breve caminhada,
não quero ser apegado
a um bem material,
o que pode ser trocado.
Porque, na eternidade,
só o amor de verdade
é o que pode ser levado.
Nessa vida a gente tem
que crescer e melhorar.
Mas, pra alcançar o céu,
tem que se sacrificar.
Quem vencer o que é mal,
no plano espiritual,
vai poder ressuscitar.
Do outro lado o arrependimento será eterno para aqueles que deixarem pra depois o que poder ser feito agora, o amanhã pode ser tarde.
