Versos de Estrelas

Cerca de 8457 versos de Estrelas

Todas as feridas precisam de tempo,
A solidão precisa apenas de uma lua
Algumas estrelas e uma varanda
Os poetas precisam de ilusões,
Algumas mentiras, promessas e solidão;
Acho que perdi tudo isso
Eu só preciso de tempo, de algum tempo ainda,
Uma longa caminhada no campo
Onde qualquer sorriso se perca
Nos sons de curiós e pintassilgos
Preciso do encanto de novos ocasos
E auroras promissoras
Ter a tristeza como medida de sensibilidade
Para ter a noção exata do que é,
E o que define um olhar...

Inserida por tadeumemoria

SOBRE PAIXÕES LACÔNICAS
logo mais, vagalumes, lumes vagos
as estrelas caem sobre as amendoeiras
e as ilusões derramam seus êxtases
sobre paixões lacônicas
a vida torna-se cônica,
a dor torna-se crônica;
ninguém acredita em crepúsculos...
vou beijar minhas ilusões com a mesma ternura
vou contar minha história
de amor com a voz da loucura;
o amor é eterno, o amor é infinito;
vai prosseguir nessa estrada que sou eu mesmo
com o mesmo romantismo nos beijos
e abraços de outros amantes,
mais, ou menos românticos;
mais, ou menos loucos,
para perceberem ou não as estrelas
caírem sobre as amendoeiras...

Inserida por tadeumemoria

PULAR ESTRELAS
Dá cá um pouco desse hálito,
Dessa beleza cálida,
Orvalha o beijar,
Me acena a esperança
De ter algum dia a esperança,
A alegria de orvalhar ...
Ah, o mundo é belo nesse olhar;
Eu sei de tudo do sobretudo
Feliz que envolve essa pele de seda,
Do absurdo de crocodilos, de abacaxis,
Tatus e mandacarus; paradoxo
Ao cetim das maçãs do teu rosto,
Eu gosto das peras dos teus seios,
Amamentam a minha libido
Eu sou atrevido no sonhar
Dá cá um pouco do teu olhar
E olha a lua comigo
Que eu te ensino a pular estrelas ,
Ser leve como colibris e libélulas,
Para provar que a vida pode ser bela...

Inserida por tadeumemoria

Ante a solidão dos deuses

E o cintilar das estrelas,

Ante o fascínio das donzelas

E a brisa vespertina,

Ante o jogo de rima dos sonetos

E a droga que marca profundo os guetos

Ante as dores dos mártires

E o prazer dos ímpios,

Ante a leveza insana do absurdo

E a agrura inquietante da lógica

Surge um ponto em comum

Onde se sustenta a filosofia

Inserida por tadeumemoria

LEÕES E TIGRES

Tem alguém do outro lado da lua
Que arremessa as estrelas...
Depois do horizonte tem os pilares
Que sustentam o mundo...
E o que sustenta o teu orgulho
Se o tempo curva as nossas espinhas...
Lá na África tem gente tão bonita,
Diamantes negros, puros sangues,
Perdemos nossa melanina
Com o passar dos séculos,
Mas eles têm a pele retinta,
Os espíritos que habitam a savana
Com o rugir dos leões e o bramir dos tigres,
Isso corre em nosso sangue
E nos fez resistir a rebenques e troncos
E nos induz a procurar planetas;
Éramos deuses astronautas
E resistimos aos meteoros,
Resistimos à tirania de senhores feudais,
Resistimos à burguesia...
Nos fortalecemos nos canaviais,
Nos quilombos já planejávamos viagens espaciais;
Ganhamos com a miscigenação,
Agora somos quilombos e colonos,
Colecionamos estrelas na via láctea,
Mas leões e tigres ainda correm nas savanas,
Impune ninguém derramará o nosso sangue...

