Versos de Amor Autor Desconhecido

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Os vícios, como os cancros, têm a qualidade de corrosivos.

A maior parte dos desgostos só chegam tão depressa porque nós fazemos metade do caminho.

A opinião pública é sempre respeitável, não pelo seu racionalismo, mas pela sua omnipotência muscular.

Para mandar muito tempo e absolutamente sem alguém é indispensável ter a mão leve e, nunca lhe fazer sentir, por pouco que seja, a sua dependência.

A vaidade de muita ciência é prova de pouco saber.

Há mentiras que são enobrecidas e autorizadas pela civilidade.

Na verdade, o cuidado e a despesa dos nossos pais visam apenas enriquecer as nossas cabeças com ciência; quanto ao juízo e à virtude, as novidades são poucas.

Os homens mais orgulhosos são geralmente os mais irritáveis e vingativos.

As virtudes se harmonizam, os vícios discordam sempre entre si.

O egoísmo e o ódio têm uma só pátria. A fraternidade não a tem.

Os tolos são muitas vezes promovidos a grandes empregos em utilidade e proveito dos velhacos, que melhor os sabem desfrutar.

Os velhacos têm por admiradores todos os tolos, cujo número é infinito.

Os homens sem mérito algum, brochados de insígnias e de ouro, são comparáveis aos maus livros ricamente encadernados.

É judiciosa a economia de palavras, tempo e dinheiro.

A falsa ciência não aumenta o nosso saber, agrava a nossa ignorância.

Os homens enganam-se miseravelmente quando esperam encontrar a sua felicidade, mais na forma dos seus governos que na reforma dos seus costumes.

Os velhos ruminam o pretérito, os moços antecipam e devoram o futuro.

Apenas o silêncio é grande, tudo o mais é debilidade.

É a cinza dos mortos que cria a pátria.

Os livros têm-me servido menos de instrução que de exercício.