Versos de Solidão
Ninguém escreve nada bonito as 3 da tarde de um domingo
A arte vem do caos
Da bagunça
Do desespero
A poesia é para os perdidos
Que procuram conforto em camas de estranhos
Romantizam suas dores
Se aprisionam nas próprias mentes
Por que não suportam a monotonia da realidade
A poesia é para aqueles que se embebedam de palavras
E só se sentem inteiros
Vomitando letras
Tão bonitas
Quanto aquelas sobre você
_O dias de melhora num caos que falta ar,
mesmo momento vejo as limitações da falta de ar.
parece dias cinzas frio rebatem a dor iminente,
para alguns dias o tempos se torno oblíquo...
nos extremos abraço o teor amargo.
enquanto vejo mundo num ar caótico...
a falta de ar não parece tão ruim,
enquanto são são ludibriados num instante...
tudo dito como banda podre aonde esta a dignidade politica.
Se ninguém vê
não se tem a resposta,
se ninguém te ouve dei graças,
pois o silencio alimenta a alma,
em tantos pedaços se inclui a vertente
magoas, são detalhes entre nos dois,
mentiras entre muitas verdades,
suspiro sem alivio,
carma num precipício,
ao longo do caminho
uma porteira,
e um momento que te amo.
me vejo mais para frente mais nada resta
além do que amei.
Tantos sentimentos e nenhum aplauso...
apenas momentos solitários...
vertem sobre os pensamentos,
uma musica ao fundo e nada mais...
Na revolta a voz do silencio é despedida,
está derradeira viravolta,
o suplicio torna se a revolta.
para ter se a verdade dos sentimentos...
lagrimas no silencio...
nada mais se tem...
o desespero,
nada mais...
posso de pedir algo,
apenas o vazio.
sob a madrugada o destino
que uni a depressão,
compreender o caos num gole de bebida,
seja o brando do amanhecer
os espaços para esquecer,
num outro dia...
palavras que se repetem...
nada mais.
o diga que restou...!
sou meus próprios medos,
na insanidades comprimidos aliviam
se sofrimento se tem desespero
apenas quero viver até morrer...
nas receitas tem se ironias
quando temos medicamentos
estamos sóbrios até termine a noite
as vozes tomam formas decadentes
sempre que se quer mais uma noite
o sono toma por tolo de teus sonhos
a futilidade é uma brecha da loucura.
entre os espinhos tens declarações de amor,
num espaço que as lembranças são tormento
a cada momento que se vê a realidade.
todos a tomam na decepção do repente
mais comprimido de outra cor para melhorar a dor,
nada mais seu peso parece bom nas alucinações.
tentei compreende você do outro lado do vidro,
gritos na minha mente apenas mais uma musica
tudo está escuro ainda sinto seu perfume.
as horas passam lentamente num espaço insuficiente,
tento gritar no isolamento, mas, palavras são destorcidas,
ninguém vem na tal visita, tento acordar preciso de outra dose.
Diga me amor,
seja minha loucura
apenas mais um momento
tente ser minha lucidez,
grite pois a paixão é proibida,
sobrevivi a tantos instantes
ainda sinto seu fogo,
sendo testemunha sem perdão
te desejo a cada momento...
esqueça todos sou um criminoso
que te ama de verdade...
te faz sussurrar pelos cantos
todos tentam te controlar
gosto do seu jeito selvagem.
e dai que todos acham
vamos dançar em seus túmulos,
depois comemora o ano que vem,
quem liga se estamos vivos.
Meus pensamentos mais obscuros
parecem ser reais ate o irreal se permitir.
na demência do clero da presidência,
seja unidas as nações
que deferem a floresta destruída,
para índios seja proferidos títulos
marqueses sem terras,
assim se declara a dependência
no forro paulista são todos livres
apenas alguns corruptos
são deleite de um louco,
para o amor de todos
estamos felizes
embora não tenha mais ajuda humanitária,
a floresta é pedaço de mato que morreu tempos.
vamos celebrar a incapacidade de pensar.
[tela]
agora é tarde
já chega madrugada
a tela de tv já não diz nada
nunca disse
Chatice que enche a sala
não enche o peito
esvazia a mente
saudades,
sentimentos complacentes,
de dores imensuráveis,
de dias amargurados,
de horas infinitas
pois amar mora a saudade,
dentro da mente perturbada
o silencio é um prazer...
tudo que se tem magoa.
muito mesmo depois
que contemplamos o tempo,
se dá a dor...
vejo dormir num céu de trevas,
apenas o desespero e agonia
se dão por cada instante.
Celso Roberto Nadilo
Eu não quero mais amar
Não sei lidar com a rejeição
Quero apenas viver
Deixar o tempo passar.
Eu não quero lembranças
nem saudades
quero apenas um dia após o outro
sem espaço para solidão.
Te, 15/08/2018
