Verso de Paixão
Vou arrumar uma moça boa e de família para amar infinitamente nas trilhas e montanhas, numa casinha branca de Sapê. Acordar de manhã e fazer um café quentinho antes de sair e escalar umas rochas para sentarmos no alto e ver o sol nascer....
Beijar tua boca gostosa, que grita e que geme pra mim. Que anuncia escancarada, com o toque dos nossos lábios, a vontade das nossas bocas se engolirem. Te dar aquela mordida gostosa que marca e que suga. O toque leve e intenso e molhado conversar das nossas línguas. O ar quente da sua boca e o calor dos teus carnudos lábios. A dança ritmada de nossas bocas. Ritmo nosso com sonoridade para cada toque diferente. Beijo crocante! Beijo seu! Beijo nosso
Quem foi que disse que quem se casa precisa dividir um mesmo quarto e uma mesma cama? Coisa mais desagradável, insuportável, anti-higiênica, e muito estupidamente antiespiritual. Aff. Neeem, tô fora.
Não vou achar bonito um homem cruzar as pernas e esticar as mãos com os dedos arreganhados pra manicure só pra mostrar que sou modernosa, não. Sou da época em que o homem usava era trim e zefini.
Não quero ir para o céu nem para o inferno, não tem nada nesses lugares que eu gosto. Esse universo é grande demais pra ter só um céu e um inferno. Deve existir outras opções, algum outro lugar parecido com a Terra, que tenha música, cerveja e beijo na boca, por exemplo.
Um amor pode melhorar sua vida. Um amor pode f#&€₹ sua vida. O amor é uma coisa que muda tudo, se vc permitir.
Se você permitir, eu sangro teu nome em cada linha da minha pele. Deixo que a dor vire alívio e o amor, penitência. Porque amar você, nesse estado febril, já não é escolha — é instinto. E instinto não se cura, apenas se obedece.
Se você quiser, eu me desfaço em névoa e me misturo ao ar que você respira. Eu desejo entrar em seus pulmões e invadir sua corrente sanguínea, para circular em ti, ser parte tua, até que meu nome se torne tua febre e minha ausência, tua doença.
Permita-me ser o chão que você pisa com desatenção. Deixe que eu me estilhace sob seus pés, em silêncio, só para ter a honra de sustentar seus passos, mesmo que eles se afastem de mim a cada vez.
Transforma meu corpo em relicário do teu toque. Me marca com teus dedos, com tua pressa, com tua ausência depois. Que eu seja cicatriz e não lembrança — algo que dói, mas não se apaga.
