Versos de Melancolia
Desejos não são necessidades, são feitos imprecisos e eivados;
É a demonstração da ganância tentando suprir a fraqueza.
Surdina
No cerrado, lá no alto um sino canta
Da capelinha, num badalar soturno
Canta um sino e a melancolia pranta
Finda o turno!
Canta, pranta o sino no campanário
Como se assim se quisesse
Benesse, no chuvoso dia solitário
Resplandece...
Na messe! Canta e pranta silente
Na torre da igrejinha sem estresse
E o dia adormece, docemente
18 horas: - tal uma prece!
O coração abafado e vazio
Num acalanto o sino canta
Nebuloso dia... Que frio!
Triste melodia, triste mantra...
Sina!
Bate o sino... surdina!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
25/01/2020, 19’47” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
"Se soubesse que viria
E a farpa apertaria
Do meu peito expelia
Na madrugada não faria
Outra vez sua alegria
Se eu tentasse e não culpasse
Não diria essas palavras, cantaria
Mas se soubesse
Que a tal ponto
Esse encontro colidia
Na estribeira de suas dores
Com as minhas
Jamais te acordaria
Na madrugada, dormiria
Não te faria sofrer
Nem ao vento sopraria
Meu amor, minha alegria
Meu pesar e melancolia"
Desfecho vago |
Presenciaram os primórdios
Enalteceram vossos ódios
Compactuaram com a veemência
Efetuaram tamanha conivência;
Perante os esforços inalterados
Pedaços foram desordenados
E caminhos certos tornam-se indeterminados.
Desfecho vago ||
Seus dogmas tornam-se cinzas
Como toda esperança extinta;
Desmoronando sob um papel elegido branco
Negando à subordinada usar o manto
Por ser a tinta que promove sua insatisfação
Seu pranto.
Depressão não é tristeza contínua, é simplesmente não sentir nada, e esse é o problema.
O vazio me consome.
Foi você
Quem me deu inspiração
Para montar
Palavras em versos
Era você
Em todos
Os pontos de vistas
E vai continuar sendo
O motivo
Da minha melancolia.
" Nesses dias melancólicos o que se ouve é um vasto silêncio.
Parece que estão dormindo.
Mas não, é apenas orgulho de falar o que sentem."
Como explicar o que está a acontecer? Tudo está tão confuso...
Não sei o que posso fazer
Estou cansada de fingir
É tão... Chato
Mas... por mais que eu não goste
Por mais que eu não queira
Por mais que isso me mate
Se é necessário...
Droga...
Odeio as pessoas.
Não importa
Não ligo
Que se dane tudo
É o que você diz, é o que você diz que pensa
Diz que não tem nada haver
Que está bem
Mas o que você mais sente
É tristeza e raiva
Você sorri pras pessoas
Mas chora por dentro
Você parece calmo
Mas por dentro você grita
Alguns veem falar com você
E você diz que está apenas incomodado.
O mundo está necessitado de ajuda
Cada vez mais vejo pessoas perdidas
Tristes
Angustiadas
Pois o mundo as julgam
Não as aceitam
As abandonam
E isso está nos matando aos poucos
Onde está aquele tão famoso amor?
As pessoas tanto falam
Mas nunca vemos
Ele é a cura para as pessoas
Mas pelo visto, é raro
Então eu pergunto
Onde está o amor?
Você o tem?
Você é amado?
Você ama?
Você o aceita?
O amor é uma Droga, a Droga mais viciante que se tem
Ela pode fazer mal, mas também te faz bem
Te faz feliz
Te deixa uma pessoa melhor
Onde está você ó amor?
Apareça para nós salvar
Nós necessitamos...
Vocês me veem
Mas não me enxergam
Vocês me ouvem
Mas não me escutam
Vocês falam comigo
Mas não conversam
Me veem presente
Mas não me sentem
Vocês se aproximam
Mas não me abraçam
Vocês dizem "te amo"
Mas não "eu te amo"
Não sei se sou uma mentira
Ou vocês que não são uma verdade
Você passou de uma pessoa estranha a uma companhia, de uma companhia a uma amizade, e de uma amizade a meu antidepressivo.
Passou de minha motivação a viver a pensamentos, e de pensamentos a versos;
Saudades de alguém que me fez bem.
24 de Fevereiro
A vida cinza
Conduzida
Lágrimas, choros
Sonhos,
idas e vindas
Cinzas
Sem cor,
Sem sabor,
Sem infinita alegria
O que é amor numa vida cinza?
