Versos de Interesse para uma Mulher

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Por tras de toda pessoa que hoje transborda alegria e amor, existe uma história de lágrimas, renúncias, oração e espera, que ninguém conhece.


Wanessa Guimarães Z96

O Abraço da Tarde em uma Xícara
A tarde chega de mansinho, pedindo uma pausa na rotina,
E o coração de quem ama café já sabe o que procurar.
É o perfume que invade a cozinha, uma alquimia divina,
O cheiro de grão moído que o vento vem espalhar.
Mais que uma bebida, é um carinho em forma de calor,
Um instante sagrado para a mente desacelerar.
O vapor que sobe traz paz, renova o sabor,
E mostra que a vida tem pausas bonitas para apreciar.
Para quem é amante desse ouro negro e quente,
Cada gole é um verso, um afeto que o peito conduz.
O cansaço da manhã se desfaz de repente,
E o resto do dia se enche de força e de luz.
Que a sua tarde tenha o aroma dessa torra perfeita,
Com o abraço de Deus e a doçura que a alma clama.
Uma boa tarde bendita, com a energia refeita,
Na melhor companhia que um bom cafezeiro ama.
Uma ótima e abençoada tarde para você, regada a um bom café!
-------------- Eliana Angel Wolf

A pessoa idosa é vulnerável, é como uma criança que depende de um adulto para tudo.
É um ser frágil que não sabe se defender. Com certeza você deve ter tido uma infância difícil com seus pais, mas aqui se trata de humanidade. Não é sobre seus traumas.

“E se Deus, bendito seja Seu Nome, se cansou definitivamente da Humanidade e, por meio de uma Terceira Guerra Mundial Nuclear, providencia, nos bastidores secretos do Mundo, sua total e irreversível destruição?
Agora pode-se saber com extremada precisão, que é a doutrina prática da providência Divina, o sustentáculo deste Mundo!!!
Pois quando foi dito " Meu Pai trabalha até agora, e eu também", não se pode imaginar outra coisa, senão que o Mundo mesmo, é sustentado pela poderosa misericórdia Divina. Pois não é pelo homem que as ogivas nucleares, não são ativadas. Muito menos pelos Demônios. Mas certamente, pela Suprema vontade da doce Bondade de Deus. Todavia, pode ser que essa bondade tenha chegado ao fim.

E que Deus nos ajude!!!


In 04.03.2026”

No silêncio do abandono, existe também uma oportunidade de clareza.
Você percebe quem realmente se importa, quem respeita o espaço que você ocupa, e começa a aprender que vínculo verdadeiro não se compra com proximidade constante, mas com reciprocidade real.
É aí que a dor se transforma em força: ao invés de tentar recuperar alguém que escolheu outro caminho, você passa a se fortalecer na própria presença, na própria verdade.

O novo é um salto no escuro
com uma lanterna que pisca.

Boletos


O preço de querer uma vida simples
não vem em parcelas suaves.
Ele cobra
a ausência do barulho conhecido,
a distância de quem sabe seu nome
mas não sua história.
Escolhas têm seus próprios boletos.
Não vencem no banco.
Vencem na carne.
Pagam-se na raça,
na força que sobra quando não há plateia,
quando o mundo decide cair em volta
e ainda empurra.
Às vezes o empurrão mira um poço sem fundo.
Mas quem aprende a cair em silêncio
descobre no escuro
o próprio chão.
E segue.
Não porque é fácil,
mas porque voltar
custaria mais caro.

Delírios e delícias


são irmãs siamesas.
Uma bagunça bonita que nasce quando a razão cochila
e o corpo assume o turno.
Delírio é imaginar sem pedir licença,
é criar mundos só para não caber no real.
Delícia é ficar, mesmo sabendo que passa,
mesmo sabendo que dói depois.
Entre um e outro, a gente vive.
Erra com gosto, sonha sem manual,
se perde um pouco só para sentir alguma coisa de verdade.
Porque no fim, o que salva
não é o equilíbrio.
É essa vertigem breve
que faz a vida ter sabor.

