Versos de Interesse para uma Mulher

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Não existe lugar verdadeiramente seguro… os olhos de uma mãe são a guarda constante de seus filhos.

Janice Rocha

Aquilo que hoje parece apenas luta pode estar se tornando a raiz de uma força que amanhã sustentará muitos outros.
Deus ainda está trabalhando na sua história.

⁠" Toda ação acontece por uma reação.
E toda reação acontece por uma ação. "

"O que é a vida?
A vida é uma estrada íngrime, é uma passagem muito difícil com várias tristezas e obstáculos e com ínfimas vitórias. Mas também ela é um espetáculo único, recorrente em que não há replay."


(J.Junyor)

⁠Onde Mora a Leveza


Há uma leveza rara naquele espaço,
daquelas que não se explicam bem,
vem do jeito delas, do cuidado,
da paz que cada gesto tem.


Nada ali é só aparência,
tudo carrega intenção,
desde o toque mais simples
até uma risada em tom de brincação.


A cabeleireira, com mãos seguras,
trabalha com calma e atenção,
e a assistente, sempre presente,
traz leveza em cada ação.


Elas trabalham com alegria,
e isso muda tudo ao redor,
porque quando a energia é boa
o simples se torna maior.


E talvez seja esse o segredo
que faz tudo ser como é:
corações alinhados ao bem,
e uma base firme em Deus e na fé.

Entre uma Tulipa e Outra


Entre uma tulipa e outra,
o tempo desacelerou.


Eu nem planejava estar ali.
O destino era outro,
mas portas fechadas também ensinam
que nem sempre é sobre onde queremos ir.


Entrei.


E foi ali,
sem pressa,
que tudo aconteceu.


Conversas simples,
risos soltos,
o cuidado presente em cada gesto.


No Tulipa,
não é só o que se serve —
é o modo como se recebe.


E, entre uma tulipa e outra,
veio o detalhe inesperado:
em terras paulistas,
um coração rubro-negro.


Pequeno acaso,
grande proximidade.


Mas havia mais.


Havia algo que não se explica,
apenas se sente —
um lugar feito de tempo,
de história,
de pessoas que permanecem.


Num mundo que passa rápido demais,
ali,
o essencial ainda fica.


E talvez seja isso.


Entre uma tulipa e outra,
a gente entende
o que realmente importa.

Desafios


Lá fora os pássaros cantam
As árvores regigijam
Uma melodia que aquece o coração
As flores desabrocham desmontando
Todos os desafios que parecem invencíveis
Pequenas coisas mostram que incansável é
Esse olhar que brilha ao perceber o
Que se encontra entre a linha tênue
Do palpável e o imperceptível
O instinto de ser feliz.


Kaw Lima

Amor… uma coisa que todos ansiamos.
Algo leve, feliz e recíproco.
Mas também algo do qual recuamos, talvez por medo
medo de não ser sincero, de não ser verdadeiro.
Até porque, nos dias de hoje, reciprocidade em alguém é difícil de encontrar.

Vão Livre


Eu quis a permanência.
Houve em mim um esforço mudo,
uma arquitetura de silêncios
para tentar habitar o teu mundo
e encontrar pouso entre tuas certezas.
Mas eu era areia escorrendo entre dedos:
uma presença translúcida,
leve o suficiente para não ser rastro,
apenas um sopro que atravessa os teus dias
sem mover uma cortina sequer.


Eu possuía a voz contida,
mas o sentir era um oceano em fúria.
E, no entanto, nada em ti se deixava tocar.
Fui me acomodando nas bordas,
nos recônditos onde a luz desiste,
tornando-me sombra de mim mesma
para não perturbar o teu desenho.


Até que o corpo entendeu a lição:
não era a vontade que faltava,
era o chão que não existia.
Compreendi, enfim, que o amor não é poda.
E ninguém sobrevive onde o preço do abrigo
é a própria anulação.
Ninguém se demora
onde é preciso deixar de ser
para poder estar.

⁠Por que sempre
E todas as vezes
Há uma chama ardente
No meio dessa tempestade?
Mesmo que eu queira
Não consigo deletá-la
Não há como removê-la
Acho que não quero mais viver assim
Meus pensamentos estão fragmentados
Meu coração partido
A sensação de querer mais
Agrega ao ar que respiro
Tudo parece uma mentira
Parece uma ficção romântica
Escondida no meu dia a dia
Explosão
Dale da vida!
Buguei!!

