Versos de Tempo
ATOS 1
Passado o tempo hostil das hostes mortas
deixadas para trás do que se esquece,
assim como subiu, agora desce
rompendo, em Seu descer, celestes portas.
O verso escrito certo em linhas tortas
foi posto no papel, foi posto em prece,
sem pressa, e a seu tempo, e apetece
a ti que podes ver, e o vento exortas.
Exortas hostes mortas vento vão,
passado hostil do tempo alheio ao todo
bem-vindo nestes versos de oração.
Por mais que se haja feito verso a rodo,
um verso torto escreve perfeição
se tem em Jesus Cristo o seu denodo.
Não tenha medo de amar dois homens ao mesmo tempo, tenha medo de errar três vezes ao mesmo tempo ao escolher o homem certo para vc amar.
Nunca se sinta enganado ao dizer numa mulher q tu eis a mulher dos meus sonhos, mas se sinta enganado ao pensar deixar ele.
Lá vem o trem Maria fumaça passando...
Assim vai passando o tempo...
Como a Maria Fumaça vai ...
No início da viagem é formosa e alegre...
E vai passando o trem...
Os dias vem...
Os sonhos passam...
A vida vai passando...
E tudo vai indo...
A viagem é boa para alguns...
Para outros apenas passa...
Mas passa para todos...
Já vai o trem Maria fumaça...
Onde tudo passa...
Soltando sua fumaça...
Vivendo as horas...
Os minutos e segundos que passa...
Até o final da viagem...
Que também passa...
Autoria: Alcione Alípio
Será o tempo realmente uma variável, flexível e não constante?
E os valores onde ficam?
Perdem-se quando passados adiante?
Por quê? Se quem conta um conto acrescenta um ponto,
Que pontos não são acrescentados a moral e aos valores?
Serão os pontos invisíveis, ou cegos estamos, ou míopes?
Miopia moral? Será este o diagnóstico?
E se for, a quem procurar?
O oftalmo, o psicólogo, o psicanalista, o matemático?
Os gregos é que não, pois neste momento desejo um pouco de moral,
mas, não sei se as escolas de Platão, Aristóteles e Sócrates,
ainda poderão entender as equações de Keynes,
Economia, ah não... miopia já me basta..
Na miopia ver pouca moral já é demais!
Se o sangue pára, coagula
Se o tempo pára, desinteresse.
Se a pessoa pára, atrapalha.
Se a dor pára, morte.
Livre pra se desperdiçar,
o ser humano não raciona.
Derrama essência desmedida.
E se escraviza no despropósito.
Qual a sua carta de alforria nêgo?
Pága com seu suor, suas lágrimas?
O que compra, não te liberta, te estorva.
Sua necessidade é desnecessária.
Muda o canal da tua vida.
Pare de sintonizar em princesas ou Isabel's.
A tua liberdade é sorrir ao se molhar.
Se molhar de tanto rir.
Liberte-se de si,
Do meu poema, do seu edema.
Da vida que te mata, da morte em vida.
Se liberte.
AFORISMOS
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (09/05/2014).
Preito à: Literatura Brasileira | Massaud Moisés – Fernando Pessoa: O espelho e a esfinge | Poesia Brasileira | Sarau Poético de Manguinhos.
Noite do encontro
Oculto sob copas
Ofegantes respirações
Despudor sombrio
Enzimas do amor
Com suco da flor
Mais do mais
Itinerante
Ao vazio
Do então
Não vazio
Divã viçoso
De conexões
De amor
Novos aforismos
De um novo Vātsyāyana
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/aforismos.html
ACRÓSTICO: NOITE
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | Botafogo – RJ, BR (09/05/2014).
Preito à: Literatura Brasileira | Poesia Brasileira.
Noutras horas
O melhor aconteceu
Imagino mais
Tudo de novo
E de novo
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/acrostico-noite_9.html
ACRÓSTICO: EDSON CERQUEIRA FELIX
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (09/05/2014).
Preito à: Literatura Brasileira | Poesia Brasileira.
Eu toquei nas suas mãos
De onde recebi abraços
Superei as crendices
Ostentei o amor
Não ostentei
Cercado de certeza
Encaminhado ao amor
Robusteci minhas mãos
Questões abstratas
Uísques e charadas
Encontrei a razão
Itinerante ou não
Rosa ebanácea
Ainda que rosa
Feliz
Ébano de mulher
Literalmente duplo sentido
Iluminado pela escuridão
Xadrez jogo ou prisão
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/acrostico-edson-cerqueira-felix.html
Ver uma mulher se arrumar - durante um tempo, quase hora - só para sair com você dá uma sensação de ser o homem mais sortudo do mundo. Porque ela fica ali, catando um brinquinho, um cinto e um sapato perfeito apenas para passear aquela noite contigo.
Sorte, rapaz.
ACRÓSTICO: SUCESSO
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (10/05/2014).
Preito à: Biblioteca Parque de Manguinhos | Literatura Brasileira | Maura Rapace | Poesia Brasileira | Sarau Poético de Manguinhos.
Superlativa cultura/instrução
Utilidade em destaque
Conhecimento na Biblioteca Parque de Manguinhos
Estrutura confortável/aconchegante
Sobre os livros luz do entendimento
Superior leitor
Orienta o professor
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/acrostico-sucesso.html
JUDÔ E JIU-JITSU
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (10/05/2014).