Inserida por tadeumemoria

Sabe, o pessoal da praça que contava estrelas sob marquises...
aquelas esquisitices de pular, cantar e plantar bananeiras
como se tudo fosse muito engraçado,
como se tudo fosse brincadeira
como se fossemos muito felizes
como se os restos do restaurantes
e alguns pedaços de sanduíches
tornassem nos fortes para olhares de desprezo,
para o frio de maio e junho
ou uma, ou outra bala perdida...
morremos um pouco, ou morremos muito
mas a desigualdade se multiplica
e faltam calçadas, faltam marquises,
faltam olhares para seres tão ínfimos
e o que nos protege da dor,
o que nos protege da dor de existir, é a dor dessa dúvida,
é exatamente esse gume, caminhar sobre essa navalha
são as estrofes, cada dia sem nenhuma morte,
e que poema é esse?
esse é o poema da dor,
o poema que nunca termina, que a gente rima
e a gente declama
o poema da dor da exclusão...

Inserida por tadeumemoria

⁠De alguma coisa eu sei...
num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas,
mas o que caminha assim, por caminhar somente...
se este mundo é tão grande e este monstro é demente
mas afaga o meu olhar nesta escuridão;
sei que poderemos um dia...
se a luz desse universo encaminhar teus passos
e essa sobrevida se sobrepor a este afago...
o que eu não sei... se algum dia eu souber de algo
quero saber da dor de não saber da dor, da dor de não saber...
se eu sei que num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas...
num horizonte aberto o que saberei se não puder vê-la?

Inserida por tadeumemoria

⁠SOBRE AS ESTRELAS CADENTES
E A CADÊNCIA DAS ESTRELAS NO TEU OLHAR

Eu sei que não existe nada
além do que eu sei que não existe.

Inserida por tadeumemoria

⁠A Luz do Amor e da Família

Em um simples berço, nasceu a esperança, entre palhas e estrelas, brilhou a aliança, naquela noite clara, um Menino sorriu e todo o mundo, em paz, se uniu.

Jesus nasceu para nos ensinar,
Que o amor é o caminho a trilhar.
Acolher é seu dom, cuidar é seu lar,
E juntos, em família, vamos celebrar.

Oh, doce criança, tão pura e singela,
Nos mostra a verdade, sua luz tão bela, que a fé nos guie, que o amor seja lei, e que o lar seja porto, acolhida e rei.

Neste Natal, que o Menino nos inspire,
A viver em união, que nada retire.
Pois acima de tudo, nos deixou a lição:
A família é amor, é o lar, é perdão.

De mãos dadas, seguimos essa luz,
A bondade que o Menino nos conduz.
Com o coração aberto e cheio de paz,
O Natal é amor, que nunca se desfaz.

Inserida por RosahyarahAlves

A noite se deita
A noite se deite sobre nós
As estrelas brilham,
Marcando tracejados lindos no céu
Em virtude de alegrar-nos

Ai que eu venho em sua direção
Para te aquecer pois necessitas
Silenciosamente tu falas
Eu ouço pois te dou ouvidos

Segurando você eu sinto
Que tu és a partícula que me falta
Para completar a metade de mim
És o coração que me falta
Pois deus deu apenas um
Para que o segundo eu procure e encontre


Telvino Carlos pacule in poesia

⁠"Sussurros do Savana"

No silêncio da noite,
Onde as estrelas sussurram,
A savana desperta,
Com segredos que murmura.

As árvores dançam,
Ao ritmo do vento,
Folhas que sussurram,
Histórias que não conto.

No horizonte infinito,
O sol se esconde,
Deixando rastros,
De sonhos que se sonham.

Noite fria e solitária as estrelas me perseguem me fazendo
Lembrar que comigo você não está.

Inserida por sarahcastello

⁠Chega uma altura da vida
Que o voo foi tão alto
Que só se enxerga as estrelas...
E como elas são lindas!

