Versos de Amor Autor Desconhecido

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Nada devemos fazer que não seja razoável; mas nada também de fazermos todas as coisas que o são.

A modéstia doura os talentos, a vaidade os deslustra.

A imaginação e o recolhimento são duas doenças de que ninguém tem piedade.

O nosso espírito é essencialmente livre, mas o nosso corpo torna-o frequentes vezes escravo.

Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.

O governo é como toda as coisas deste mundo: para o conservarmos temos de o amar.

Todo o espírito que existe no mundo é inútil para quem não o tem; ele não tem perspectivas sobre nada e é incapaz de aproveitar as dos outros.

O muito torna-se pouco com desejar um pouco mais.

A longo prazo uma profissão é como o matrimônio; apenas se sentem os inconvenientes.

Não há poder. Há um abuso do poder, nada mais.

Entre todas as diferentes expressões que podem reproduzir um único dos nossos pensamentos só há uma que seja a boa. Nem sempre a encontramos ao falar ou escrever; entretanto, o fato é que ela existe, que tudo o que não é ela é fraco e não satisfaz a um homem de espírito que deseja fazer-se entender.

Quase ninguém se apercebe, por si próprio, do mérito de outra pessoa.

Os governos tendem à monarquia, como os corpos gravitam para o centro da terra.

O que há de melhor nos grandes empregos é a perspectiva ou a fachada com que tanta gente se embeleza.

A avareza é um nó corredio que aperta cada dia mais o coração e acaba por sufocar a razão.

O cristianismo derrubou imperadores, mas salvou povos.

É um gládio perigoso o espírito, mesmo para o seu possuidor, se não sabe armar-se com ele de uma maneira ordenada e discreta.

Há homens que hoje crêem pouco ou nada, porque já creram muito e demasiado.

Os maus não são exaltados para serem felizes, mas para que caiam de mais alto e sejam esmagados.

Quem não pode ou não sabe acumular, nunca chega a ser sábio nem rico.