Poemas de reflexão curtos que dizem muito em poucos versos
Canção do amor impossível
Como não te perderia
se te amei perdidamente
se em teus lábios eu sorvia
néctar quando sorrias
se quando estavas presente
era eu que não me achava
e quando tu não estavas
eu também ficava ausente
se eras minha fantasia
elevada à poesia
se nasceste em meu poente
como não te perderia
As livrarias
Ia ao centro da cidade
e me achava em livrarias,
livros, páginas, Bagdad,
Londres, Rio, Alexandria:
Que cidade foi aquela
em que me sonhei perder
e antes disso acontecer
aconteceu-me perdê-la?
Orelha, ouvido, labirinto:
perdida em mim a voz do outro ecoa.
Minto:
perversamente sou-a.
Em cada olhar, um universo se revela,
Teus sorrisos, como estrelas, iluminam a tela.
Teus gestos suaves, um doce encantamento,
Na dança do amor, encontro meu sentimento.
Teus lábios, um verso que eu quero decifrar,
Um poema escrito no vento a soprar.
Teu nome é canção que embala meu ser,
Nas notas da vida, só quero te ter.
Um dia, quem sabe, eu encontro
O amor que tanto sonhei,
Aquele que vem com calma,
Que fica, que nunca errei.
Será um amor sem pressa,
Que chega quando o vento parar,
Trazendo nos olhos o brilho
De quem também quer amar.
Um dia, talvez ao acaso,
No meio de um dia comum,
Encontrarei, eu sei,
O amor que tanto sonhei.
viva! Viva! Tente! Tente!
Mude!
Apriveite experimente!
Pense repense reflita
Reage age ame!
Desfrute
Desta maravilha
Que é todo sigilo
E perfeição a vida!
A vida! É Boa demais
Para ser desperdiçada.
Toca aqui
Você foi mais um convidado na festa da mentira e da ganância
Na Terra onde a cédula domina a célula
E o cérebro é o celular
Agora você já não sabe o que acredita e em quem confiar
Bem-vindo ao mundo em que não se vive e não queremos mudar
Que me falte cãibras
Que me falte sossessogo
Que me falte esperança
Que me falte alimento
Que me falte a paixão
Que me falte o vil metal
Que me falte a felicidade
Que me falte o estar
Que me falte o ser
Que me falte o lugar
Que me falte o amigo
Que me falte a poesia
Que me falte a energia
Que me falte o amanhã
Mas que nunca me falte a ousadia de ter coragem.
Rói dentro do mundo
O queimor do sem nem o quê
Rói o ácido espalhado
No mundo interno
Do corpo extenso
Rói o rueiro
Sem medo
Corrói a fome.
*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
Será que não vê mais
Os mais do tempo
Os ais dos casos?
Que não sente mais
A mão que afaga
E apedreja outro olhar?
Não mais está no caso
Pelo ódio desprezar
O ar tirado?
*Poema do livro Anjo da Guarda, de Rafael Rodrigo Marajá.
milímetro de mágoa
foi uma dor cruel
pior que corte feito por papel
pequena, constante
e até revoltante
não era para acontecer.
e a gente vê
que o detalhe pode ser, então
imensidão.
"Temida por muitos, desejada por poucos,
Um dia despertará da sua finitude terrena.
Nada nessa vida é certeza,
A não ser sua mortalidade tão plena.
Esteja ciente que não é imortal,
Pratique o bem e preserve seu final."
Sonho. O desejo,
sonho o desejo
que desejo e não vejo
realizar pra mim.
O sonho que sonhei
nem mais sei,
sonhei outra vez.
Sonhe novo,
sonhe um
novo sonho,
Sonhe um sonho sem fim.
AMOR TECER:
Amor só é amor
se for transforma-dor.
Amor só é amor
se amor-tecer.
Amor só é amor
se for verifica-dor.
Amor só é amor
se limpar a janela
antes de chover.
Para saber se é amor,
basta saber o que não é.
Amor se prova amor
sem precisar testar a profundidade
com mais de um pé.
Ainda há esperança?
Ahhh esperança!
Ainda estás aí?
Disseram: “é última que morre”
Agora olho pra esgoto e vejo que é pra lá que escorre.
Quase por fim de acabar, quase sem acreditar.
Cadê tu esperança?
Realmente tudo o que eu queria era ser inocente como uma criança,
ser adulto todo dia, como cansa!
Mas sim, conte-me,
ainda tens esperança?
Então naquele dia
eu saberia
que te amaria
até perder minha vida
Nossas conversas a rolar
minhas decepções a calar
e as risadas sem parar
Minha vida sem você
seria tão sem graça
como jogos sem fumaças,
e todas aquelas caças
Todas aquelas conversas
nossas lindas promessas
e todas as menopausas
para apenas pensar em ti .
Em meio à dor e ao sofrimento,
escondendo-me de mim mesmo, enganado,
fui vítima da minha própria ignorância.
Logo, a máscara caía, revelando
um cavalo selvagem cercado por vidros.
Entre fragmentos de vazio e angústia,
já não sabia o que era lixo
ou parte de mim.
Na dúvida, tornei-me tudo e nada.
Sou aquilo que mais temia:
sou eu mesmo
Hanahaki
Sinto que estou vomitando flores
Rosas com espinhos
Infelizmente, isto não vai com minha dores
Apenas com meu espírito
A flor é a superfície, os espinhos são o interior e o talo da flor é o que ligar os dois.
Uma analogia sobre como nós somos
