Vida e Morte
No ser da alma
O tempo é o infinito
Está no início do fim
E no fim do início
A alma não se cansa
Até abrir a janela de seu ser
E na eternidade se encontrar
Para o céu seu coração conhecer
Em sua vasta existência fará escolhas
Amar a lua e apaixonar-se por suas fases
Ou ter a (des)ilusão de ter as estrelas para si
Não há lógica e nem ordem cronológica
Para o ser que vive é um mistério que seduz
Enquanto o que morre o desespero lhe conduz
A alma é a essência do divino do eterno, nela está o começo e o fim, não alguém que voltou pra fala como é depois dessa vida mais, a nossa essência é eterna depois daqui, em meu mero conhecimento começa de verdade a vida.
É só mesmo com o tempo que a gente aprende que, às vezes, o que nos mata é o que nos faz voltar a viver.
Parecia que estava tudo bem e derrepente era tudo uma mentira. Como descobriram? Quando ele(a) tirou sua própria vida!
Noite fria
Em pé, vivo!
Vento forte a arrebatar um morto, talvez vivo, talvez sinto, frio... Muito frio... Meus dentes tremem, estou vivo... Minha mente sente, me sinto vivo... Existe uma diferença entre viver e ter consciência do viver, afinal de que adianta a dor que não me faça aprender?
Frio, muito frio... Mas ele não me abate, mas bate, será que é dor? Frio... Meu sangue ferve, uma multidão acabou de passar, passei junto... Passeei junto... Vivi separado, nunca entendi tais falsos afagos... A riqueza deve ser fria como essa noite, pois me sinto só, mas me sinto bem, que bom que é só uma noite e ela não é comprada com o que tem... Quem tem poder pra comprar a noite? Frio... Esse papel é frio e morto, mas essa noite é viva, vivo... Me sinto vivo em mais uma noite fria... Frio... Estou vivo.
A vida é uma doença terminal, enquanto alguns procuram remédios para adiar o inevitável, outros aceitam o destino, e procuram meios para aproveitar cada momento até o final.
Mesmo não existindo um bem e um mal como valor absoluto, Hobbes admite que exista um primeiro bem que precede muitos outros, esse bem é a conservação da vida, e o contrário desse primeiro bem é a morte.
(sobre a filosofia de Thomas Hobbes)
Ame uma pessoa pelo que ela é e não pelo que ela tem, pois o que ela tem a vida pode tirar, mas o que ela é nem a morte tira.
O sopro de vida que há em nós pode simplesmente partir, mas os frutos que aqui deixarmos darão, eternamente, testemunhos sobre nós, bons ou ruins.
Há tempo para morrer,
Assim como,
Há medo para viver,
Ambos são as únicas coisas que podem deter o ser humano.
Toca a Sexta Sinfonia
Estão hackeando sua mente sem que você perceba,
Sabem como vai agir antes mesmo que aconteça,
Multiplicando a divisão dentro da sua cabeça,
Evoluindo a extinção do que se sente, antes que conceba,
Viciados em prazer sempre a ponto de explodir,
A pressão do vácuo é grande, mas o importante é se divertir...
Você acha que estou brincando? Que nada disso é verdade?
Te pergunto então, onde está o cheiro da rosa nessa maldita cidade?
O homem se fez um deus com seu toque de midas,
Tudo o que coloca o dedo morre: ouro a partir de vidas!
Olhe ao seu redor! Olhe quantas árvores de concreto!
Conhecemos uma árvore pelos seus frutos e o fruto dessa é o deserto...
Não sente esse calor? Não é calor humano...
Não sente esse odor? É a aridez que está chegando...
Não sente esse sabor? É a vida se esvaziando...
Não ouve essa canção? É a morte se apresentando...
Esperei você durante quatro dias
Deu pra perceber, que sem você eu morreria
Minha vida sem você não tá fácil não
Todo dia no trabalho aguentar o meu patrão
ALMA PERDIDA 🍂
Alma perdida dos versos que ficam
Onde as tábuas do seu caixão
Já estão de molho no rio
Que cavam fundo no corpo
Apodrecendo as palavras
De alguns lamentos
Numa cruz de pedra ou granito
Rezam ao senhor dos mortos
Pois os vivos choram lágrimas de sal
Num caminho da imortalidade
Onde o véu da morte cobre sepultura
Cemitério antigo de anjos em memórias.
Escrevo no mais profundo esquecimento
Que sepultei as minhas lembranças
Num poço de lamentos nesta noite de insónia
Escrevo com as veias da noite 🍁
Deste ópio agarrado a mim como um cadáver
