Vida e Morte
A vida é vivida na expectativa que algum dia seremos inesquecíveis na vida das pessoas amadas, a morte não é justificativa para esquecer.
A vida é bela e breve como os orvalhos.
Vivemos a vida como se ela fosse interminável. Mas entre a mesmice e a velhice é um pequeno intervalo de tempo. Olhe para sua história: não parece que você dormiu e acordou nessa idade? Para as pessoas superficiais, a rapidez da vida estimula a viver destrutivamente, sem pensar nas consequências dos seus comportamentos. Para os sábios, a brevidade da vida convida-os a valorizá-la como um diamante de inestimável valor.
Ser sábio não significa ser perfeito, não falhar, não chorar e não ter momentos de fragilidade. Ser sábio é aprender a usar cada dor como uma oportunidade para aprender lições, cada erro como uma ocasião para corrigir caminhos, cada fracasso como uma chance para recomeçar. Nas vitórias, os sábios são amantes da alegria; nas derrotas, são amigos da interiorização. Você é sábio? Viaja para dentro de si mesmo? A grande maioria de nós provavelmente conhece no máximo a antessala da própria personalidade.
Nossa composição química não é a mesma do pó da Terra, mesmo porque não nascemos para este planeta. É do pó das estrelas.
Deus é quântico!
Construa para si um bom campo eletromagnético praticando o bem e, quando deixar a matéria, voltará para sua estrela de origem.
Construa para si um mau campo eletromagnético praticando o mal e,
quando deixar a matéria pode ir, talvez, para um buraco negro, um sol de primeira dimensão, ou elementos que nem sabemos.
CéuS e InfernoS realmente existem.
Ecos da Existência
Na vastidão do ser, onde o tempo se faz poeta e a vida, sua musa, há uma melodia que ecoa, suave e constante. Ela dança nas sombras do passado, brilha nas promessas do amanhã e reside no calor de cada hoje. Esta é a sinfonia da existência, a canção que Vinícius poderia ter cantado, entre goles de poesia e suspiros de amor.
Na tessitura desse tecido chamado vida, cada fio é um instante, entrelaçado com a arte e a dor, o riso e o choro. Aprendemos a ter força na coluna não por rigidez, mas pela flexibilidade de saber dançar com o vento, de não quebrar quando a tempestade vem. Em cada curva, em cada esquina da existência, há uma história a ser contada, um aprendizado a ser abraçado.
O amor, ah, o amor! Esse sentimento que Vinícius cantou com tanta paixão, é o vinho que embriaga a alma, é o sol que nunca se põe no horizonte do coração. Amor que é rio, fluindo sem fim, amor que é mar, profundo e imenso. Em suas águas mergulhamos, buscando a pérola da verdadeira conexão. O amor é encontro, é a fusão de almas, é o toque que transforma o comum em extraordinário.
E a morte, essa inevitável companheira, que nos sussurra sobre a impermanência de tudo. Ela não é o fim, mas uma transição, um portal para um mistério maior. Nos ensina a valorizar cada respiração, cada risada, cada lágrima. A morte nos lembra que viver é um ato de coragem, um desafio constante para abraçar a plenitude do agora.
No espírito reside a essência, o imaterial que nos faz mais humanos. É a chama que arde, inextinguível, mesmo quando o corpo cansa. É a parte de nós que se conecta com o infinito, que toca o céu em momentos de pura alegria e profunda tristeza.
As lembranças são as páginas desse livro que escrevemos a cada dia. Algumas trazem sorrisos, outras lágrimas, mas todas são preciosas. Elas são o mapa do nosso caminho, as marcas deixadas na areia do tempo. Saudade é o preço que pagamos pelas boas memórias, é o doce-amar de ter vivido algo que vale a pena ser lembrado.
E a memória, essa artista caprichosa, pinta os quadros do passado com cores ora vivas, ora desbotadas. Ela é o museu da nossa história, o lugar onde revisitamos nossos amores, nossas aventuras, nossas perdas e conquistas.
