Vestido de Noiva de Nelson Rodrigues
Felizes são aqueles que lutam por aquilo que acreditam, e não vêem nos obstáculos um motivo para o desânimo. E sim, uma razão para se superar, e mostrar a si mesmo o valor de sua luta.
Amor como tudo se acaba, paciência também, amizades, carinhos, tudo, como nós, nós nos vamos, quem dera os nossos humildes sentimentos. Sentimento pra ser de verdade não precisa ser eterno, precisa ser de coração.
Eu tenho um dom, um dom tão grande de afastar as pessoas de mim, de deixarem elas irem, de deixarem ocupar o meu lugar. Tenho um dom tão grande pra ser fria, calculista e minimalista, de achar que sempre tem algo muito a frente de mim. Um dom tão grande de acabar descontando nos outros minha falta de capacidade, talvez todos nós tenhamos isso uma vez ou outra. Tenho um dom de ter tantas coisas engasgadas e muitas vezes engolir, por medo, angustia, infantilidade, ou orgulho mesmo, e elas dessem a seco, grosso, engasgando. As vezes escorrem em lagrimas, raramente na frente de alguém, meu orgulho, fala mais alto que minha voz. Talvez eu erre em deixar coisas passarem, pessoas passarem, e não ousar abrir a boca, e calar em relento. Sofro dentro de um mundo só meu, sofro por tentar ser sempre melhor, torturo-me por ter errado, e inconsequentemente dito pra mim, que é inaceitável que aconteça novamente, é dificil cobrar coisas dos outros obrigatoriamente, quanto mais de si mesmo. Cobro de mim a todo instante, até em um passo em falso com um salto abalador, quando saiu desse meu mundo, expando sorriso, talvez por ter saido dele, ou pra tentar ser melhor, aqui fora, ou mesmo por que na realidade sou feliz, mesmo assim torturando-me. Tenho o péssimo dom de errar em coisas minimas e colocar-me de castigo. Tenho esse dom de errar, ou mesmo de aceitar muitos erros e engolir a seco, e quando as solto, solto alto, forte, doloroso a eles, mas tão aliviante a mim .
Aprendi com o tempo que ninguém tem nada a ver com os meus problemas, que não adiantaria descontá-los nos outros. Aprendi que desculpe-me os mais queridos, mas desconfio de todos, até de mim mesma, às vezes. A vida me deu rasteiras, não fiquei no chão por muito tempo, mas durei a curar a dor da queda, os arranhões foram graves, demoraram pra cicatrizar. Aprendi a ver que ninguém é totalmente doado ao outro, que ninguém é totalmente verdadeiro e ninguém é totalmente aberto e sem segredos. É, posso ser um tanto dura, um tanto fria, mas é uma defesa própria, uma defesa para os que acham que podem me atingir .
Aquele homem era metido a intelectual.
sobrecarregado de tintas amarelas, por falta de tempo ou algo qualquer, vivia aquela vidinha medíocre de fim de tarde nublado e jornais rasgados. Ele tomava vinho as sete horas da manhã e olhava pela sua janela o tempo passar. Tentava fazer algo a respeito mais decidiu que iria só ficar ali vendo o tempo correr. Lendo páginas insignificantes de Einstein, e tento um complexo de inteligencia francesa. Suas músicas eram todas melancólicas ao ponto de não terem um sequer refrão. Corre o tempo lá fora e não se tem mais rimas, as rimas acabaram junto com o chá na cabeceira de sua cama, e seus pares de meias amarelas se desprenderam faz tempo do varal…Até que chegue uma visita e lhe chame para tomar um café lá na esquina e versar sobre a vida continuara ali, parado sem iniciativa de começar novamente. Enquanto seus discos antigos tocam, ele olha um retrato velho na parede e se lembra -era essa moça que me abraçava- E as pessoas vão embora do mundo, mas sempre ficam cravadas em nossa alma.
Eu quero a nossa foto em preto e branco, quero meu cabelo desarrumado, e o seu despenteado, quero uma tarde em um lugar tranquilo. Noites em claro, e filmes antigos.
"Acho q queria q alguém me salvasse. Mas sei q ninguém pode (...) Talvez seja devaneio. Acho q é devaneio. Então fecho os olhos, e esqueço."
"Funciona assim: Quando a gente espera demais de algo ou alguém, aumenta as chances de se decepcionar. Tem q deixar as coisas serem! E só."
"Se ultimamente vc tem chorado se olhando no espelho e se preocupado com o seu melhor ângulo, você não está sofrendo tanto quanto imagina."
"Acho q fui eu q, muitas e muitas vezes, inventei o amor... Pq a gente sempre vai enxergar o q quiser enxergar se estiver com vontade né?"
"Acho q no fundo a gente gosta das pessoas, mas acho q gosta também da narrativa da gente q aparece quando a gente vivencia as relações."
