Versos e poesias
Um dia, eu sonhei
Que tudo estava bem.
Mas quando acordei;
Realmente estava bem.
— Porque esperava o mal?
— Podes sonhar também!
Agradece a Deus e durma feliz!
Assim acordará também.
Porque nem sempre o mal
Estar ao nosso redor;
Paz e alegria também,
Rodeia entre nós.
Deve ser incrível ter alguém para conversar.
Falar sobre qualquer coisa sem ter aquele pensamento, em que você está o incomodando.
Tenho um desejo insano.
É meio conturbador;
Em, querer sem poder.
Afeta minha alma.
Me faz enlouquecer.
Porque tem que ser assim?
Distâncias e medos
Não fazem sentido.
É um embaralho entanto.
Conturbado? Sim! Fico.
(…) Peço-te perdão pela
minha incompreensão.
Sei que havia dito para parar.
Meio que não a compreendi.
Compor nunca foi o meu ponto forte!
Aliás,
Eu nunca gostei disso,
Mas quando eu encontrei você,
Me encontrei entre os versos e poesias.
É véspera de Ano Novo
e as famílias dos presos
de consciência seguem
num calvário brutal,
Estes versos latino-americanos
contam histórias que ninguém
sabe como será o final.
Só sei que para o General
o quê ainda existe é feito
de atraso processual,
e para todos a tragédia
segue esta rotina infernal.
O Tenente Coronel
está em greve de fome
porque tudo continua igual;
ainda estão presos
injustamente a tropa e o General.
A saudade não passou,
O presente ainda machuca,
O futuro é um convite,
O poeta tem razão.
É de exuberância monumental,
- a minha vista é do quintal,
À espera da tua presença espiritual.
Lá em Isla Negra perdura
A saudade que você deixou,
O amor que ainda persiste
No rimário de encanto e sedução.
É uma espera sem igual,
- dizem que isso não é normal
Essa espera valerá a paz sem igual.
A saudade não vai passar
O presente irá te trazer,
O futuro irá nos pertencer
- E o poeta há de nos escrever! -
O mistério
do baile
das dunas
de Plutão
que estão
em formação,
Talvez seja
o prelúdio
do Universo
em câmbio,
Um dia igual
ao de hoje,
surgiu-me
uma intuição:
Não posso
dizer como,
Vivo a sentir
que Caronte
para você
assim viverei.
É questão só
de ficar com
tranquilidade
em casa,
E com a tua
cabeça fria
porque na vida
tudo passa,...
Na órbita
de tantas luas
ao nosso redor,
Virá o tempo
de viver
o nosso amor;
Styx, Nix, Cérbero
e Hydra girando
no Universo
de muitas fases,
Inspirando artistas
e por todo o lado
na avenida
da criação com
os seus carros
de cores
de planetas binários.
O amor quando
é amor do Mal
já nasce blindado,
És todo meu
e eu toda tua,
seremos fato consumado.
Nem que seja a última
canção que eu escreva,
Por você sou capaz
de escrever até no teto
do meu quarto mesmo
sem poder sair
para ver as estrelas:
Os meus beijos
envio no formato
de mil e diários poemas,
No oceano Rapa Nui
de minhas letras,
cada verso são minhas
escamas de sereia;
Por premonição vejo
você estacionando
o carro com o mesmo
tamanho de Makemake,
Somos proximidade
e inseparáveis,
sutil atmosfera que
fisicamente não existe,
porque antes de tudo
isso acontecer
pelo Universo
estamos destinados
a dar certo neste
caminho pela Lua
iluminado e cheio
lugares estrelados,
não nascemos
para viver separados.
Órbita osculante
que teima
em buscar
pelos teus lábios,
Na testa a Lua
que cheia
desponta no céu
que se reabre
em alfarrábios
de estrelas,
asteróides e cometas,
Como discreta
presença Ceres,
Chama poética
entre mil mulheres,
Canção de amor
que os teus lábios
jamais hão de perder;
Surgida para contigo
não para apenas estar,
e sim para permanecer,
Como deidade
tu há de ser meu,
e o meu coração
tu há de adorar
como fosse o próprio teu.
Olhando para o relógio,
para a minha janela
e para o calendário
em busca de um sentido
para viver eu fiz
uma viagem no tempo,
onde as sementes
das árvores de 1971
foram espalhadas,
e eu que sempre cantava
"Imagine" para você,...