Preito à: Literatura Brasileira | Poesia Brasileira.
Despertei
Em um curto sono
E sonhei
O vazio
O insonhável
Céu lascivo
Presente no romance
Corça estasiante
Jubilante incansável
Noite de prazer
Libidinosidade da vontade
Quarto alagado de turgescência
E lavação de roupa
Esfregão insistente
Inundando a roupa
Sabão diluído
E alvejante
E amaciante
Judô no alto
E jiu-jitsu no chão
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/judo-e-jiu-jitsu.html
ILUSÕES:
Oh! Tempo intempestivo!
Que marca as rugas
Que ficam e não passa
Viril pecador que mata e amordaça
Sempre retruca fazendo ameaças
Antanho vividos, sofridos sem graça
Tempo que corre morre, e não passa.
ESTRELA GÉLIDA
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (11/05/2014).
Preito à: Poesia Brasileira.
O furto de um camelo
Pedalou para tragédia
Perdido num lar
Que deu margem à tragédia
Um seio tão querido
De amor
De amizade
Sofreu o disparo
Na face de maldade
Meu amigo adormeceu
E o assassino nos grilhões
Incompatíveis de justiça
Traumática de solidão
Ascende uma estrela
Dourada gélida
Queimante como o sol
De tão gélida
http://suavidadedeestilo.blogspot.com.br/2014/05/estrela-gelida.html
A POESIA É FAMILIAR
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (12/05/2014).
Preito à: Poesia Brasileira.
Empresa poema da poesia
Fazendo a sua poesia sob medida
Experimente encomende
Atendimento rápido
Em todos os tipos de pedidos
Um poema não tem preço
A poesia é familiar
Transforme o que quiser em poesia
http://apoesiaefamiliar.blogspot.com.br/2014/05/a-poesia-e-familiar.html
lua eu te peço ilumina essa noite
pois carrego a tanta saudade
pra pouco tempo vivido
ilumina nossos caminhos
Ilumina o amanhã
mais não deixa se quer
eu parar por aqui
Teu orgulho serei
o que vos não pode eu farei
EUREKA
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (12/05/2014).
Preito à: Poesia Brasileira.
Sua singelidade
Requinte e sofisticação
Remeteu ao coração uma coisa
Admiração e respeito (duas coisas)
Neste poema torto de imprecisão
Remeti uma pérola ao seu coração
Tua pele bonita me rendeu
Cujo súdito tu tens o eu
Estamos no Parque de Manguinhos Biblioteca
Como o Albert Einstein quando eureka
http://apoesiaefamiliar.blogspot.com.br/2014/05/eureka.html
A LOUCURA QUE TODO MUNDO TEM
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (12/05/2014).
Preito à: Poesia Brasileira.
Tu tens o nome da glória
Glória de ser mulher
Glória de ser mãe
Glória de ser irmã
Glória de sentir
Glória de pintar
Glória de se expressar
A glória é divina
A glória é o máximo (é a beleza)
É a perfeição (o excelso)
Uma prece (uma invocação)
A glória adormecida no coração
A glória perdida numa paixão
Viaje comigo nas asas da imaginação
Sobre o mar bonito da praia do Leblon
Foi um querubim que nos deu seis asas
Para irmos ao infinito sem casas
Eu conheço a loucura que todo mundo tem
E foi pensando nisso que fiquei não muito bem
http://apoesiaefamiliar.blogspot.com.br/2014/05/a-loucura-que-todo-mundo-tem.html
MENINA MULHER
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (12/05/2014).
Preito à: Poesia Brasileira.
Você tem o frescor da flor
Perfumada / atraente e quente
Mãos poéticas
De maciez e beleza
Lábios tenros de grilhões da paixão
Doce e frágil
Sensível e pequena
Pele hidratada perfumadamente
Brilho de estrela cadente
Mel para as abelhas
Sentimental e nervosa
Rosa da Leopoldina
Escrita pelos traços do andar de uma menina
Mulher
http://apoesiaefamiliar.blogspot.com.br/2014/05/menina-mulher.html
RUBIS GRANDES
Lavra/Sítio/Tempo: Edson Cerqueira Felix | N. Iguaçu – RJ, BR (12/05/2014).
Preito à: Poesia Brasileira.
Uma flor ao seu alcance
Sinta o seu perfume e entenda as suas composições químicas
Toque-a suavemente
E nunca extirpe-a
Ame / adore-a e beije-a
Este é um carrossel de paisagens
Onde você verá a beleza da natureza
O coração de uma mulher é a joia mais rara que um homem pode ter
Ela não necessita lapidação pois é um brilhante
Relâmpago de beleza
Cobiçante / nobre e estelar
Seu lar itinerante
Num diamante feminino
Tensa de relação de amor
Em chuva forte sobre o jardim
Querubim choroso
Inundou meu coração de sulamita
De jardim trancado para Salomão
Em divã de folhas (seu palco)
Sobre a cintura cerca um fino colar de ouro
E quadris de rubis grandes
Enfeitiçar é sua sina
Pro poeta declamar
http://apoesiaefamiliar.blogspot.com.br/2014/05/rubis-grandes.html
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