Versos Antigos de Criancas
Diziam os antigos: o segredo da vida é viver um dia por vez, sem se perder nas sombras do ontem nem correr à frente do amanhã...
Os antigos costumavam dizer: o segredo da vida está em viver um dia de cada vez — sem se deixar arrastar pelas sombras do ontem, nem se precipitar nas promessas do amanhã...
Creio que mapas antigos ainda podem ser úteis, e que novoscaminhos semoldam à medida que personalizamos as rotas que trilhamos. Ao observarmos o presente, conseguimos prever possibilidades do amanhã, porque o futuro já começa a se desenhar aqui e agora.
O principal alimento espiritual de nossa época são as selfies, assim como o dos antigos hebreus foi o maná no deserto.
Escolho ajudar porque entendo que muitas palavras de dor são apenas o eco de sofrimentos antigos. Quem ama a humanidade sabe que toda alma carente merece o carinho de quem valoriza a vida e deseja, acima de tudo, o bem de todos.
Nos tempos antigos, a humanidade esculpiu seu legado na natureza, erguendo templos em reverência à terra. Hoje, movidos pela ganância — por meio da mineração, da pecuária e de outras formas de exploração — destroem a própria fauna e flora que os sustentam. É trágico perceber o quanto a humanidade se afastou da natureza, abandonando o olhar científico que antes a observava com admiração e respeito.
No solo da mente inconsciente, no leito dos mortos antigos, enterramos aquilo que era vivo para vê-lo renascer no útero da mente criativa, transformado pelos deuses imortais.
A disciplina me protegeu de fantasmas antigos, eles bateram à porta e encontraram rotina, a rotina não abre sem convite.
A vida me ensinou a escrever cartas para mim mesmo. Nelas encontro conselhos antigos e ternos. Algumas servem de manual para dias de crise. Outras são lembretes para celebrar pequenas vitórias. E reler é gesto de autocompaixão bem praticado.
Minha alma tem o cheiro de livros antigos, daqueles que ninguém mais abre porque têm medo do que as páginas amareladas podem revelar sobre o passado. Sou um acervo de histórias que ninguém quer ler, guardado em uma biblioteca que o tempo esqueceu de demolir.
Se não conhecemos nossas próprias falhas ou antigos vícios, o primeiro passo para sabê-los é o autoexame sincero, pois só corrigimos aquilo que temos a coragem de enxergar.
