Versos para 18 anos
"Sempre fui um sonhador, já quis tanta coisa na vida que com o passar dos anos fui descobrindo que a busca de bens e vaidade só me afastaram do que tanto busco e realmente preciso! PAZ!"
"O que aprendi durante meus anos de vivência e convivência com o ser humano foi que, não adianta o quanto você é bom pra alguém, você sempre será pouco, não adianta o quanto você seja prestativo não podemos jamais esperar a recíproca, não adianta conviver 50 anos com uma pessoa, você jamais saberá o que se passa verdadeiramente em sua cabeça, o ser "humano" é sobrevivente e sempre optará por ser um indivíduo individual mesmo podendo ajudar seu próximo, vejo ONGs e outras instituições voltadas a ajudar os demais e todas tem um jogo de interesse por trás, então não adianta a maioria não fara nada sem esperar algo em troca, se você é a pessoa que não sabe dizer NAO aprenda por que o seu próximo sabe e usa muito bem"
Nos últimos anos venho descobrindo que não é propriamente o avanço da idade que faz com que as pessoas desenvolvam tanto medo da velhice, mas sim a indiferença social que passam a receber por parte dos demais, independente de revelar algum tipo de limitação física ou mental para realizar qualquer coisa com a mesma desenvoltura de antes. O que leva tantas ao ridículo de querer aparentar juventude eterna é o sentimento de se verem tratadas como débeis mentais por conta do passar dos anos
Sempre que o passar dos anos me faz temer as limitações da idade, seleciono o problema mais difícil da minha lista de coisas a fazer e não descanso enquanto não lhe dou solução sem recorrer a outras pessoas. Isso me devolve o sentimento de poder sobre as coisas e o sentido de domínio sobre minha vida, pela certeza de que a incapacidade não se apresenta como verdade absoluta quando as soluções vêm através da inteligência, e não pela força física.
O que pode nos acontecer de pior não é morrer antes de chegar aos 100 anos. O pior mesmo é atravessar um século inteiro e não aprender nada com isso.
À medida que avançamos nos anos poucas oportunidades temos de fazer novos amigos. Dessa forma os antigos passam a ocupar um espaço enorme em novas vidas e o amor que lhes devotamos cresce junto. E é justamente quando a existência se revela mais cruel, pois ao tirá-los de nosso convívio não tira somente um amigo, mas nos arranca parte do que somos, de nossa história, das alegrias construídas com cada um deles. Ao deixar nosso mundo cada dia menor, coloca nos ombros dos que ficam uma carga quase insuportável do amor que trazemos, já que tão poucos para dividi-lo.
Se existe algo que aprendi nesses anos todos trabalhando para o publico, é que seria impossível agradar a todos sem antes valorizar a si próprio.
A natureza conectada com o tempo e o universo, todos os anos mostra o seu poder e a sua força diante da humanidade. O ser humano é que não aprendeu a conviver com a natureza.
"Aos 14 anos, conquistar um rating de 1800 no xadrez presencial mostra que o autismo não define seus limites, mas revela uma mente única e estratégica. Cada partida é uma oportunidade para transformar desafios em vitórias. Continue avançando com determinação e celebre cada conquista, tanto no tabuleiro quanto na vida."
"A verdade é que a gente leva uns dois anos para admitir, depois leva um ano pra entender o que é a realidade e passa a convencer de vez que a fantasia dela gastou."
Saudade da felicidade simples que os anos não trazem mais, outrora estava a brincar de pega-pega, carrinho de rolimã, barra-bandeira...... Às vezes a infância tem disso, possuímos tudo que precisamos de forma simples, para sermos felizes, mas ainda não temos maturidade suficiente para percebermos e aproveitarmos tudo. Assim os anos se passam, e ficam apenas as lembranças dos nossos momentos felizes que os anos não trazem mais.
Há pessoas que com um único gesto conseguem fazer toda a beleza de anos se desmanchar ao primeiro contato com elas; e tudo o que se construiu durante uma vida inteira em minutos ser transformado em cinzas; como pessoas que antes conviviam em harmonia se virem cercadas de inimigos; e até o bem mais precioso que se possua sendo tratado como comida de porcos. Não são pessoas que se costuma falar como tendo um “dedo podre”, mas que carregam a podridão na própria alma e se ocupam em espalhá-la por onde quer que passem.
“A reputação de mil anos pode ser anulada pelo comportamento de um único momento”, diz um provérbio japonês. Mas quando o histórico de toda uma vida depõe contra o indivíduo acontece justamente o contrário: o momento em que tenta anulá-lo não muda coisa alguma, e o tempo de vida que ainda tem pela frente poderá não ser suficiente para apagar a reputação que construiu.
Após 30 anos de carreira, chega um momento na vida em que não se quer mais ficar provando nada pra ninguém. Recentemente descartei duas respeitadas instituições nacionais da minha carteira de clientes pela quantidade de documentação que teria de apresentar para lhes prestar serviços. Numa delas (para quem eu já vinha trabalhando há “apenas” 22 anos!) a cada novo trabalho me cobravam uma lista interminável de comprovações e pré-requisitos que, além de me deixar a sensação de eterno calouro, bastaria uma consulta no cadastro deles para encontrar tudo lá. Decidi então que aqueles que precisarem de mais do que algumas ligações para os clientes, listados às dúzias, no meu site profissional, com certeza não precisam tanto assim de mim... E nem eu deles!
A retração social do passar dos anos pode tanto ser sentida como um retorno aterrador e compulsório ao casulo da impessoalidade quanto como reavaliação de escolhas pela visão ampliada de nossa realidade nuclear para exercício de um direito inalienável. Mais do que uma contingência, entendê-la é um privilégio pela tomada de consciência do quanto o superficialismo de antes se volatiliza para abrir espaço à plenitude da essência que ele mascarava. O núcleo, desta forma, se vê liberto da falsa idéia de perda, alcança maturidade bastante para entender o sentido da renovação e de seu real significado, o que o transforma num momento mágico.
Para entender a felicidade basta aprender a olhar o transcorrer dos anos da mesma forma que o alimento: não é a quantidade que importa, mas sim do quão saboroso podemos senti-lo.
Acho perfeitamente compreensível termos fumantes com mais de 50 anos, posto que este público foi vítima real de uma campanha maciça da indústria tabagista para convencê-los a se viciarem numa época em que se acreditava que a erva era dotada de propriedades medicinais para curar doenças como bronquite crônica, asma, doenças do fígado, dos intestinos e até reumatismo. O que não consigo entender é como os jovens de agora - em sua maioria conscientes e politizados para diferenciar manobras marketeiras, e com amplo acesso a todo tipo de informação - entram numa de se viciarem, contrariando todo o meu conceito de inteligência. Esses podem ser tudo, menos vítimas.
Para de escolher por perfeição com o passar dos anos a perfeição será um simples flagelo quase não visto, talvez será lembrança de poucos e depois esquecido.