É bater
Sentir, doer,
Voltar, morrer,
Reviver, sentir,
E... de novo
Doer
Como segundas cinzas
Às cinco da matina
Cinza
Sem cor, sem vida
Não colorida
Desmotiva
Desanima
A vida.
Eu pego e tento segurar
Mas ela sempre corre
Essa brincadeira a lidar
Esse sentimento escorre
O ato de pensar de sentir
Que tudo vai bem é real ?
Essa coisa não saber ir
Esse querer não é leal
E correndo levamos denovo
No ato de pegar e abraçar
E não querer nunca o estorvo
De ver esvair e ter que sonhar
Pensar no que não está aki
E adiar tudo que está por vir
No momento do agora fora
E a insatisfação me revigora
Esse enigma que esfola
O coração do que chora
Que me enche e atola
É entrar do lado de fora.
A síntese
A síntese de mundo...
Um mundo ideal
Seria pedir muito moça?
Um mundo de alegrias
Em família ou desconhecidos?
Só quero ter alegrias
Moça, seria pedir muito ser feliz?
Porque não me deixa ser feliz?
Porque n me deixa cair na ilusão da felicidade...
Mesmo que seja apenas uma ilusão
Me deixe ser livre nesse mundo, moça...
Mesmo que a liberdade não exista
Uma vida de incertezas
Que servem apenas para nos prender
Para que viver assim? (Cheio de incertezas)
Moça, me responda apenas uma vez
Para que viver assim? (Apenas com o essencial da vida)
Cheio de incertezas...
Humor Cadavérico
A frieza ríspida, brusca, inexpressa a verborragia eloquente de seus olhos onde se floresce a tristeza que escurece a abóboda dos teus olhares.
O rosto corado reflete com um ar trágico como água inerte, que transparece o sombrio e sádico desânimo de seus pesares.
Se esquece da natureza doce e reescreve em sua beleza o retrato da alma podre outrora ilesa, que agora padece em seus agitados mares de incerteza e de lagrimas que caem aos pares.
Será isto, um estado contínuo e irrefutável, que fora escrito na dura rocha do peito tal a lei?
Será passageiro, talvez a culpa tardia e longa dos tolos casos em que errei?
Seria isto, meu reinado de tristeza, melancolia áspera que eu herdei?
Se isto for, pego comigo toda essa lastimável podridão que a mim se mistura de forma homogênea, me proclamando ilustre Rei.
Eu insisto em esperar
Mais do que mereço
Mais do que é ofertado
Mais
Frustração
Quando vou reconhecer o meu lugar
Para que não precisem mais apontar
Fiz tudo o que esteve ao meu alcance
Pra mudar
Mas cada um tem aquilo que merece
Afinal, castas existem na Índia
E eu existo no Brasil.
Está chovendo forte lá fora e eu fiquei pensando no que ela me disse, depois que me levantei do chão gelado, "você parece inabalável". Me pergunto se ela acredita mesmo nisso, ou se sabe que eu só sou um bom ator, um mero farçante, que por trás de risos e sorrisos finjo estar bem, enganando à todos menos a mim mesmo. Se ela fosse capaz de presenciar o que há poucos minutos acontecera, com certeza não diria esse tipo de bobagens.
Pergunto ao anjo triste que fica ao meu lado "ela acredita nisso?",Ele não responde,ele nunca responde, talvez seja melhor assim, pois ainda está chovendo lá fora, e aqui dentro, tambem.
Às vezes as lágrimas vão se fazer presente, sem um porquê!
Nem tudo tem que ser explicado
Às vezes é possível apenas sentir
Não é fraqueza, nem mesmo tristeza
É um breve momento em que mesmo os fortes, deixam transparecer seus sentimentos.
Só não se engane, minha coragem de continuar é latente
Eu sou assim, guerreira, fiz de cada lágrima, um novo combustível...
E segui destinada a vencer minhas batalhas
Seus atos impulsivos botaram em perigo minha qualidade de viver
O amor que entorna alcança teus defeitos e qualidades
me deixa próximo de morrer
Nunca precisei ouvir mais que sua voz amaciando meus ouvidos ao alvorecer
Doces gemidos, que nasceram de uma nuvem de delírios, loucos de enlouquecer
O seu corpo em eletricidade me endureceu de choques
de prazer
Lindo, formidável
cérebro
corpo
tens
engrazo-te delicadamente
só do gosto piro
cada pingo
cada trago
derramado em você
