Vida e Morte
Um dia me perguntaram “qual o sentido da vida?”. Eu respondi: - duas coisas deixam de existir com a morte - a vida e a liberdade. A segunda é a sua resposta.
Entre tantos desencontros encontrei um olhar,em meio a palavras encontrei a melodia, descobri um sorriso selvagem , mãos ardentes, olhos inquietos a procurar, o sangue na veia a borbulhar, um impeto de emoções a transbordar com um ardor peculiar ... olhos delatando o desejo a brotar sim é hora de se entregar, e tudo passa a se realizar, efêmero, fugaz...ahhh como é bom desejar.
A vida passa tão rápido na janela deste olhar, amanhã posso não mais respirar, mas o hoje é o meu altar.
O amor verdadeiro nunca poderia ser substituído por coisas materiais.
Toda prata e ouro vieram da terra, pelas mãos de alguém.
Já o amor te acompanhará de mãos dadas até a hora de você descer a ela!
Aquele que não Viveu
O que é a vida pra você?Oque é ser feliz nesse lugar chamado vida ?
Sempre me faço essas perguntas para mim.E quase sempre nunca ás respondo.Por quê?Apenas pelo simples fato,de que já não possuo mais vida,sou apenas oque se chama de "corpo sem alma",possuo até ter um corpo sólido,mais que não tem possui sentimentos de felicidade,amor,alegria.Só um corpo vazio que tem apenas vontade de sumir do seu próprio mundo.
Vida um lugar a onde você cresce,nasce e morre.Entre eles sabe qual mas me atrai?O que mas um "boneco" escolheria a não ser que fosse : A morte .Por quê?Essa palavra me leva para um lugar escuro,vazio e tranquilo,a qual me parece bastante convidativo.
E mais preferível viver na solidão,do que viver nesse caos que chamamos de "vida",onde só encontramos dor,medo,desespero,traições,tragédias,etc...
Acha que pego muito pesado?Oh!me desculpe,se a minha verdade lhe assusta.
Cada um nasce com um destino traçado.Sabe o que penso do meu destino?Apenas acho que apenas nascir para cumprir um destino frio e solitário,onde não existe a palavra compaixão.Posso até estár errado,mas é isso que penso.
Um dia tenho certeza que parará e se lembrará,da pessoa que escrevia e infelizmente não vivia.
É preferível estar vivo ainda em partes e em outras pessoas, do que estar inanimado sem ao menos ter feito a diferença para uma família.
Morreu enquanto ainda dava tempo
Desenristou a mão e encostou-a ligeira ao peito
como quem apalpa, apertando forte, uma banda de carne embalada à vácuo
dessas que ficam em prateleiras em balcões frigoríficos nos supermercados
Dedilhou o ar e esfregou os dedos uns nos outros para sentir se tato havia
e se fim dava àquela dormência que o acometia a mão esquerda.
Arranhou a pele umas duas ou três vezes
para ver se o sangue ainda corria pleno em suas veias
fazendo fértil o terreno de seu coração.
Fértil como aparenta estar a terra quando bem irrigada,
em uma bem cuidada plantação.
No caluniar da escuridão da morte parou, e se arrependeu de tudo!
Parou, por que não tinha como não parar.
Se seguisse em frente talvez lhe faltasse pernas para chegar.
Aos cento e quarenta e sete anos pediu, quase implorando, que o deixassem ali.
Apoiou a língua já quase sem movimento no chão da boca
e gritou de dentro pra fora bem alto:
- Todo mundo parado! Ninguém faz nada! Ninguém se mexe!
Ele parecia estar negociando com a vida e com a morte ao mesmo tempo
Ninguém interviu.
E antes que todos dessem conta, ele morreu, enquanto ainda dava tempo.
Vivo num momento simples e comum, nem de chegada nem de saída.
Portanto, não estou em despedida: nem pra morte nem pra vida.
Nem me declarando a alguém.
Sei que os confundo com as linhas que escrevo.
Isso pode ser por sentimentos passados,
Por situações nunca resolvidas - mas esquecidas,
E até por sentimentos de outrem onde me ponho a navegar.
Porque amor quando é forte, até o dos outros, nos apetece,
Jamais acaba, simplesmente adormece,
Até que um dia, como fogo, começa a queimar.
Você vive?Vive realmente ou apenas pensa que vive? É por nunca querer perder tempo que muitos estão mortos há muitos anos e não sabem disso.
O sangue que correu em cada veia
De cada pessoa que amei, verteu
Menos um, ele prevaleceu
E sei que me esperaria o quanto fosse necessário
Só que não..., poderia corresponder-lhe
Um ser de negras asas veio até nós,
Eu morta e ele ao meu lado
E num ato de dedicação e auto satisfação
Desmanchou-se para que a vida corresse
Em minhas veias novamente
Nunca me esquecerei dele
Seus olhos, sua maldição, sua esperança
De todos que amava, me sobrou apenas um
Esse um já se faz suficiente
Apesar de tudo o detesto
Não sabia como proceder
Minha voz não saía
E em mim folego não havia
Para expressar um único som
Eu havia morrido em meio a pensamentos
Vegetando, meu corpo já não estava em lugar algum
Minha mente ocupava todo o espaço
Ainda não tinha sido desconjurada, então...
Conjurada estava e conjurada fiquei
Desejava saber seus objetivos
Oque ele esperava fazer ou conquistar
Deixando minha mente ali?
Ah, se eu pudesse voltar no tempo
Nunca mais o verei
Nunca mais verei ninguém...
Conjurada, morta em vida, vegetando....
A finitude e ato necessário a uma vida de valor, pois não ha sentido em uma vida eterna, onde não a fim, a qual logo não seria visto valorização a vida, se não ha termino não ha possibilidade de valoração, tudo que tem valor, tem fim, e muitas das coisas mais valorizadas, duram um curto espaço de tempo, tal qual a um beijo entre apaixonados.