Sem querer me peguei
dançando com os olhos
fechados pela sala,
como se estivéssemos
naquela festa colados
ignorando o mundo
vivendo o nosso
particular espetáculo;
Nesta noite profunda
de luar prateado,
remexendo a memória
do passado do país
onde nós dois éramos
os únicos habitantes,
e nunca imaginávamos
que nos tornaríamos
dois despojados errantes,...
Por você ainda sobrevivo,
danço e canto por mais
que esta noite profunda
tente o meu sorriso
apagar e a minha fé
na vida comprometer,
você pode vir a não
ficar comigo como
de fato aqui não está,
sei que este poema
ninguém há de apagar.
Talvez seja um
glorioso prelúdio
Marte e Saturno
na noite de hoje
em alinhamento
com Júpiter,
Que possamos
a ser libertados
das prisões
e isolamentos,...
Na terceira visão
tenho a Lua
e nas palmas
das minhas
mãos a inscrição;
Para uns tudo
tem sido
um pesadelo,
para outros
inquietamento
e para mim
um interstício
com tempero
e sabor
de revolução,...
Na vida ninguém
vive sem amor,
circo e pão,
E tampouco
sem paixão;....
A minha carne
e a minh'alma
nômade jamais
se curvam
sob deboche
ou castigo,
Dançarei sobre
brasas e sobre
cacos de vidro,
sempre que preciso.
Pastoreando as estrelas
só com o olhar
em tua companhia
e de mãos dadas com você:
Nós dois sendo um
pelo Mar Imbrium
após ter chegado
e rompido as nanoteslas.
Por nós dedico os poemas
das fases e das marés
regidas pela querida Lua,
És meu astro-rei e eu sou tua:
Sentindo a oportunidade
de juntos sermos felizes
com a tranquilidade
diante do Mar Serenatis,
Navegadores pelo regolito
vendo de longe o quão
o mundo ainda é bonito
mesmo triste e esquisito.
Todo o dia transpiro poemas
e tudo aquilo que me
faz tua para que de
mim não te esqueças:
No Mar Crisium quase
perdemos o rumo
procurando entender tudo
o quê se passa no mundo,
Vibrou no Mar Smythii
o solo sob os nossos pés,
e entendemos ali
os ciclos de outras marés.
No Mar Orientale ainda
não encerrou o giro,
a Lua tem mais de um ciclo,
e mesmo quando estavas
longe nunca deixei de caminhar:
para do amor não me distrair
e quando for necessário
do início sempre recomeçar.
Não sei se ando
de cabeça
anda cheia,
ou o céu
estava nublado,
Só sei que ontem
perdi a cena
de Vênus
coroada de plêiades
fazendo
inveja para a Lua;
Não sei se ando
meio fora do ar,
ou o coração
é que anda
um pouco pesado,
Só sei que de ti
não quero deixar
de me sintonizar,
ou me distrair
sequer nem
por um segundo;
Nem mesmo por
um barulho do céu
ou ardil do destino
no meio deste
mundo em fogaréu,
ninguém desviará
o nosso caminho.
Tem caído a noite
na América Latina,
o meu coração
o cosmos ilumina.
Buscando derrubar
totens mesmo
parada no mesmo
lugar para não
naufragar sigo
com as duas
mãos estendidas.
Tudo por aqui
parece que tem
tornado o tempo
pesado e lento.
Pressentindo que
posso ser a tua
Lua em sentido
explícito até quando
posso me distrair
com as estrelas,
e assim me tranquilizo.
Tem caído a noite
e nunca a vontade
de nos teus braços
o meu querer de verdade.
Como uma vereda
que vai seguindo
o seu próprio curso,
vou escrevendo
em prosa e poesia
até a próxima
estação do destino
que será o encontro,
a convergência
e a alegre festa
de ir até a janela,
e ver o Universo
inteiro aceso
quando cair a noite,...
Mesmo sem ter
sequer uma sacada,
para apreciar
as tempestades
e as noites
sem teus abraços;
Tenho a gentileza
da minha janela
e a doçura do quintal
que me ajudam
a superar a dureza
da vida e das nuvens
que encobrem
dias ensolarados,
céus estrelados
e as noites de Superlua
que delas não escapam,...
Cheia de utopia
em preparação
para vencer a si própria,
derrubar egos e totens
e libertar povos deste século
dos campos de concentração:
abri para você o meu coração.