Retrato

Sempre que te retrato ao desenhar, meu lado pintor enxerga em teu rosto a face de uma mulher.

É curioso como o todo se dissolve
e se transforma em um tudo incerto.
Peço uma pausa —
a cabeça gira,
e o medo encontra morada.

O amor, outrora suave,
capaz de embalar o coração,
até aquele que nos lança
à vertigem do “te amo”,
perdeu o encanto
e virou eco vazio no mundo.

Antes, era açúcar cobrindo a alma;
hoje, carrega um amargor silencioso,
que caminha junto
ou nos espera,
paciente,
em algum ponto do tempo.

O ser humano me lê como uma pessoa quase normal, mas nem tanto forte.
Uma leitura didática, porém analógica.
No entanto, se mergulharem em mim, descobrirão o quanto de poder tento esconder, o quanto de filtros utilizo para não me reconhecer por completo.

Faço isso para me proteger, até porque a exposição trinca e dizima o ser humano.
É um vírus letal — mortal e imoral.

O sol sobe, e uma infinidade de borboletas se instala em mim,
porque sei que sombras vingativas se dissipam com o calor que me invade.

A brisa não escolheu você

É uma pena que a brisa que me confortou não tenha te abraçado.

Mesmo em meio à tempestade que habitava o meu peito, bastava olhar através da cortina para compreender que o tempo seguia — lento, mas fiel à sua normalidade.

O céu permanecia azul.
A vida continuava.
E a brisa passava, suave, como se escolhesse quem envolver em seu abraço.

Talvez não seja a brisa que escolhe, mas a disposição de cada um para senti-la.

Carnaval e às Máscaras
Máscaras, suas mil e uma utilidades, suas diferentes finalidades.

Alguns as usam para esconder o próprio eu perverso; outros, para revelar a própria humanidade.

No Carnaval, temos o privilégio de usá-las, na maioria das vezes, não para ocultar, mas para expressar a alegria que habita a alma brasileira.

O conforto da mentira

As verdades escondidas sob a convicção de uma mentira são sórdidas ou talvez fruto de uma mitomania exagerada, onde gera desconforto com expectativas criadas por uma não verdade.

Ecos de um Amor que Não Volta

Cada amor tem uma história.

E, se as ondas de lembranças invadissem o coração, talvez levassem embora o eco do vazio de uma vida inteira.

É certo que, às vezes, a linha do tempo fica desordenada, fragmentada. Nesses momentos, chega a ser curioso, porque há ocasiões em que nem o próprio dia parece compreender que a escuridão de um lindo manto brilhante chega todas as noites.

Então, penso: se a gente ama e o amor vai embora, devo aceitar a frase “você ama, então o amor volta”?

Não, não volta. Até porque, se voltasse, seria visto de outra forma — não seria o mesmo. Carregaria algo diferente junto com aquele sentimento. E, ainda assim, se realmente voltasse, talvez não houvesse tantas desilusões e sofrimento.

Fico em dúvida: será que minha visão está diferente? Houve mudança?
É… pode ser que sim.

O Pintor de Sua Própria Dor

Um olhar triste carrega uma alma machucada.
Por mais que os lábios se exponham, os olhos não acompanham.

É triste olhar pela janela e ver uma paisagem igualmente triste.
Como proteger os quadros que vejo? Como servir de ombro ao pintor que encanta, mas em quem a felicidade não habita?

Os sinais de pânico explodem, e meu coração dói.
Não consigo conter o rio que escorre.

A ferida é grande e talvez não venha a sarar.
Por isso, é fácil a tristeza se instalar; difícil é consolar.

Compartilhar a dor também faz parte e, mais importante, é saber que não se está só.

Horizonte de Linhas Indecisas

Às vezes, me bate uma nostalgia retrô, poeticamente falando.
Uma vontade de cobrir meu corpo com as ondas do mar e ver meus olhos marejarem enquanto olho o céu, flutuando nas mãos profundas do oceano.

Meu horizonte é feito de linhas indecisas, mas, ainda assim, libertador.

Dá vontade de abrir as nuvens como se fossem um livro e dizer às gotas da chuva que, ao cair no mar, não me acordem.

Às vezes, essa nostalgia retrô me envolve, poeticamente…
Entretanto, há dias em que nem o céu nem o mar conseguem me animar.