Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
O poeta, antes senhor do seu destino,
Agora refém de um amor sem limites,
Sua alma em pedaços, seus sonhos em ruínas,
Em cada poema, o eco da sua solidão.
Um lugar sem vidas
Um lugar de dor
Onde se escondem pessoas deprimidas
Com medo de um predador
Uma cidade de ansiosos
Que apenas querem parar de sentir
Confusos, medrosos, misteriosos
Com medo de existir
Escondem-se em suas habitações
Casas de almas penadas,
Desesperam-se por causa de suas imperfeições
Bem vindos à cidade dos fantasmas.
Mesmo que o céu desabe sobre mim,
E que o tempo pare de existir,
Meu amor por ti nunca terá fim,
Eu nunca deixarei de sentir
Que a sua semana contenha:
Uma segunda chance de fazer diferente;
Uma terça nota que componha um belo dia;
Uma quarta palavra de carinho e atenção;
Uma quinta parte de amizades e descontração;
Uma sexta de alegrias e momentos especiais;
Um sábado de descanso e contemplação;
Um domingo de aleluia e celebração!
Amor Arterial
Pulsa coração
amor arterial,
lágrimas e sorrisos
ritmando.
Dissolve em pureza
meu peito aberto,
a flecha ardente,
meu rubro manto.
Na cruz amor derramado,
meu corpo inunda por ser amado.
Em versos vestidos de ternura
recito o amor que eternamente ventura.
Palavra de poeta
é feito passarinho.
Só vive em plenitude
se for livre,
só procria onde há ninho.
(Avoa meus versinhos)
Minha noite tem sonos picados,
e sonhos sem fio na faca cega que segue afiada.
Um cachorro late na alvorada amarga,
nos travesseiros do peito
com palavras encravadas.
Na bolha fiquei e fora enxerguei
As pessoas não são como eu vislumbrava
E a ignorância não baixou a guarda
A individualidade encontrou a casa, em um buraco caiu a sensibilidade.
Remanescente
Eu sou uma sombra no silêncio tenebroso,
que vaga sem sentido num colapso arruinado;
Eu sou um sussurro que ecoa nos destroços,
que se dissipa sob gritos afogados;
Eu sou um entre muitos loucos,
vivendo num mundo de sanidade obscura;
Eu sou um remanescente, vivendo entre os poucos, esperando todo dia, a chegada do repouso!
(14/02/24)
Expressa-te
Coração acalantado
De Paixão
Que voa como avião
E chora de desejo e emoção
Arrebatado pela chama da paixão
Falar ameno
Suave peso da caneta.
Suave como a brisa de uma tarde calma,
suave como os lábios da amada do trovador.
Seria por ventura uma mensagem divina?
Daquelas que invadem a alma
como sabe bem o sofredor,
adentrando aos ouvidos abertos ao falar do vento
contando-lhe uma verdade de um antigo amor.
Seria o falar de Deus ao coração calejado do pensador?
Brevemente sabiá
Sabiá que desce a serra.
Vento que bate e alerta,
encobre o vale para contar
as boas novas que varrem a terra.
Será dia, ou noite cria essa conversa?
Tarde é a semana, e os dias que moldam
esse plano de metas?
Vai saber, quem sabe é o sabiá,
doido para voar nesse tempo de
certezas incertas.
Espaçamento
Outrora sou, fui, serei.
Poeta, filósofo e rei.
Não soube, não sei, nem saberei
o que o amanhã me reserva.
Querendo ou não,
Vivi, vivo e viverei.
