Versos de Amor Autor Desconhecido
lagrimas azedas
lagrimas doces
lagrimas azuis
lagrimas pretas
lagrimas reais
lagrimas de crocodilo
lagrimas brilhantes
lagrimas artificiais
lagrimas doentes
lagrimas inexplicáveis
lagrimas de açúcar
lagrimas de raiva
lagrimas acidentais
lagrimas prazerosas
lagrimas nos livros
lágrimas realmente reais
Anos sem falar.
Me veio lembranças que não se apagaram. Sinto só em meio a solidão do meu peito. Me divido entre saudosista e entre o que virá pela frente,
O futuro é incerto demais.
Vivo um dia após outro
Esperando sempre alguém que não sei Quem é ou existe assim vou vagabundo pelo meu só em busca de algo
Que jamais virá.
Meu querido diário.
Os dias estão sendo difíceis. Mas eu estou bem. Quero focar em alguns planos que estou fazendo e não posso desistir. Quero te fazer um pedido, meu querido diário: não me abandone.
🌹😍🌹
Enquanto se espera por uma atitude de alguém, o tempo vai passando e com ele deixamos de aproveitar o que há de mais belo na vida, no amor e na amizade... Deixamos de ser felizes ao lado de pessoas que nos amam...
🌹😍🌹
HSO de Oliveira
A moça ferrada
Falam tanto dessa moça. Ninguém viu,
todos juram.
Cada qual conta coisa diferente,
e todas concordantes.
Dizem que à noite, ela. Ela o quê?
E com quem? Com viajantes
que somem sem rastro
gabando no caminho
os espasmos secretos (tão públicos) da moça.
Sobe a moça
a ladeira da igreja
para a reza de todas as tardes.
De branco perfeitíssimo,
alta, superior, inabordável
(luxúria de mil-folhas sob o véu,
murmura alguém).
À noite é que acontecem coisas
no quarto escuro. Ganidos de prazer,
escutados por quem? se ninguém passa
na rua em altas horas-muro?
Pouco importa, a moça está marcada,
marca de rês na anca, ferro em brasa
de língua popular.
POEMA DO NADADOR
A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água é fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Senão, que restará de ti, nadador?
Nada, nadador.
A MORTE CHEGOU DE BRANCO
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Foi a moça do barranco
que mal a viu se escondeu.
Chegou de branco trazendo
um sopro de terras santas
de rosas castas e rios
onde em claros arrepios
se deita o sonho gemendo...
Chegou de verdes colinas
de longínquos povoados
e tinha toda a pureza
da risada das meninas
das águas virgens das plantas
dos campos mal-assombrados.
Chegou de branco! De branco...
De branco como o silêncio
como as núpcias de branco
como o primeiro suspiro
da moça que no barranco
só por vê-la se escondeu.
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Os erros cometidos na infância não são cobrados na juventude; os erros cometidos na juventude são cobrados relativamente na maturidade; mas, os erros cometidos na maturidade são cobrados dente por dente, olho por olho, na velhice.
Nenhum detalhe na vida, por mais insignificante que pareça, é banal, e nem é casualidade. Todo acontecimento tem uma finalidade. Nos vemos os menores fatos acontecerem, mas não lhes damos atenção por desconhecemos, ainda, sua causa e sua razão.
Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança inda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais,
E se torna, não tornam as idades.
Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.
Aquilo a que já quis é tão mudado,
Que quase é outra cousa, porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.
Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.
Quisera eu, você
Que tanto a Deus pedira um dia
Para sanar a Dor de minha própria companhia
Que se desatina e se faz duvidar de si mesmo todo santo dia
Sem projeção, só buscava uma voz da razão,
Que de tanto me contar verdades que de tanto provar de sua lealdade à tratei com engratidao.
A qual devo um eterno perdão
Pelas feridas por mim causadas que pra sempre traumas e arrependimentos me acompanharão
E um único motivo pra continuar é pensar que nada nessa vida acontece em vão, mero clichê, desilusão essas utopias não aconteceram
Pouco me encontrei são
Idealizar o que eu perdi, que um dia ganhei?! será uma eterna aceitação.
Quisa funciona, apesar de frio
mas que já nao andas em sincronia
As batidas são arritmia
Sofrer é hoje sua única função
Apertado, e angústiado hoje espreito
Seu par perfeito
Criou asas e ha de bater em outro peito
Seu coração.
"Eu gosto de interações sociais.
Mas, eu preciso dos meus momentos a sós para recarregar e me sentir plena!"
PRIMAVERA
Ser feliz, sem motivo
é a melhor forma de amar.
Se afastar de tudo que não conduz
a sua natureza.
Não correr atrás de borboleta.
Que decide voar, voa borboleta até o infinito.
Enquanto isso, limpo o Jardim.
Deixo as flores crescerem
e perfumarem as redondezas.
Assim, a primavera brota nessa doçura.
Que é a vida, uma nova estação.
Chegou, flores e seus perfumes.
O inverno se foi assim como o passado.
Que guardou no coração!
Quando olho para uma floresta, o que desejo ver são os animais que nela habitam.
Quando olho para um outro Ser humano, o que desejo ver nele é uma floresta, mas em muitos só consigo emxergar uma motoserra.
Deus não existe, Deus É ! (Yaweh)
A humanidade apenas existe, Deus É !
Antes de haver tempo, realidade, datas e estações Deus já era (afinal Ele as criou).
Deus continua sendo, e será eternamente.
"Feio é usar a boca,
somente para falar mal dos outros ao invés de mascar chicletes e ainda se achar uma pessoa fina..."
Oh, poesia,
Sorria para mim!
Ou pelo menos,
Ria de mim!
Ou faça ao menos
Um esboço de canto
De boca.
Eu só tenho
A minha poesia
Para falar
Por mim
E ela não para
E não há silêncio
Ela não cala
Grita
Escancara!
Mãezinha, venha fazer o café
Da tarde! Está tão tarde!
A chaleira vazia
O chalé também.
Porque você não vem
Fazer o nosso cafezinho
Fresquinho?
A água borbulhava
Enqto vc coava o nosso café
E conversávamos sobre coisas qualquer.
O nosso café da tarde!
Agora ... A essa hora
Eu balanço a chaleira vazia
E olho sem coragem para o pó
E a água fria.
E o nosso café da tarde?
A vida ficou de tarde
