Vermelho
Dizem que existe um fio vermelho
amarrado ao dedo de cada pessoa,
invisível aos olhos,
mas impossível de romper.
Ele atravessa distâncias,
cruza caminhos,
se perde entre despedidas
e, ainda assim,
sempre encontra o seu destino.
Talvez o meu esteja preso ao seu.
Talvez todas as pessoas que encontrei
tenham sido apenas nós pelo caminho,
e você,
o outro lado do fio
que eu ainda não sabia procurar.
Não sei se é destino,
coincidência ou apenas desejo.
Mas quando falo com você,
mesmo de longe,
sinto algo puxar dentro de mim.
E, pela primeira vez,
não quero cortar o fio.
Quero apenas descobrir
onde ele termina.
O Eclipse Vermelho
A lua vestiu-se de vermelho
e mergulhou devagar na escuridão,
como quem guarda no próprio silêncio
uma antiga transformação.
Por um instante, cessou o brilho,
o céu perdeu sua direção...
e aquilo que parecia vazio
podia ser outra dimensão.
Há mudanças que chegam caladas,
sem anúncio, sem explicação,
fundem antigas partes quebradas
numa nova forma de inteireza e chão.
Quando a sombra deixou o céu,
a lua voltou a respirar...
não era outra, nem deixou de ser ela,
apenas aprendera a se transformar.
E talvez todo eclipse seja assim:
um breve mergulho no que não se vê,
até que o que estava disperso em nós
encontre um lugar onde possa florescer.
O Opalão 13, vermelho e turbinado, acelera e deixa para trás o Calhambeque 22, enferrujado e puxado por jumentos!
Respostas
Sim
Sim
Sim
Carimbado.
Marca d’água
tingida de vermelho,
ratificando o advérbio de afirmação.
Contudo,
com a mudança de direção,
com ou sem verruga,
a resposta navega por outros mares.
Não,
jamais,
nunca.
Eita!!!!!
Chegam as piruetas.
Quem sabe?
Talvez!
Agora é Lei!
Placas se divertem
em frente ao cruzamento …
Valnia Véras
Efêmera linha da vida; vermelho segmento da criação. Eis, apresento-me com reverência para o criador: pinceladas que gritam histórias não ditas, mas encardem a mão do artista.
Não há plenitude sem bagunça.
Calor confortante de almas intersectantes: baú de lembranças ou livro de esperanças.
Não há conexão sem morte.
Sobriedade de um insano igualado à deturpação da lógica de um abnegado.
Não há vida sem balança comedida.
Misture Tabaco com Mate e Fume em Pé
A fumaça subia lenta no vermelho da luz,
Montevideo pulsando pesada nos graves do sul,
copos brilhando dourados no balcão de metal,
e eu sozinho no canto, calmo, quase ritual.
Misture tabaco com mate e fume em pé.
Como quem já viu demais pra perder tempo com fé.
Gente dançando apertada num calor estrangeiro,
perfumes caros, olhares rápidos, desejo passageiro,
mas meus olhos estavam longe, presos na janela,
na garoa escorrendo fria pelos prédios da Ciudad Vieja.
As luzes cortavam fumaça em câmera lenta,
o baixo batendo no peito de forma violenta,
e ainda assim existia silêncio dentro de mim,
um silêncio bonito que não precisava de fim.
Uma uruguaia ria alto perto do corredor,
alguém falava espanhol arrastado sobre amor,
mas eu só observava o mundo girar devagar
com aquela paz estranha de não precisar entrar.
O mate amargo queimando o começo da boca,
o tabaco deixando a madrugada rouca,
e o tempo passando elegante, vulgar,
feito farol refletindo no Rio da Prata depois do bar.
Eu gostava disso:
dos trajetos sem pressa depois da fumaça,
das avenidas molhadas brilhando na praça,
do frio atravessando tecido e postura,
da beleza breve que existe na noite escura.
Misture tabaco com mate e fume em pé.
Ignore o excesso.
Observe tudo.
E permaneça.
Na copa, o cartão não é amarelo, nem vermelho; só aceitam Visa ou Master! Pix nem pensar! E o dono do apito é o Neymito!
Das cores primárias vermelho, azul e amarelo, fazemos uma infinidade de tons e matizes; assim como, a partir de cinco sabores: doce, salgado, azedo, amargo e picante, criamos combinações inesgotáveis de paladares. Agora, de um único limão, azedo ou ácido, se expande e se multiplica: adoçado, vira limonada, um refresco muito apreciado. Amassado, com casca e tudo, adicionando cachaça e açúcar, uma delícia, quase divina, a caipirinha. Sem o seu efeito, será que podemos comparar o limão ao amor?
Do Mar Vermelho virá o tsunami que afogará o fascismo e lavará o caminho para a vitória! Lula tetra é Brasil soberano!
Entre o vermelho e o amarelo, eu sou mais o verde e o branco, que trazem esperança e paz, as cores dos meus times Palmeiras e Icasa.
Benê Morais.
De dentro pra fora fui recomeçando,
Os caminhos foram se abrindo como o mar vermelho se abriu para Moisés,
Um coral de pássaros cantou, os cisnes com a sua elegância dançaram e as rosas com a sua beleza encantaram o novo nascer do sol,
A cadeira de balanço continua a balançar sozinha, o silêncio tomou posse de sua coroa,
passos estão sendo dados em direção a luz.
O tapete vermelho brilha mais que qualquer coisa em galas de luxo, mas são ovacionados aqueles que passam por cima deste. Não importa o peso, todos vão passar por cima. E daí é enrolado e armazenado até uma outra ocasião...
