Versos Sorriso
Palavras ao vento,
banho de chuva
e sorrisos ao léu
abraço apertado,
amor verdadeiro,
com gostinho de céu
Não fique triste, vamos!
levante a cabeça e sorria,
poderá fazer muitos planos
sempre haverá um outro dia
Seja apenas uma gaivota,
voando acima dos mares,
asas sincopando nova rota,
distante de todos os males
Entende as nossas dores e sorrisos,
alegra-se com vitórias, não julga fracassos,
um amigo verdadeiro nos diz tudo,
numa simples troca de abraços !
Há tempos contemplo seu tempo
de enigmático silêncio,
sorriso calado, cansado,
mal afinada canção,
acolho-a em meu pensamento,
as vezes ouço sua prece, sua dor,
quando esta voz chegando mansa
se instala em mim fazendo ecos,
murmurando sempre,
porém sem revelar,
se é meu de verdade
esse canto, que me encanta,
em suaves acordes de amor
Quanto vale um sorriso
a quem caminha sózinho,
um abraço e um aperto de mão,
quanto vale um simples segundo
em momentos de cada um?
Seja na alegria ou tristeza contida,
cada uma dessas pequeninas coisas
não tem preço, juntas, formam umtesouro,
a rica dádiva de poder
ter vida !
Gosto de prosa, gosto de falar, de caminhar e sorrir - não quer me ouvir ?
Gosto de poesia ou ela gosta de mim, sempre juntas estamos...assim...
Gosto do sol, da alvorada e do arrebol...
Gosto da rosa, do jardim, da natureza sem fim,
sou assim, assim...leve e solta como notas de brisa pela amplidão,
só que ainda não consegui tocar nenhuma melodia em seu coração...
Conjugue seus verbos na primeira pessoa do singular e siga suas ações. Ame, sorria, trabalhe, divirta-se etc...
A vida é isso : sempre em movimento é que a podemos sentir.
O sorriso frio e congelado
aos poucos deixava ver
que o amor havia acabado
e nem fora para valer
Tudo agora seria passado
sem motivos de alegria
um adeus já era dado
sem ternura e sem poesia
Porque não parou o tempo,
voltando um pouco para trás ?
antes tudo era tão melhor,
os sorrisos eram sempre mais !
Na manhã branca e fria
fico sonhando o impossível
parece que ouço bem perto
a música do teu sorriso
Então grito o teu nome
no ar onde flores exalam
responde-me apenas o eco
em lembranças que não calam
Vem as águas, transbordam os rios
e o povo festeja, sorri e até chora,
muda a estação, vem o estio
e pela chuva todo mundo implora,
Vem o amor, transborda o coração
e os lábios beijam sem demora,
vai-se o amor, que desilusão!
vem as lágrimas, coração só chora...
RENÚNCIA - é o Amor que se depura.
SIMPATIA - é o Amor que sorri.
ALTRUÍSMO - é o Amor que se engrandece.
§
Em seus olhos
a imagem do céu
sorrindo
transbordando paz
Confiei no tempo
nas palavras houve pausas
formas, reconciliação
Luz interior
em certas manhãs
o silêncio em sombras
nos faz brilhar.
§
"A árvore produziu perfume e sorriu, fez-se beleza
ao me avistar".
.
Livro:
A eternidade das árvores 🌳
NOSSOS MEDOS:
Meu maior medo é sentir medo
Medo de sorrir, medo de cantar, de falar...
Sorrindo exercitamos os músculos faciais
Na expressão do cantar, o interprete lava a alma
Num instante de euforia, sem medo de errar,
Na escrita ou, no olhar
Não se tem medo de sorrir, de falar
No exercício da voz se expressa o pensar
Só assim, o rebento sem medos, expõe ao mundo
Seu sorrir, seu cantar, no singelo gesto de chorar
Sozinho em meu eu, me ponho a pensar
Assustado, com medo dos medos que a vida
Faz-nos empunhar
E retorno ao meu intimo, vencendo o medo
Que em tese, é apenas um estado de espirito
Que teu eu possa estar.
Série Minicontos:
Ao singelo texto fulaninho desdenhou. Apenas uma frase, sorriu. O conto minimizou...
ONTEM
Eu não tinha o palor no sorriso.
Esse rosto tísico e olhar opaco.
Às oiças tímidas.
Nem o amargor dos lábios.
Eu canto primavera no verão
Povoando o chão que me vê
Chorar, sorrir e amar.
Entre o balançar de alto abaixo
Desse vento que chega, sem
Passado, nem futuro.
Relembrando-me as saudades de ti.
Seus sussurros são silêncios que abrigo.
Abrace o desconhecido,
Cante uma velha canção e,
Relembre uma paixão.
Nesse instante, irá sorrir
De saudades, de tudo
Aquilo que foi e que não
Voltará jamais a inocência
Vivida, então reviva.
SEGREGADOS
Sorriam, enquanto,
Seus negros
Entristecidos
Dançavam.
Á volta, cirandas
Pálidas, batuques
Nos pés, e na alma?
Uma indignidade,
Golpeava as suas
Lembranças.
No porão – karmas
Vociferavam,
Por aqueles que
Já não tinham voz.
Na cozinha, sinhá,
Não aceitava os cânticos,
Relembrava-a, as suas
Insônias, de negras
Reluzentes, nos braços
De brancos envelhecidos,
Brincando de amores.
Não podiam parar,
O porão, a senzala, era
O destino de quem resistia,
Enquanto forçosamente
Sorriam, rios de sangue
Corriam em seus corações.