Inserida por ocharlesjunior

⁠O sol se despede
Para aqueles dias pálidos
Enquanto estrelas vagam na tristeza
O amanhecer chega e se vai
E deixou suas almas sozinhas
Homens, com medo em seus olhos
Foram vencidos pela escuridão

- The Silent Winter

Inserida por hellyeahmusiccompany

Ao olhar para o céu á noite posso ali ver sua silhueta
Nas pequenas estrelas que brilhavam igual ao olhar dos seus pequenos olhos castanhos
Se o tempo passasse igual em uma ampulheta
Eu poderia voar até você como meros aviõezinhos

Voar como a solitária Folha em uma brisa de outono
Com o tempo passando cada vez mais rápido
Quando percebo já estou no inverno em cima de um velho trenó
Debaixo das cobertas com o nariz entupido

Posso ouvi-la me chamando distante com aquela voz suave e doce,
Como uma boneca de porcelana
Me pedindo aquele famoso chá de erva doce
Poderíamos ir até sua cidade favorita Havana,
Se a vida te desse mais tempo.

Inserida por MarYee

⁠Estrelas do mar

Não acredito mais.
Cansei de chorar... implorar.
Fecho os olhos pra não sentir mais nenhuma emoção.
Consigo assim anestesiar meu coração.

Cansei dos que dizem que preciso me redimir.
Redimir do quê?
Tentei andar na linha...
Tentei me esforçar a caminhar na luz.
Tentei me fazer perfeito o tempo todo.
Mas... o que ouço é: ‘pare de ser quem é!”

Sim, cometo erros.
Mas não são de propósito.
Tento acertar... juro que tento.
Mas... já percebi: a todos não consigo agradar.

Minhas emoções estão à flor da pele.
Algo, que nem sei explicar o que é, me fere por dentro... me aperta no peito...
Sou mesmo um marginal?
Sigo realmente caminhos opostos ao de todos?

O que eu tenho de tão errado?
Meu sonho: entrar em um barco de estrelas do mar...
E deixar o mar pra onde bem quiser me levar.

Livre... de tudo e de todos... só quero me livrar!

Inserida por RosangelaCalza

⁠Rotina

Põe-se o sol ao cair da tarde.
Surgem as estrelas no céu...
Vem a chuva depois da chegada de grossas nuvens...
Caem as folhas dos plátanos...
O dia segue a noite.
A noite se encerra com o amanhecer.
Sempre tudo igual...
Vem a primavera depois do intenso inverno.
Antes de montar algo se lê o Manual.
Flores se abrem.
Frutos amadurecem.
Sol que tudo aquece.
Coisas de rotina.
E, às vezes, você nem atina.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Pesadelos não mais

Afogo-me no azul deste sonho calmo.
Um céu coberto de estrelas…
A chuva foi chover bem longe daqui
Só há mais pesadelos vindos por não estares aqui.
Ansiedade calada, permeada de esperança.
Esperança que encarcera a dor passada.
Esperança que tem uma estrada florida preparada.
Deixaste-me na inércia do tempo
Não pensaste em me privar de dor por nenhum momento…
Não procuraste driblar o mal que sabias iria me causar…
Deixaste a vida com lutas meus dias temperar.
Descortino o futuro…
Desembrulho versos.
Minhas mãos não se entregam:
Plantam flores.
Entreabrem novos horizontes...
Neles, pintam risos de todas as cores.
Ânsia requintada, em qualquer momento se harmoniza a caminhada.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Se o tempo parar

É como se as estrelas numa noite estrelada não me alumiassem...
Se negassem a clarear a solidão que está dentro do meu coração.
É como se a escuridão se tornasse mais escura e por isso se alegrasse.
É como se o sol escaldante... tórrido de uma tarde de verão minha fronte queimasse...

Até virar cinzas...
E com isso não se importasse.
É como se eu caísse em um abismo escuro...
E só mais abismo encontrasse...
É como se esta terra não mais me quisesse...
E pro mundo do nada me exportasse.
É como se nada mais importasse.

Se o tempo por um momento parar cogitasse.

Inserida por RosangelaCalza

Solitário
Como um lobo solitário
vago pelas ruas da cidade.
As estrelas, à noite, são meu guia.
O vento, durante o dia.
Becos sem saídas.
Esquinas apontam nenhum lado.
Caminhos errados.
Um cão abandonado.
Memórias de memórias.
Sentimentos no passado afogados.
Falta-me identidade.

Inserida por RosangelaCalza