Versos de Loucura
...sobre o amor, é bem assim, uma segurança insegura, uma loucura que se cura com a presença, mas deixa efeito colateral com a ausência...Um frio que percorre a espinha dorsal congela o coração fractal, que tenta manter o vício aflito do batimento imprescindível, busca alento, quem sabe no vento que conduz o melro que seduz com poesia...
É pela "loucura juvenil e temporária " que na madura essência tomamos ciência dos nossos erros e muitos abusos...”
Penso no amor louco, noto e anoto, dou-me nacos, sal e doce, peso a loucura pela razão que me trouxe.
Triste século onde a loucura, o egoísmo, a intransigência e a individualidade, não próprias só dos mais jovens, se espalha como perversão na mente demente dos mais maduros poderosos.
Não se engane para ter uma felicidade plena hoje em dia, precisa se de uma grande porção de loucura, uma pitada de idiotice e uma colher cheia de egoísmo.
Na desconcertante modernidade, a loucura muitas vezes faz parte imprescindível, da relativa sanidade em que vivemos.
A arte e a loucura estão intimamente ligadas, onde termina uma começa a outra, que se alternam o tempo todo, pela imaginação criativa do absurdo.
Tenho um medo terrível da sanidade, triste, previsível e efêmera. A loucura imaginativa das cores e formas me alimentam todos os dias, diante dos desconfortos da vida, como ela é. Sinceramente creio na maior liberdade do hospício muito mais que entre o zig zag dos autômatos fantasiados de gente nos escritórios contábeis, enforcados e engravatados.
O equilíbrio moderno e significativo entre a loucura, genialidade e a praticidade existencial do espirito livre e selvagem é um ponto fora da curva da seqüência de Fibonacci.
Se temos vozes em nossa cabeça, que cantem uma canção que combine com nossa loucura para nossos demônios dançarem.
O poema pode revelar alguma loucura em uma máscara estranha, mas a verdade está diante do próprio ser.
Eu sou o completo estranho em minha loucura, querendo fingir ser normal. Mas quem é normal em sua completa loucura?
