Versos de Sonhos
Floração da Piúna-roxa
no Mato Grosso que inspira
doces sonhos a ser vividos
inspirados pelos meus
Versos Intimistas que buscam
os teus olhos autênticos
e a sua poesia que encaixam
perfeitamente com os meus
muito além do que oferece a vida.
Quando sabemos quem
somos e o tamanhos
dos nossos sonhos
o passado não preocupa
e nem mais nos ocupa,
Porque no final só é
a gente ou a gente,
andar para frente olhando
para o Alto torna-se
o imperativo de sobrevivência
num mundo que optou-se
abandonar a própria consciência.
Anoitece sobre os sonhos
de muitos e eu apenas
espero para ver as estrelas
sobre o Ipê-amarelo-cascudo,
Como a poetisa de todos
os ipês ainda quero crer
que existe solução para tudo
e que o amor pode sobreviver
diante de tanta rudeza deste mundo.
O Colonialismo é o maior
Mal de toda a Humanidade,
Ele destrói tradições,
inocência e sonhos,
Tira o direito à paz,
liberdade e justiça
dos povos que nasceram
em suas próprias terras,
e faz com que todos
sejam destinados
em cair em infortúnios.
Agosto florescem os ipês-brancos
Gostaria que florescessem sonhos
O coração já passou por muitos
Só desejo daqui para frente a paz
Tirar de mim o quê não satisfaz
O tempo ruim não vai voltar mais
Seus sonhos:
Um convite.
Seus gestos
Perfeitos
Indicam
Ricamente,
Amorosamente,
Realmente tudo entre nós...
Tocar você inteiro,
não ser como o vento,
sussurrando sonhos
mesmo não estando perto,
ser toda a sua vida
e o seu perfeito Universo.
Com movimentos fabulosos,
elegantes dançando
a dança do amor potente
com toda a cumplicidade
e intimidade entre a gente.
Embalados pela nossa
latinidade fascinante,
pela sensualidade eloquente
e reinante simplesmente.
Tomando a coragem
de entrar no ritmo da música
dos nossos corações
planejando e realizando
os nossos sonhos sem cautelas
deixando rolar as sensações
e nos levando pelas mais altas emoções.
Houve manhãs
em que acordei
E pensei
que após uma noite de sonhos
Eu havia retornado em outro corpo
Em outra vida
Outra parada
Parecia simplesmente
Que eu acordei na vida errada
Passava horas e horas
Sentindo que eu apenas
Alguém que era menos que nada
Noutras horas me sinto
Voando ao sabor do vento
Passageiro de uma nuvem
Simplesmente
Algo que evapora
Some
Vai embora
Não chove e nem morre
Há momentos
Em que a decisão de tudo isso
Pousa finalmente em minhas mãos
E posso pensar mais calmamente
E escolho sonhar
Que sou nuvem que chove
E quando acaba a tempestade
Percebo que floresci
Nos galhos de linda parreira
E que ainda existe escolha
Alguma coisa que não tive
Por toda uma vida
Após a chuva
e depois de tão longo caminho
Eu posso ser suco de uva
E me resta a opção de ser vinho
Trilhar em paz o restante da estrada
Onde nunca mais
Ninguém há de me olhar
E não ver nada.
Edson Ricardo Paiva.
Bailarina aparece-me em sonhos
flutuando me mostra sua dança
vem dançar cá, na palma da mão
eu não sei como e se cansa
de trazer-me esta curta alegria
vem fazer rir meus olhos tristonhos
anuncia a chegada do dia
mais um dia a viver de saudade
eu queria poder te dizer
é tão linda esta nossa amizade
alivia a pena de existir
bailarina, porque tens que ir?