Toque de Abrigo


Foi um gesto pequeno,
quase nada pra quem olha de fora.
Uma mão que encosta,
sem pressa,
sem pedido.
O corpo estranhou primeiro.
Como quem abre uma janela
depois de muito tempo fechada
e esqueceu como o ar entra.
Ela quase dormiu.
Eu quase lembrei
que o toque também pode ser descanso,
não só alerta,
não só defesa.
Não houve promessa,
nem história,
nem nome pra dar ao momento.
Só presença.
E nesse silêncio compartilhado,
meu corpo entendeu antes de mim:
nem todo contato fere,
nem todo afeto cobra.
Às vezes,
tocar alguém
é só isso.
Um intervalo de paz
no meio da resistência.

Tacamos uma pedra
não pra acertar alguém
mas pra ver até onde o silêncio aguenta.

Sentir profundamente
também é uma forma brutal
de permanecer vivo.

O problema de enxergar demais
é perceber que quase todo mundo
vive atuando uma versão editada de si.
Como se a alma tivesse assessoria de imprensa.

No peito há medo e coragem a pulsar,
uma mistura que não se pode negar.
O coração chama, quer se libertar,
a alma sussurra: “é hora de tentar”.
Buscar o novo não é jamais errado,
desejar horizontes é ato sagrado.
Amor é abrir portas, mesmo assustado,
mesmo com vento forte e caminho incerto traçado.
Você leva quem ama, cuidado e luz,
responsabilidade e esperança conduzem sua cruz.
Cada passo consciente, cada sonho que seduz,
amor que guia, que acalenta e reluz.

Muita gente se esconde atrás do “dar tempo”
como se fosse uma solução mágica.
Mas o tempo, sozinho, não resolve laços, não reconstrói afeto, não apaga mágoa.
Relação é feita de presença, de palavra dita, de atitude.
O “dar tempo” às vezes é só medo de encarar
o que precisa ser encarado,
e aí o que acontece? O sentimento esfria,
a pessoa se perde, o vínculo quebra.

A FEBRE
Quando o sol se despede,
uma chama se acende em mim,
não de calor do dia,
mas de um fogo que vem de dentro,
sutil, insistente,
que me envolve no escuro.
Durante o dia, rio e caminho,
o mundo me segura, me distrai,
mas a noite… ah, a noite
me consome como brasa viva,
sussurra meus medos,
faz dançar a febre que carrego.
Procuro a calma nos lençóis,
na respiração que estica e solta,
no silêncio que às vezes dói,
mas que me ensina a ouvir
a voz do meu próprio peito,
a poesia da minha febre,
que queima e revela
quem eu sou quando ninguém me vê.

Café Frio e Silêncio


A ex chegou sem avisar,
a atual ficou no sofá,
uma perguntando quem era a outra,
e a outra sem nem respirar.
O café esfriando na mesa,
o clima pegando fogo no ar,
três mulheres e mil problemas
dentro do mesmo lugar.
Uma saiu batendo a porta,
jurando nunca voltar,
a outra saiu no silêncio
que faz qualquer peito afundar.
E no meio daquela fumaça
de ciúme, tensão e azar,
ela percebeu que amor confuso
só serve pra atormentar.
Porque quem cobra mas também esconde,
quem ama mas vive a duvidar,
transforma beijo em labirinto
e cansa qualquer olhar.
Então pegou o celular cansada,
pensou: “ninguém vai me endoidar”,
deletou as duas da cabeça
e voltou pro Tinder sem pensar.
Porque às vezes é mais tranquilo
tatuar dragão, cobra e punhal,
do que tentar entender
relacionamento emocional.


— Lucci Santz

Tem coisa que era pra passar e vira residência fixa.
Uma ausência.
Uma frase atravessada.
Uma culpa antiga.
Um “e se” repetido tantas vezes que começa a parecer verdade.

⁠Encontro (microconto)

Foi uma longa viagem. Não foi apenas para prestigiar um amigo. Quando a vi, encanto. Quando a ouvi, encanto. Dois anos depois, nem te conto. Seis anos depois, eu conto e ainda me encanto.

Para Camila Mielnik

Que os muros do tempo
Aprisione as memórias
De uma desejada história
Que não passou de estória

Fantasia da mente
Só existe no pensamento
Sufoca a realidade
Invernia do momento

Com a cara e a coragem
Se apaga a imaginação
Apenas um sonho acordado
Uma grande ilusão

⁠Querer é bom
Mas nada é
Pois no querer só há vontade
Como uma faísca da ação
Porém o querer
Acompanhado com a ação
De fato é
Pois te tira dos bastidores
Te empurra dos mundos dos sonhos
E te leva aos métodos
Para a sua concretização.