Versos de Amor Autor Desconhecido
Funesto inapetente
Ácido que dilacera de cima a baixo Venda que cola em tecido tácito
Ser que se põem em oceano abaixo
Vermelho que se contraí em coagulação
Cores que se distorcem em coalizão
Indivíduo que se dilui em conglomeração
Dor que se refugia em omissão
Falas que se põem em provocação
Arte que se impõem a alienação
Hipocrisia que reina em desinformação
Indivíduo que aos olhos faz-se, indulta
A loucura dilacera a condulta
Dispara, perversiva, como fruta abrasiva
Quando culpa a disputa, invulga
Não fecha a calada da noite
Se abre poente para entrada ardente
Ilumina à ação remanescente
Quando se diz aos olhos ardentes
O ladrão rouba a paz, mas o coração a deixa levar se estiver fechado feito um pássaro que não voa livre.
soldado interrompido.
*
Esses criminosos me trancafiaram na parede e, deitaram tiros com suas palavras amargosas. Bate-bocas sem rumo, o certo é um caminho de incertezas, pó. A flor é que carrega um riso nos lábios das primaveris algemas de amor. Falta, sim, o perfume teu, ó liberdade; já há castigo de mais nesse quarto fechado. "Os urubus em volta se acham no direito de me difamar, a fama deles está à vista de todos.".
*
Ricardo Vitti
se sabe não se cale.
*
Estátuas gritantes e a solidão da cidade sem um pingo de vida. Choveu dos olhos que menosprezaram o fitar alheio, portas, sim, todas fechadas. O mundo está mal informado das dores que atravessam as alturas, copo de água, "a cede, a desculpa e o resvalar das palavras.".
*
Ricardo Vitti
face que deixou o orgulho.
*
Guri de esquina, atropelamentos deixou e não se catou do pé da incompreensão, alienado ao noticiário, não, não deu atenção ao céu. Névoa em seu olho preocupado com o fútil debochou do futuro que estava em suas mãos. "Verá tudo se expor tenebrosamente e não desmentirás tudo que foi falado um dia.".
*
Ricardo Vitti
Só escassez,
sólida, solidão; solidez,
embriagou-se,
[...] então, caiu à pancada,
cruzou os braços.
Atentou-se e chamou a atenção,
das milhas, migalhas e, rimas.
Uma poesia, uma arte sozinha,
um empurrão,
ninguém o deu,
DÓI, mas é uma dor que se encerra,
sobre o campo;
é uma flor que o espera.
Toda visita por direito,
por esquerdo arreda os pés,
vestiu-se de riso.
Achou-me bobo,
me perdi buscando nadar,
teus sonhos profundos, [...]
NÃO! As lembranças nem mesmo ilustram o belo.
O entusiasmo foi jogado,
e a esquina o perdeu,
encontro só às frestas que trazem;
luz para casa,
é ali que tudo morreu.
Lista indecifrável e são pichados os muros,
são vastos ao oriundo desprezado.
Colher da mão, chuva,
dor e aplausos,
o teatro do desordeiro;
pálpebras inchadas e o berreiro,
arco-íris, céu azul,
no horizonte a nuvem vacila à cilada do poste,
a luz, a reunião,
pé descalço; canção.
Só mais essa,
"somente uma frase a mais que caiba bem.".
roupa velha e remendada.
- Fala que eu te ouço! - Prossiga! Então,
se mantiveram calados dando cara ao vento e o assunto morreu.
Saíram medindo os passarinhos e o plano de fuga.
"Foi sem medida que aceitaram o meu silêncio,
e no meu fúnebre pensamento fizeram morada;
rasgaram o meu dedo,
agora eu busco escrever.".
O crepúsculo envolveu minha mente;
meu envolto, meus afazeres,
comprimiu-me derredor,
fez das rimas o definhar.
[...]; definiu-me,
como objeto sem objetivo.
E além, as poucas constelações,
abafadas com o frio,
com frases impensadas.
Jogadas na beira da estrada,
horário nobre das trovoadas,
galopes dá o coração,
larguei-me ao pó sem pressa de ser socorrido.
Deixei-me ser roubado,
corri dentro de mim mesmo,
chorei, mas, [...]
foi só um arranhão,
um rasgo na pele era o esperado,
tamanha queda.
Não quero voltar naquele lugar obscuro,
o tempo não caminha por lá.
Quero encontrar o paraíso,
escape pesadelo, não,
eu não vou atrapalhar tua ida,
a dor mastiga e cospe,
ela vasculha o íntimo e, nos faz em pedaços.
noite esculachada.
Às más línguas, o engano, à má sorte, tudo é vespeiro e o canteiro é para rogar pragas. Corre-corre no portão; alucinação, a rua o cobre de pisadas, tropeços, saracoteias. Ó ébrio, tu falas como nada tivesse acontecido, teceu a roupa e desbotou o botão da rosa ao relembrar as pétalas perdidas, "amor perfeito, esse meu que te escreveu!".
Ricardo Vitti
Voz do poeta
Através da minha escrita,
tu me elogias.
Todavia sou um mero sofredor,
assim como qualquer homem
que é alvo do amor.
Por meio do objeto elogiado,
meu ser fica aliviado.
colocando para fora toda dor,
sou apenas um sofredor.
O qual foi alvo do seu amor.
O homem de antes.
O homem de antes,
escrevia com papiro e pena.
Assim, tirava seus pensamentos
e mágoas da cabeça e punha-os no poema.
Depois, usando caneta e papel.
Tirava os pés do chão e ia até os céus.
Hoje, usa teclado e mouse,
as magoas aumentaram, os pensamentos
em pedaços, como o coração, menores que
cada tecla. Só queria da um beijo em sua
testa, abraçá-la e dizer que vai passar.
O homem de antes te amava.
O homem de antes faria de tudo por você.
O homem de antes era um tolo.
O homem de antes desconhecia
o quanto um amor doía.
Crise de Poesia
Tinha um tanto de poesia, gritaria e pranto aqui dentro
que nem se deu escrever, fui me encolher.
E deitado, deixo a alma assustada exalar,
o externo me ler,
e o interno doer.