eu te espero outro dia surgir
passa a vida, não passa tua idade
vem menina, vem me fazer rir
hei te te esperar na noite que anteceda
o dia da hora de partir
pra um lugar que não tenha mais nada
nada além de um sorriso de fada
Por mais que leves sonhos
um dia chumbem
diante de tantos olhos
que um dia os viram
flutuar livres no espaço
por mais que o coração
fique aos pedaços
por desconhecer qual a razão
que todo tempo tem
de num determinado ciclo
a triste obrigação
de romper laços
mesmo assim
você vai encontrar
vontades que jamais sucumbem
por mais que o tempo tente
insistente
duros qual diamantes
longe anos e oceanos
contrariando todos os planos
que por mais que tenham sido
apenas breves
e por mais que parecessem
serem leves
quando existe e prospera
aquilo que se chama amor
não pode haver quimera
a implantar o dissabor
neste momento impera a vontade
não havendo vento frio
a apagar a chama
daquele coração que arde
e o medo da distância
e de se ver distantes
vem galvanizar os laços
com o mesmo frescor
de anos antes.
Você estará pra sempre vivo
enquanto alimentar seus sonhos
e enquanto sonhares
sua alma poderá seguir
pra conhecer, ser e estar
em todos os lugares
Se souber sonhar
Sonhar de verdade
Seu corpo poderá, então
estar junto
Sonhe grande
e deixe de pensar pequeno
o desânimo
é um veneno pra alma
pois mesmo quando
não se concretizam
foram eles que alimentaram
seus dias, seus passos, sua vida
foram os sonhos que sonhou
tua alma viva
A alma que se priva de sonhar
sufoca
esmaga, estraga
tanta coisa ali, contida
Continue, então...querendo
saber e conhecer e tocar
e provar e abraçar e ir
aonde teus pensamentos
ainda não sonharam
Corações, cujas almas
não sonham
Páram.
Abaixo do Sol
depois de outra noite
sem sonhos
Tanta gente acorda
E se propõe a sonhar
Portanto se lavantam
E se põe a correr devagar
Por uma estrada acidentada
Que a bem da verdade
Ninguém sabe onde ela conduz
Talvez não leve a nada
Inconscientemente acordados
Fazem um acordo consigo
Abaixo do Sol
Muitos sonhos amansam
Tristonhos
Se lançam à vida
Numa dúvida doída
A única certeza
é que as folhas caem
após o outono
Mas os sonhos não descansam
Talvez seja por isso
Que em certas noites
Eles não vem durante o sono.
Acordo cedo
E guardo os meus sonhos
Eu os escondo pra mim
Talvez seja medo
Que aconteçam ou não
Abaixo da linha do Sol
A vista alcança por demais distante
Mas eu tenho que admitir
Que a gente não consegue
distingüir com clareza
Entre duas belezas pulsantes
diante dos nossos olhos
O dia passa e novamente a gente falha
Durmo tarde
Abaixo da linha da Lua
Me pergunto
Quantas Luas serão necessárias
Quantos Sóis terão a necessidade
de clarear os meus caminhos
Quantos anos ainda viveremos
Tão perto e tão sozinhos
Quantos desertos atravessaremos
e quantos sonhos guardaremos
pra nós mesmos
Antes de viver
A ilusória realidade
Que bate à nossa porta todo dia
E nos convida a conhecer aquele lugar
Acima da linha dos sonhos
Iluminada pelos faróis
Pelas Luas
e pelos Sóis despercebidos
Que trazemos todos
dentro de nós
Esperanças se perdem
Sonhos se desfazem
e os amores um dia se vão
Até aquela imensa saudade
Que todo dia
Lhe invadia o coração
Com o tempo; esmorece
A vida passa depressa
Por mais que a gente pense
Que não
Com os anos tudo se vai
O que permanece
É somente
Uma certa serenidade
Que antes não existia
E que a gente de vez em quando
Até se ria
Quando a via
Nas pessoas mais experientes
Que a gente devia ter respeitado
e muitas vezes não o fez
Se é este o seu caso, neste momento
A resposta
Um dia vem no vento
A vida passa depressa
Sem pressa
Um dia de cada vez
Sonhos
Castelos de areia
Faz ferver e congelar
Tudo isso
Que me vai na veia
Alegres sonhos tristonhos
dos quais me recordo
Quando acordo
E retorno
Da Constelação de Peixes
Bela e singela recordação
Que me vai no coraçâo
Até que eu novamente
Adormeça
Me esqueça
Por favor...
Não me deixes