No silêncio vermelho do fim de tarde,
teu olhar se esconde entre coragem e medo,
e na rosa que treme nas minhas mãos
vai tudo aquilo que nunca coube em segredo.
Te vejo frágil, mas tão infinita,
como quem sente o amor antes de entender,
teu gesto tímido diz mais que mil palavras,
e meu mundo inteiro aprende a te querer.
Se o tempo ousar nos testar com distância,
que ele encontre em nós raiz e permanência,
porque o que nasce assim, tão verdadeiro,
não se desfaz — só cresce em resistência.
Então fica…
mesmo no que não é perfeito,
mesmo quando o coração duvidar de si, porque amar você não foi escolha nem acaso,
foi destino me encontrando em você — e eu, enfim, em mim.
Meu coração é vermelho! Fica à esquerda do peito! Meu sangue é rubro! Admiro a foice e o martelo! Mas minha estrela é escarlate!
Em outubro, o Mar Vermelho se abrirá e revelará o caminho iluminado pelo brilho forte da estrela até a vitória!
Olhando o amarelo do sol se despedindo nesta tarde, passando pelo tom alaranjado vermelho e diminuindo, ficando pequeno, cabendo na ponta do meu dedão aqui estendido⋆☀︎. , com um olho aberto e outro fechado.
Esquisito!
Retorno à minha infância com meus irmãos.
Éramos tão grandes quando pequenos e hoje somos tão pequenos.
A vida adulta é um adubo que o tempo não temperou, apenas passou.
E a grandeza de ser deixou -se apenas de ser....
Se é que o tempo me deixa entender.
O que não tem explicação.
𓂃☼ ོ⋆☀︎
⛱⋆⋆☀︎.
O gado bolsonarista está mugindo alto! Lula passou no tapete vermelho e os bois, cheios de ódio, nem no gramado puderam pastar!
Lula é recebido com tapete vermelho na Casa Branca! Rachadinha e bananinha não entram nem na casinha do cachorro!
O Vermelho da Mente e a Simulação do Tempo
por Celso Roberto Nadilo
O vermelho só é vermelho porque a natureza assim determina — ele habita dentro da nossa mente. Somos construídos pela memória de cores, sons e cheiros. Em uma onda transdimensional, vemos colidir os conceitos da filosofia e da física.
Ao obliterarmos as cores assimiladas, deparamos-nos com o niilismo das almas aniquiladas; falanges momentâneas de objeções e questões que dão partido a novas crônicas. A cada renovação, concedemos livre-arbítrio às informações extraídas das profundezas do nosso ser. Seres animados obliteram o próprio paradoxo existencial, relutando em aceitar que o tempo é apenas a distorção de cores primordiais dentro do nosso cérebro.
O tik-tok constante parece um mantra diante do qual deformamos as premissas da realidade. Observando o tempo transitar pelo espaço, tomamos esse fluxo como nosso — o próprio epígrafe da humanidade. É um voo consciente de energia em movimento, até que a inércia se torne a desenvoltura do tempo que já passou, cumprindo o percurso de uma vida programada até o seu epílogo. Mesmo assim, continuamos a deduzir a morte como um estado no qual abraçamos as estrelas ou contemplamos um mundo sobrenatural. O tempo transformou em memórias eternas os resquícios de uma existência que, tantas vezes, foi apenas pó voltando ao pó da escuridão.
Vemos o verde em uma sintonia de fantasia: enquanto os fantasmas deslizam pelos arcos do destino, enxergamos o verde das florestas, o verde-abacate, o verde do burro que foge. Então, recebemos a visita do branco — a pureza de uma noiva ou o branco cego da raiva, que por viver no sujo logo desbota. Torna-se amarelo, quase o marrom do barro onde o cão vira-lata pula e marca suas patas. As chamas da vivência transformam-se na evidência oca de uma natureza devastada. O verde volta a ser o mesmo pó de que somos feitos.
Essa dinâmica eleva o formato da consciência. Mesmo na alienação intelectual, nos tornamos rebeldes sem resiliência, pois o bot humano é um enigma. Dentro das sensações, negociamos nossas escolhas. Para uma startup, o cenário mundial se deforma ao passar das horas; as metáforas do capitalismo atrelam-se novamente aos conceitos de liberdade e igualdade. Acreditamos ser grandes e melhores porque carregamos o vento e o glamour de ser críticos — de ostentar uma identidade diante dos algoritmos. Vemos a projeção de códigos alinhados ao tempo e ao espaço. Das cores primárias fazemos o partido do pensamento, tornado fluxo abrangente da nossa era.
Os conceitos espaciais básicos tornaram-se meros modelos da indiferença social. Olhamos para o lançamento de um foguete e vibramos quando ele pousa; com outros olhos, vejo apenas ostentação e ganância desmedida. Ao mesmo tempo, enxergo a verdade da exploração espacial: evoluímos ou abraçamos as asas da eternidade diante de inovações científicas. Mas o que realmente muda em nossas mentes? Apenas um intervalo para distrair o espírito antes de retornar ao trabalho duro. A vida revela-se uma série de absurdos embalados por ironias.
De repente, percebo a composição da alienação: a assimilação da simulação é apenas a equivalência do espírito humano. O mundo pode ser cinza, mas na variação temporal enxergamos realidades paralelas. Vemos projeções em código nas elipses da continuidade enquanto devoramos a nós mesmos. Nós, vassalos do tempo, resgatamos a virtude da esperança através do livre-arbítrio, mesmo imersos na alienação.
E ela floresce no exato e irônico momento em que sonhamos acordados — quando a mente acolhe a escuridão das lembranças e o silêncio cruel diante das lágrimas da alma.
