Versos
Olar! Deixa eu escurecer pra tu que racismo não é somente coisa de gente racista! Racismo também é coisa de gente do bem, de gente querida, de pessoas que dão oportunidade, que respeitam, que nem sabem que estão sendo racistas... O racismo não é uma questão moral, é uma questão política. E aí é que tá! Não é simplesmente o que se vê, ele se reproduz involuntariamente.
No jogo da vida, tu cresce e ganha um brinde de grego: o racismo velado. Pior, o reproduz diariamente - sem intenção. Numa postura, num olhar. No viés do inconsciente
.
Maaaaas, existe tratamento pra cura, vamos exercitar a empatia. Entenda seus privilégios e brigue contra o seu racismo!
SENTIMIENTOS ABSTRATOS
Eu me sinto vazio,
No mesmo momento que tenho tudo,
Eu não possuo nada,
No mesmo momento que tenho tudo.
Eu a amó,
No mesmo tempo que odeio.
Queria viver contigo,
No mesmo momento que desejava nao te conhecer,
Seria fácil,
Você ver o mundo como ele te veja.
O difícil é eu conviver com tudo isso sem ter uma razão.
A VONTADE DE TODOS
Todo mundo quer ir da teoria à prática
só que antes tem um mundo
um travesseiro no meio
e esse monte de palavras
Tanto que escutamos das pessoas que não devemos esperar de ninguém o que gostaríamos que fizesem por nós. As experiências delas nem sempre servem de exemplo para nós. Até passarmos pela situação. Quando cometo o erro passo a entender o conselho que foi me dado.
Aí aprendo de duas formas. A primeira a prestar mais atenção de quem vem o conselho e a segunda confiar mais em mim mesmo!
o amor
o amor não é uma recompensa por atitudes
mas sim cumpri-las
não é algo que é dado em troca
e sim de dentro para fora
um estado de espírito
é o que faz a vida ter sentido
mais do que duas bocas se tocando
mais do que um calor de um momento
isso é açúcar mas não o alimento
há três tipos de pessoas
as que tem o amor em seu viver
outras que maquinam um falso sentimento
e aquelas que não são capazes de entender
essas notórias vibrações
que existem nos corações de quem ama.
Não é possível trilhar por dois
caminhos ao mesmo tempo:
Segue-se pelo do bem ou pelo do mal;
não há dúvidas!
Tempos modernos
Falar sem amar,
Existir sem viver,
Brigar sem lutar
Odiar sem ao menos conhecer,
Criticar sem respeitar,
Receber sem agradecer.
Bem-vindo aos tempos modernos.
Confiança a base de tudo!
Compreensão na convivência,
Consequências nas atitudes,
Completo na experiência!
Reflita!
Nadando no ar
Voando na água
Caçando tesouros onde tudo é calma
Outono sereno
Entre risos e olhares
Vida que passa entre milhares e milhares
Mente lutando
Corpo enfraquecendo
Medo efêmero
Desejo passageiro
Buscando o que é puro
Em meio a tantos devaneios
Quase sempre me perco
Em concupiscências enxofrais
Persistência alcança
Quebra paradoxo
O Mal se acanha
Leva embora o opróbrio
A razão se constrange
Ao encontrar o inexplicável
O verbo se alegra diante de tamanha simplicidade
Desde o começo Ele tudo sabia
Sem verbo não há rima, nem poesia
Nele tudo se justifica
Traz sentido a vidas vazias
Não podemos controlar o universo.
Que graça teria se tivéssemos o controle de tudo, é mais excitante quando não podemos controlar.
Temos que ter o controle da nossa vida familiar, profissional e social, para desfrutar dos desejos das excitações.
Desejos que nosso cérebro e mente nos tortura para proporcionar ao corpo o ápice do prazer, as reações químicas que nos invadem e embriagam a nossa alma que nos enche de vida...
É, isso é vida, é estar vivo, é saber aproveitar os momentos em seus detalhes, é se permitir. Não vamos conseguir controlar tudo, o descontrole faz parte da evolução dos aprendizados da jornada. Não sabemos quanto tempo ainda temos neste mundo. O que tenho certeza é que hoje ainda tenho tempo, vou aproveitar cada instante com a intensidade que eu mereço! Meu dia acabou de começar e são apenas 05:50 da manhã.
Afaste-se de conversas que não lhe dizem respeito,
pode acontecer que elas lhe tragam problemas
maiores do que você pensa.
Assim como uma sombra que desaparece;
Será o orgulho e o poder de quem quer que seja.
Nada restará ao cessar da vida!
Tudo será como o rastro de um pássaro
que voa no céu, não existe!
À deriva...
Quem foi que disse que não há perigo
De se ser sincero pra quem só olha
Somente para o próprio umbigo
E se nega a ter na vida um amigo?
Quem foi que disse que é vaga
A intenção de justeza no desejo
De se fiar na honra e na retidão
Mesmo que na cisma de um coração?
Quem foi que disse que é mouca
Desatenta, ignóbil e indiferente
A ciranda que, inquieta se dança
Nas emoções que seu eu não alcança?
Quem disse é pequeno em si mesmo
E desconhece os mistérios e o navegar
Das naus que se lhe flutuam à deriva
Pejadas e insólitas, já desencantadas
Em certo momento crucial para o Rio, aquele da transição entre o trabalho escravo e o trabalho livre e entre a Monarquia e a República, a cidade encarou os pobres como elementos das “classes perigosas” (a expressão foi largamente utilizada em documentos oficiais do período) que maculavam, do ponto de vista da ocupação e reordenação do espaço urbano, o sonho da cidade moderna e cosmopolita.
Ao mesmo tempo, era dessas “classes perigosas” que saíam os trabalhadores urbanos que sustentavam – ao realizar o trabalho braçal que as elites não cogitavam fazer – a viabilidade desse mesmo sonho: operários, empregadas domésticas, seguranças, porteiros, soldados, policiais, feirantes, jornaleiros, mecânicos, coveiros, floristas, caçadores de ratos. Pouca coisa mudou nesse embate disfarçado de cordialidade desde então.