Viver, portanto, é um ato de equilíbrio entre tudo o que foi, é e será. É ter força na coluna, sorriso no rosto e abraços apertados. É saber que, em cada fim, há um novo começo. É entender que, em cada adeus, há a promessa de um reencontro. Pois a vida, em sua infinita sabedoria, é um ciclo eterno de aprender, amar e, acima de tudo, viver.
Na jornada da vida, somos lembrados de que não se vive apenas uma vez, mas sim que cada novo dia traz consigo a oportunidade de viver plenamente. É uma constante renovação, um ciclo onde podemos abraçar cada momento com intensidade e gratidão. Contudo, é na finitude da existência que encontramos a singularidade de nossa partida, uma só vez para atravessarmos o limiar entre a vida e a morte, deixando para trás um legado de memórias e experiências que ecoam na eternidade.
O Profetas não enxergaram a Igreja de Cristo, mas Deus quando disse para Abraão, que todas as nações e povos da Terra seriam benditas nele, já estava vendo a grande multidão de vestes brancas diante do seu Trono celestial, quando a Terra e Céu já não existirem.
Sem emoções
O fundamental de duas figuras antagônicas, o soldado e o médico, equilíbrio emocional, soldado para tirar uma vida e o médico para salvar uma vida, sem o prejuízo do caos do momento.
Nós não pregamos a um deus que estava vivo e agora está morto, mas pregamos a um Deus que estava morto e agora está vivo!
Vamos supor se fôssemos apenas ratos de laboratório observados por um ser sádico que não se importa com a sua criação. Sair da existência resolveria o erro de termos existido? Não, não podemos mudar o passado. Sendo assim, vamos buscar viver da melhor maneira possível. A vida simplesmente é como é. A única Justiça é a criada por nós mesmos. Seja o Além-homem de sua vida e não espere a ajuda dos céus, pois se esperar muito, a única coisa que virá de cima será um míssil. Então viva e faça acontecer!
Quando você viaja só pensando em chegar rápido, acaba perdendo o que realmente importa: o caminho, as paisagens, os momentos. E o que deveria ser prazeroso se transforma em puro cansaço. Assim também é na vida. Aproveite o percurso.
O LEOPARDO QUANDO MORRE DEIXA A SUA PELE, O HOMEM QUANDO MORRE, DEIXA A SUA REPUTAÇÃO
"...No final, quando dermos o nosso último passo, ou o nosso último sopro sair por entre os nossos lábios, possamos olhar para trás e ver que o fio que deixamos não carrega o peso do chumbo, mas o brilho discreto da integridade, uma chama que dançará leve ao vento, mesmo após a nossa partida. Pois, no fundo, a morte nada apaga ela apenas revela tudo aquilo que em vida quisemos esconder."
"In Instantâneos da Alma"
T. M. GRACE
Por que você inventou morrer?
Partir assim de repente, sem avisar.
Por que você morreu?
Mania de ser do contra.
Só pra deixar saudade.
Pra deixar esse buraco no peito.
Pra deixar vazio o lugar na mesa.
Pra viver só nos sonhos
que insistem em deixá-lo vivo
todas as noites.
Inventou essa besteira de morrer.
quebrando o combinado
abandonando todos os seus projetos,
seus pensamentos, sua voz...
E nunca mais voltar...
"Nascer, viver e morrer é atravessar pontes, transitar entre o visível e o invisível, ora tocando sonhos, ora os perdendo pelo caminho. Mas depois de aqui chegarmos, nos tornaremos eternos de todas as formas imagináveis em átomos e memórias. Isso é ter em si o mundo inteiro e o mundo inteiro nos ter, e ainda assim a jornada do viver será sempre uma incógnita!"
(Do livro Caos de Mim-Daiana Calixto-2024).
Espero ter vivido com dignidade e espero morrer com dignidade.
Viva segundo você pensa, procure agir coerente com aquilo que se prega, para que um dia, seus dias não sejam pesados pelos pensamentos de não ter vivido.
Ensaios de Angústia Vol.1
Thiago S. Oliveira
